O sábado (21) foi de aprendizado prático para quem vive da terra na região da Estrada do Amapá, em Rio Branco. O Governo do Acre, por meio da Secretaria de Agricultura (Seagri), colocou a mão na massa junto com os produtores para dar vida ao Projeto Enxame, uma iniciativa que promete mudar o patamar da produção de mel no estado.
O grande diferencial desta etapa foi a instalação do primeiro viveiro de mudas específico para pasto apícola e meliponícola do Acre. Na prática, isso significa que o estado agora produz plantas selecionadas para “alimentar” as abelhas, garantindo que elas não precisem voar longas distâncias para encontrar nutrientes, o que aumenta a produtividade de cada colmeia.
A iniciativa da Seagri visa organizar a cadeia do mel no estado, oferecendo suporte técnico do manejo à produção/ Foto: Rafael Barros/Seagri.
A técnica por trás do mel
Durante a oficina, o zootecnista Nelio Figueiredo explicou que a conta é simples: se a abelha tem pasto de qualidade perto de casa, ela produz mais. “O impacto é direto na mesa do consumidor e no bolso do produtor. Além do mel, a polinização dessas abelhas faz com que as árvores frutíferas da região deem muito mais frutos”, destacou.
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Os participantes aprenderam a confeccionar as chamadas “iscas artificiais”. Essas armadilhas ecológicas permitem capturar enxames de abelhas nativas (aquelas que não possuem ferrão) de forma segura, permitindo que o morador comece sua própria criação no quintal de casa.
Renda que vem da preservação
Para Aliette Gadelha, da associação de moradores local (Amprea), a chegada dessa tecnologia no “verão” amazônico é estratégica. “É a chance que o morador tem de usar a inteligência para tirar sustento da floresta sem derrubar uma árvore. Estamos falando de dinheiro extra e qualidade de vida”, afirmou.
A gestora da Seagri, Temyllis Silva, reforçou que o Projeto Enxame não é apenas uma entrega de materiais, mas um plano de organização da categoria. Segundo ela, o viveiro é o alicerce para que o Acre se torne referência em meliponicultura, unindo o conhecimento técnico da secretaria com o esforço de quem está no campo.

