Com mais de 660 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026, o Acre já registrou 17 mortes pela síndrome neste ano. Os dados são do Boletim Epidemiológico de SRAG, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).
De acordo com os dados, a maioria dos óbitos foi no município de Feijó, registrando 9 das 17 mortes, sendo 6 de indígenas. O boletim destaca que a concentração entre indígenas pode estar ligada a dificuldades de acesso e barreiras linguísticas.
“Essa concentração em Feijó e entre indígenas, pode estar ligada a dificuldades de acesso à saúde, principalmente em tempo oportuno, barreiras linguísticas ou a introdução de um agente infeccioso específico em comunidades mais vulneráveis”, diz o boletim.
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De acordo com o boletim, foram duas mortes em crianças com menos de 2 anos, 3 mortes em crianças de 2 a 4 anos, 3 mortes na faixa etária de 5 a 9 anos, 2 mortes entre 10 e 19 anos, 2 mortes entre 30 a 39 anos, 1 morte entre 50 e 59 anos e 4 mortes na faixa etária de maior de 60 anos.
Segundo o boletim, a maior incidência de mortes em 2026 foi em crianças de 2 a 9 anos. Os dados indicam, ainda, que a faixa etária de óbitos mudou: em 2024 e 2025 a maior incidência era de mortes de idosos. Os dados apontam que o número de mortes é menor que nos anos anteriores, quando foram registradas 39 e 51 óbitos em 2024 e 2025, respectivamente.
“Os dados indicam uma mudança importante no perfil da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Acre em 2026, com dois pontos principais de atenção: Mudança na Faixa Etária: Diferente de 2024 e 2025, onde o foco eram os idosos, em 2026 a incidência maior de óbitos se deslocou para crianças de 2 a 9 anos. Isso pode sugerir mudanças na circulação viral (como novas variantes ou baixa cobertura vacinal infantil para gripe e COVID-19)”, destaca o documento.
SRAG
Segundo o boletim aponta que 667 casos foram identificados em 2026 no Acre entre as semanas epidemiológicas 01 a 11. O número representa um aumento significativo a partir da SE 9 e decréscimo de casos a partir da SE 10 até o momento, na SE 11.
De acordo com o boletim, a população mais vulnerável são crianças de 0 a 9 anos e idosos acima de 60 anos, que continuam sendo as faixas etárias mais suscetíveis, mais afetadas e com maiores taxas de internação.

