O Governo do Acre reforçou seu protagonismo na agenda ambiental nacional ao participar, nesta quarta-feira (18), do lançamento da 2ª edição do Anuário Estadual de Mudanças Climáticas, em Brasília (DF). Representado pelo Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais (IMC), o estado buscou alinhar suas estratégias locais aos indicadores mais recentes de emissões de gases de efeito estufa e riscos climáticos.
O documento, fruto de uma parceria entre o Centro Brasil no Clima (CBC) e o Instituto Clima e Sociedade (iCS), com apoio do Instituto Itaúsa, funciona como um raio-x da saúde ambiental dos estados. Ele oferece um panorama detalhado sobre como cada unidade da federação está se adaptando às exigências do Acordo de Paris, identificando falhas e, principalmente, oportunidades de captação de recursos.
Instituto de Mudanças Climáticas do Acre (IMC) participa de debate em Brasília/ Foto: Reprodução
Para a chefe do Departamento de Regulação do IMC, Fabiana Cruz, o anuário é muito mais que um relatório de dados; é um instrumento de gestão. “O documento organiza indicadores que permitem avaliar, com precisão, o estágio das nossas políticas. Para o Acre, esse diagnóstico fortalece a agenda de financiamento climático, que é vital para a implementação de ações práticas no campo e nas cidades”, afirmou a gestora.
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O evento contou com a presença de lideranças de peso, como a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, que defendeu a união entre os governos estaduais e o federal para o enfrentamento da crise climática. Durante os painéis, foram discutidos os desafios da regulação ambiental e como o conteúdo técnico do anuário pode qualificar o planejamento estratégico dos governos subnacionais.
Evento com a presença da ministra Marina Silva marca a entrega de diagnóstico sobre gases de efeito estufa/ Foto: Reprodução
A participação ativa do Acre em Brasília reafirma o compromisso do estado com a economia verde. Ao utilizar dados científicos para orientar suas decisões, o governo estadual busca não apenas mitigar riscos ambientais, mas transformar o capital natural do Acre em benefícios diretos para a população por meio de serviços ambientais regulados e sustentáveis.

