O presidente do PT no Acre, André Kamai, disse durante participação no Em Cena, o podcast do ContilNet, que não é possível saber quem o partido iria apoiar num eventual segundo turno da disputa ao Governo do Acre se o pré-candidato do seu grupo, o médico Thor Dantas, ficasse de fora da disputa.
Kamai afirma que essa seria uma decisão coletiva e que os partidos da aliança precisariam chegar a um consenso sobre o assunto, mas aposta que Thor vá para o segundo turno.
O político lembrou da disputa pelo governo do Acre nos anos 90, que deu vitória a Jorge Viana, mesmo com o político em terceiro lugar.
“Primeiro, vamos à história. Em 90, o Jorge Viana foi a primeira vez que o Jorge foi candidato a governador do Acre. Em 90 nós tínhamos dois candidatos do campo da direita, que eram o Branquinho (Rubens Branquinho) e o Edmundo Pinto. O Rubens Branquinho tinha mais de 60% de intenção de voto, o Edmundo Pinto estava em segundo lugar e o Jorge aparecia mais ou menos; era uma novidade, 30 anos de idade, aparecendo ali com pouca experiência, as pessoas conheciam ele mais ou menos. E fomos para uma campanha com muita criatividade, com muita mobilização, trazendo esperança para o coração das pessoas, tocando no que é a vida real das pessoas, e a gente teve um segundo turno com Edmundo Pinto e Jorge Viana. Portanto, eu não cravo essa história de que o Thor não estará no segundo turno. Nós vamos trabalhar para o Thor estar no segundo turno”, pontuou.
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“Se a gente chegar num segundo turno sem o Thor, eu penso que nós vamos ter que ter um debate na nossa aliança; não é o PT que vai decidir sozinho. Nós temos uma Federação, nós temos um campo político, nós estamos propondo a construção de uma aliança para o futuro do Acre. Essa aliança não se desfaz depois da eleição se depender da gente; nós queremos construir um projeto político que vai discutir o Acre. Porque depois da eleição nós vamos, provavelmente, fazer oposição a quem ganhar, mesmo que a gente tenha algum apoio ali, mas nós vamos continuar apresentando nosso projeto político. A gente vai eleger deputado estadual, deputado federal e vamos ter uma posição política nesta história”, acrescentou.
Kamai não descartou a possibilidade de o grupo apoiar uma candidatura da direita no 2º turno, mas disse que isso depende “muito mais de lá do que de cá”.
“Essa possibilidade de ajudar, de assumir um apoio a algumas candidaturas depende muito mais de quem estará lá do que de nós. De quem vai topar discutir programaticamente conosco quais são… o que eles vão absorver do que a gente propõe do ponto de vista programático. Sabe? Quais são os compromissos com o povo do Acre, não com a gente, que eles vão fazer, que não está no programa deles e está no nosso, que eles vão topar para que a gente faça essa aliança. É isso. Nós estamos fazendo um esforço, Everton, de não fazer um debate — só para finalizar — de não fazer um debate que circule unicamente entre um debate de direita e esquerda. Não é isso. Nós temos que fazer um debate sobre a questão, a realidade do Acre, sobre o que a gente precisa mudar no Acre, sobre o que a gente precisa avançar. Nós vamos apresentar uma plataforma, um plano de governo que olha para o Acre a partir das necessidades reais do povo do Acre. Esse é o grande desafio que está colocado para nós. E quem deles estiver no segundo turno — se nós não estivermos, o que eu acredito que nós estaremos — mas se nós não estivermos lá no segundo turno, quem deles topar dialogar o nosso programa, nós temos possibilidade de dialogar, sim”, concluiu.
