Acre começa 2026 com nova fuga em presídio e expõe crise após mais de 300 evasões

O novo caso ocorre em meio a um cenário já considerado crítico

Forças de segurança realizam operação no presídio de Rio Branco
Forças de segurança realizam operação no presídio de Rio Branco/Foto: Ascom

O sistema penitenciário do Acre começa 2026 sob alerta. A fuga de seis detentos registrada neste domingo (1º), no presídio Manoel Neri, em Cruzeiro do Sul, reacende a preocupação das autoridades diante do histórico recente: apenas no primeiro semestre de 2025, mais de 300 presos fugiram ou se evadiram de unidades prisionais no estado.

De acordo com informações preliminares, a evasão foi percebida por agentes penitenciários por volta das 13h30. Os detentos estavam custodiados no pavilhão 8 da unidade. As circunstâncias da fuga ainda são investigadas.

VEJA MAIS: Sistema penitenciário do Acre registra mais de 300 fugas e evasões no 1º semestre de 2025

Assim que o caso foi confirmado, uma força-tarefa foi mobilizada para tentar localizar os fugitivos. Participam das buscas equipes da Polícia Penal, do Grupo Especial de Operações em Fronteiras (Gefron), do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e outras forças de segurança do estado.

Um recapturado e cinco foragidos

Durante as diligências, um dos detentos foi recapturado. Trata-se de Anderson Galvão da Silva, localizado ainda no domingo pelas equipes envolvidas na operação.

Anderson Galvão foi recapturado após fuga | Foto: Reprodução

Outros cinco presos seguem foragidos:

  • Tiago Gomes da Silva

  • Messias Cavalcante Pedrosa

  • Taisson Gomes de Souza

  • Bruno do Nascimento Monteiro

  • Antônio da Silva e Silva

Números preocupam

O novo caso ocorre em meio a um cenário já considerado crítico. Dados do Observatório de Análises Criminais do Ministério Público do Estado do Acre apontam que, entre janeiro e junho de 2025, o estado registrou 301 fugas e evasões, um aumento de cerca de 15% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram contabilizados 262 casos.

Os dados incluem tanto fugas quanto evasões. A evasão ocorre quando o detento não retorna à unidade após saídas autorizadas, como para trabalho ou atendimento de saúde. Já a fuga é caracterizada pela saída sem autorização ou pelo não retorno no regime semiaberto.

O episódio mais recente reforça os desafios enfrentados pelo sistema prisional acreano, que segue sob pressão para conter novas ocorrências e ampliar o controle nas unidades do estado.

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