Ícone do site ContilNet Notícias

Nações Unidas alertam para recorde de fome no mundo após dezoito dias de guerra

Por Redação ContilNet

Nações Unidas alertam para recorde de fome no mundo após dezoito dias de guerra

Guerra no Oriente Médio: ONU alerta para fome recorde/ Foto: Reprodução

A Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu um alerta gravíssimo nesta terça-feira (17) sobre os desdobramentos humanitários do 18º dia de guerra no Oriente Médio. Segundo o Programa Mundial de Alimentos (PMA), o prolongamento das hostilidades e o bloqueio de rotas estratégicas podem levar o mundo a um número recorde de pessoas enfrentando a fome aguda, com projeções de que até 45 milhões de indivíduos entrem em situação de insegurança alimentar severa até junho.

O diagnóstico aponta que o encarecimento dos combustíveis e a interrupção de fluxos marítimos, como no Estreito de Ormuz, elevaram os custos operacionais de ajuda humanitária e o preço dos alimentos em escala global. “Estamos diante de uma probabilidade terrível que elevaria a fome a um recorde histórico”, afirmou Carl Skau, diretor-executivo adjunto do PMA, destacando que regiões da África e da Ásia seriam as mais impactadas pelo cenário de instabilidade.

LEIA TAMBÉM: 

Morre Judy Pace, atriz de “Glória e Derrota” e ícone do cinema Blaxploitation

Setor de serviços do Acre inicia 2026 com forte queda e contraria crescimento nacional

Acre registra índice de inadimplência abaixo da média nacional e se destaca na Região Norte

No campo diplomático, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu com dureza à negativa de países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em enviar navios de guerra para a região. O líder norte-americano buscava formar uma coalizão naval para garantir a abertura do Estreito de Ormuz, via crucial por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial, atualmente sob ameaça de interrupção devido ao conflito com o Irã.

Trump enviou um recado direto aos aliados, afirmando que a falta de cooperação militar pode significar um “futuro muito ruim” para a aliança atlântica. Países como Alemanha, França e Itália já manifestaram que não pretendem enviar embarcações militares, defendendo soluções diplomáticas para a crise. Após as negativas, o presidente norte-americano declarou que as forças dos EUA seriam capazes de agir sozinhas, embora mantenha a pressão sobre as nações que dependem da energia proveniente do Golfo Pérsico.

Veja o vídeo: 

Sair da versão mobile