No Acre, uma tradição popular desperta curiosidade e até certo receio entre moradores: a ideia de que mangas colhidas em áreas de cemitérios seriam mais doces e saborosas. A chamada “manga de cemitério” divide opiniões e alimenta conversas que atravessam gerações.
Há quem defenda a fama da fruta, garantindo que o gosto realmente se destaca em comparação às mangas colhidas em outros locais. Para esses moradores, a explicação pode estar na fertilidade do solo, associada ao uso natural de adubo. Por outro lado, algumas pessoas evitam consumir esse tipo de manga, seja pela origem do fruto ou pelo medo de possíveis bactérias.
Apesar das histórias compartilhadas de boca em boca, especialistas afirmam que não há nada de místico ou sobrenatural nessa diferença de sabor. Fatores como o tipo da mangueira, a composição do solo e as condições climáticas, especialmente o verão intenso, influenciam diretamente no desenvolvimento e na doçura da fruta.
Independentemente do local de onde é colhida, a manga segue sendo um alimento nutritivo. Rica em fibras e vitamina C, ela também pode auxiliar no emagrecimento, já que possui cerca de 57 calorias a cada 100 gramas, desde que consumida com moderação. Com a safra em alta no Acre, o mais importante é aproveitar o período e saborear a fruta, seja ela comprada na feira, colhida no quintal ou encontrada em lugares inusitados, como os cemitérios.

