Acre amplia produção agropecuária e abate de bovinos cresce quase 15%

O estado registrou 644.196 bovinos abatidos ao longo do ano, número 14,3% maior que o de 2024

Por Redação ContilNet 17/04/2026

O agronegócio acreano começou 2025 em ritmo de expansão. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o estado registrou 644.196 bovinos abatidos ao longo do ano, número 14,3% maior que o de 2024, quando foram contabilizadas 563.599 cabeças.

O resultado reforça o avanço da pecuária no Acre e consolida o setor como uma das principais engrenagens da economia estadual. O levantamento considera apenas animais abatidos em estabelecimentos com inspeção sanitária federal, estadual ou municipal, ou seja, dentro da cadeia formal e certificada de produção.

O crescimento no volume de abates ocorre em meio à abertura de novos mercados e ao fortalecimento da produção local. Atualmente, o Acre possui mercado habilitado para exportação de carne e derivados para 12 países, segundo o governo estadual.

VEJA MAIS: Acre registra menor preço do boi gordo no país e arroba fica abaixo de R$ 300

Além da pecuária de corte, a cadeia leiteira também aparece entre os destaques do levantamento. Segundo a Pesquisa Trimestral do Leite, o estado registrou 10.986 mil litros de leite adquiridos em 2025, volume comprado pelos laticínios diretamente dos produtores rurais.

No mesmo período, o total de leite industrializado também alcançou 10.986 mil litros, indicando que praticamente toda a matéria-prima captada foi destinada ao processamento industrial.

Os números medem etapas diferentes da cadeia produtiva: a aquisição reflete a produção no campo e a capacidade de coleta da indústria, enquanto o leite industrializado representa o volume efetivamente transformado em produtos como leite pasteurizado e derivados.

Produção de ovos cresce mais de 10%

Outro segmento em alta no Acre foi a avicultura. A produção anual de ovos registrou crescimento de 10,5% em 2025, chegando a 8.832 dúzias, acima das 7.994 dúzias produzidas no ano anterior.

O desempenho confirma a diversificação do agro acreano, que vem ampliando a presença em diferentes cadeias produtivas além da bovinocultura.

Com informações da Agência de Notícias do Acre

VEJA TAMBÉM

Café acreano cresce mais de 400% e supera a soja, aponta secretário da Agricultura

O café produzido no Acre vive um salto histórico. Em sete anos, o Valor Bruto da Produção (VBP) da cultura cresceu 428%, passando de R$ 26,4 milhões, em 2018, para R$ 139,6 milhões em 2025, segundo dados da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri). O desempenho colocou o café à frente da soja no ranking estadual de produção, consolidando a cultura como um dos principais motores da economia rural acreana.

Na comparação mais recente, entre 2023 e 2025, o crescimento foi ainda mais expressivo: 314%. Em 2025, o café alcançou a 50ª colocação no ranking estadual de VBP, superando a soja, que registrou R$ 123,6 milhões no mesmo período.

De acordo com a Seagri, os números refletem uma política pública voltada à geração de renda, inclusão social e sustentabilidade ambiental. Em 2015, o VBP do café era de R$ 20,5 milhões. Em 2022, o valor chegou a R$ 32,5 milhões, antes do salto observado nos últimos anos.

Para o secretário de Estado de Agricultura, Luiz Tchê, o avanço da cafeicultura é resultado de uma construção coletiva e de decisões estratégicas adotadas pelo governo.

“É um marco histórico. O Acre já tem a cadeia do café bem avançada, fruto de várias ações do nosso governo, como o Quali-Café, que mostrou para o Brasil e para o mundo que aqui se planta café de qualidade”, destacou.

Luiz Tchê também ressaltou a importância da regulamentação da lei que autoriza a compra direta de mudas de café e cacau junto aos viveiristas, fortalecendo a agricultura familiar e a economia local. “A Assembleia Legislativa aprovou a compra de mudas diretamente dos viveiristas. Isso fortalece a economia do nosso estado e garante um ganho significativo, porque estamos comprando mudas de qualidade, produzidas perto do nosso produtor rural”, afirmou.

Segundo o secretário, a proximidade entre viveiristas e produtores reduz perdas, melhora o desempenho das lavouras e amplia os resultados econômicos e sociais da política pública. “Quem vai ganhar com isso é o produtor e a produtora rural. O desafio do nosso governo é dar dignidade a quem vive no campo, e o café vem para garantir essa dignidade, gerando renda e emprego no nosso estado”, completou.

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensão de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteúdo de qualidade gratuitamente.