Após a ameaça de suspensão de linhas por parte da empresa Ricco Transportes, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, afirmou nesta segunda-feira (16) que a prefeitura trabalha para evitar prejuízos à população e garantir a continuidade do transporte coletivo na capital. Segundo ele, reuniões emergenciais foram realizadas ao longo do fim de semana com equipes técnicas e jurídicas do município.
De acordo com o prefeito, o problema no transporte público da capital não é recente e se arrasta há décadas.
“Evidentemente que nós estamos com um problema sério no transporte coletivo há muitos anos. Não é de agora. O transporte coletivo é um problema que Rio Branco tenta equacionar há mais de trinta anos”, afirmou.
Bocalom disse que a prefeitura mobilizou a Procuradoria-Geral do Município e técnicos da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (RBTrans) para buscar soluções e evitar a paralisação do serviço.
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“Nosso povo não pode ficar sem transporte. Nós estamos fazendo de tudo para evitar problemas. Foram reuniões no sábado e no domingo com toda a nossa equipe técnica e jurídica para achar um caminho”, declarou.
O prefeito também afirmou que o município arca com uma série de gratuidades no sistema de transporte, o que, segundo ele, pressiona as contas da prefeitura. “Mesmo tendo dobrado o valor do óleo diesel, nós nunca aumentamos a passagem. A prefeitura está bancando tudo. Bancamos a gratuidade dos idosos, que é lei federal, e o transporte de alunos de escolas estaduais, federais e até particulares”, disse.
Ainda segundo Bocalom, a solução definitiva para o sistema deve vir com a nova licitação do transporte coletivo, que já está em andamento. “A licitação já está em andamento e eu tenho fé em Deus que vai ser o mais rápido possível, com um contrato bem amarrado para evitar problemas e garantir qualidade no serviço”, afirmou.
Apesar das tensões recentes, o prefeito disse que os ônibus continuam circulando normalmente nesta segunda-feira e reforçou que a meta da gestão é melhorar o sistema para atrair mais usuários. “O que nós queremos é qualidade no transporte. Sonhamos com o dia em que muita gente vai deixar o carro em casa para andar de ônibus”, concluiu
