Muito embora o Acre já tenha encerrado 2025 com uma diminuição expressiva no número de focos de incêndio, em 2026, houve ainda mais redução. Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Estado contabilizou, entre 1º de janeiro e 25 de fevereiro deste ano, apenas quatro ocorrências, número 90% menor que o registrado no mesmo intervalo de 2025, quando houve 40 focos.
Os dados históricos mostram que o início de ano costuma variar bastante. Em 2020, foram 16 focos no mesmo período; em 2021, apenas cinco; em 2022, o número saltou para 27; em 2023, caiu para oito; e em 2024, chegou a 15 registros.
O cenário atual coloca 2026 como o menor índice da série analisada.
Em 2024, o Acre enfrentou um dos anos mais críticos em relação às queimadas, com 8.658 focos registrados ao longo dos 12 meses, segundo dados do Inpe — um aumento de 31% em comparação com 2023. A fumaça encobriu o céu por vários dias durante o verão amazônico e levou o governo estadual a decretar situação de emergência em agosto. Feijó e Tarauacá lideraram o ranking de ocorrências, enquanto municípios como Senador Guiomard, Epitaciolândia e Plácido de Castro registraram os menores índices.
