A Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu um alerta gravíssimo nesta terça-feira (17) sobre os desdobramentos humanitários do 18º dia de guerra no Oriente Médio. Segundo o Programa Mundial de Alimentos (PMA), o prolongamento das hostilidades e o bloqueio de rotas estratégicas podem levar o mundo a um número recorde de pessoas enfrentando a fome aguda, com projeções de que até 45 milhões de indivíduos entrem em situação de insegurança alimentar severa até junho.
O diagnóstico aponta que o encarecimento dos combustíveis e a interrupção de fluxos marítimos, como no Estreito de Ormuz, elevaram os custos operacionais de ajuda humanitária e o preço dos alimentos em escala global. “Estamos diante de uma probabilidade terrível que elevaria a fome a um recorde histórico”, afirmou Carl Skau, diretor-executivo adjunto do PMA, destacando que regiões da África e da Ásia seriam as mais impactadas pelo cenário de instabilidade.
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No campo diplomático, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu com dureza à negativa de países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em enviar navios de guerra para a região. O líder norte-americano buscava formar uma coalizão naval para garantir a abertura do Estreito de Ormuz, via crucial por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial, atualmente sob ameaça de interrupção devido ao conflito com o Irã.
Trump enviou um recado direto aos aliados, afirmando que a falta de cooperação militar pode significar um “futuro muito ruim” para a aliança atlântica. Países como Alemanha, França e Itália já manifestaram que não pretendem enviar embarcações militares, defendendo soluções diplomáticas para a crise. Após as negativas, o presidente norte-americano declarou que as forças dos EUA seriam capazes de agir sozinhas, embora mantenha a pressão sobre as nações que dependem da energia proveniente do Golfo Pérsico.
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