Piloto acreano relata rotina na Arábia Saudita em meio a guerra no Oriente Médio

Sergio Ricarte afirma que voos seguem operando normalmente em Riade e descarta clima de pânico na capital saudita

Acreano que atua como piloto na Arábia Saudita diz que operações seguem normais e relata impacto pontual dos conflitos na aviação regional.
Acreano que atua como piloto na Arábia Saudita diz que operações seguem normais e relata impacto pontual dos conflitos na aviação regional/ Foto: Cedida

Mesmo diante da escalada de tensões no Oriente Médio, o piloto acreano Sergio Ricarte Morais Batista, de 39 anos, afirma que a rotina na capital da Arábia Saudita segue normal. Morando atualmente em Riade capital da Arábia Saudita, ele relata que, apesar dos conflitos em países vizinhos, não houve ataques na cidade onde reside e trabalha.

Sergio começou a carreira no Acre, onde teve o primeiro emprego como piloto. Depois passou por empresa regional em Manaus, mudou-se para São Paulo e se tornou comandante aos 26 para 27 anos. Ao longo da trajetória, atuou na aviação comercial brasileira, incluindo voos de jato, e posteriormente seguiu para o exterior.

Ele trabalhou quase dois anos no Marrocos, operando voos para diversas capitais europeias como Paris, Londres, Roma, Madri e Frankfurt. Atualmente está pela segunda vez na Arábia Saudita e completa cerca de nove meses nesta nova etapa no país.

Acreano que atua como piloto na Arábia Saudita diz que operações seguem normais e relata impacto pontual dos conflitos na aviação regional.

Acreano que atua como piloto na Arábia Saudita diz que operações seguem normais e relata impacto pontual dos conflitos na aviação regional/ Foto: Cedida

“Eu fazia voo para o interior do Acre e, 15 anos depois, estava pousando em Paris como comandante. Isso é algo que me deixa feliz. Saí do Acre e consegui chegar onde sempre sonhei”, afirmou.

Sobre a situação atual no Oriente Médio, Sergio explica que a aviação na região segue aquecida, com forte demanda por pilotos. Segundo ele, os impactos dos conflitos tendem a ser pontuais.

“Pode haver impacto no curto prazo, como cancelamento de voos e desvios de rota, mas acredito que seja algo temporário”, disse.

De acordo com o piloto, algumas rotas estão sendo replanejadas para evitar áreas de risco e determinados destinos tiveram operações suspensas devido ao fechamento de espaço aéreo em países vizinhos. Ainda assim, ele afirma que os voos domésticos na Arábia Saudita estão ocorrendo normalmente.

Acreano que atua como piloto na Arábia Saudita diz que operações seguem normais e relata impacto pontual dos conflitos na aviação regional.

Riade capital da Arábia Saudita/ Foto: Reprodução

“No dia em que começaram os ataques, fiz quatro voos dentro do país. Aqui em Riad não houve ataque. A vida segue normal, aeroportos funcionando, pessoas circulando”, relatou.

Sergio também destacou que não sentiu choque cultural ao se estabelecer no país. Segundo ele, brasileiros são bem recebidos e há uma comunidade unida na região.

“Eles gostam muito de brasileiros. Sempre fui muito bem recebido aqui”, afirmou.

Em relação à segurança, ele diz não se sentir ameaçado no momento e ressalta que a Arábia Saudita possui forte estrutura militar. Caso a situação se agravasse a ponto de representar risco direto à sua vida, ele afirma que deixaria o país.

A família no Acre, segundo ele, demonstrou preocupação ao acompanhar as notícias. “Minha mãe ficou apreensiva, mas eu expliquei que aqui está tranquilo”, contou.

Riade capital da Arábia Saudita/ Foto: Reprodução

Riade capital da Arábia Saudita/ Foto: Reprodução

Questionado sobre a presença de outros pilotos acreanos na aviação internacional, Sergio afirma que há profissionais do estado atuando em voos internacionais por companhias brasileiras. No entanto, segundo ele, atualmente é o único acreano que tem conhecimento atuando em empresas estrangeiras fora do Brasil.

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Apesar da carreira consolidada no exterior, ele mantém forte vínculo com as origens. “Sou acreano do pé rachado. Gosto das minhas comidas típicas, quando minha mãe vem me visitar ela traz as coisas daqui”, disse.

Enquanto acompanha os desdobramentos da situação geopolítica na região, Sergio segue operando normalmente e afirma que, até o momento, não há clima de pânico na capital saudita.

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