A discussão sobre a educação inclusiva em Sena Madureira ganhou novos desdobramentos durante a reunião realizada nesta quinta-feira (19), que reuniu mães e pais atípicos, representantes da prefeitura, vereadores e o Conselho Tutelar. Na ocasião, o conselheiro tutelar Emersson Espíndola fez uma defesa enfática da contratação de mediadores para atender crianças atípicas na rede municipal de ensino.
Em sua fala, Emersson afirmou que a legislação voltada à inclusão não está sendo respeitada. Segundo ele, o Decreto nº 12.686/2025, que regulamenta diretrizes da política de inclusão, garante o direito ao acompanhamento adequado de estudantes com necessidades específicas, incluindo a disponibilização de profissionais capacitados para auxiliar no processo de aprendizagem e desenvolvimento dentro da sala de aula.
“O que está acontecendo hoje é que a lei está sendo ignorada. O decreto deixa claro que essas crianças têm direito ao suporte necessário para sua inclusão plena no ambiente escolar”, destacou o conselheiro.
Outro ponto levantado por Emersson foi a diferença entre as funções de cuidadores e mediadores, tema que tem gerado divergências entre as famílias e o poder público. De acordo com ele, enquanto o cuidador atua em demandas básicas do dia a dia, como higiene e locomoção, o mediador possui formação específica para atuar diretamente no processo pedagógico, auxiliando na interação, no aprendizado e na adaptação da criança em sala de aula.
A distinção, segundo o conselheiro, é fundamental para garantir um atendimento adequado.
“Não se pode substituir mediador por cuidador. São funções diferentes, e quem perde com isso são as crianças, que deixam de ter o acompanhamento educacional que precisam”, ressaltou.
A fala reforçou as reivindicações das famílias presentes, que há dias cobram soluções para a falta desses profissionais nas escolas do município. Para os pais, a ausência de mediadores compromete não apenas o aprendizado, mas também a permanência dos alunos em sala de aula.
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O debate evidenciou a pressão crescente sobre a gestão municipal para que adote medidas concretas e cumpra o que determina a legislação, garantindo, na prática, uma educação inclusiva e de qualidade para todos.
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