Uma história marcada por memória, disputa de versões e formação de gerações ganha agora registro oficial. O historiador e artista plástico Enilson Amorim lança, neste sábado (11), em Rio Branco, às 16 horas, no Auditório Florentina Esteves, no Museu dos Povos Acreanos, o livro A História do Taekwondo no Acre, obra que reconstrói a chegada da modalidade ao estado desde 1989 e busca corrigir informações que, segundo o autor, distorcem a origem do esporte em território acreano.
O livro nasce de uma inquietação. Segundo Enilson Amorim, a pesquisa começou após um pedido do mestre José Carlos Gomes Guimarães, conhecido como Mestre Juca, considerado peça central na introdução do taekwondo no Acre.
“Meu mestre estava triste porque algumas pessoas estavam divulgando a falsa informação de que outra pessoa teria trazido o taekwondo para o Acre”, disse Amorim.
De acordo com o autor, o mestre demonstrava preocupação com versões que atribuiriam a outras pessoas a chegada da modalidade ao estado. A partir disso, Amorim mergulhou em documentos, relatos e memórias para reconstituir a trajetória do esporte e registrar, de forma sistematizada, sua origem e expansão.
A obra destaca a chegada do Mestre Juca e também o papel fundamental dos alunos formados por ele, apontados como responsáveis pela difusão e consolidação do taekwondo no Acre ao longo das décadas. A narrativa mostra ainda como o esporte ultrapassou o aspecto competitivo e passou a atuar também como ferramenta de formação social.

Mestre Juca e Enilson Amorin. — Foto; Arquivo pessoal
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Conexão entre história, esporte e cultura
Conhecido por trabalhos voltados ao folclore amazônico, Enilson Amorim amplia, com o novo livro, seu campo de atuação ao conectar história, cultura e esporte. Membro da Academia Acreana de Letras, o autor traz um olhar que combina pesquisa histórica e sensibilidade artística, reforçando a importância de preservar diferentes dimensões da identidade regional.
O lançamento também evidencia o papel das políticas públicas no incentivo à produção cultural. O projeto foi viabilizado por meio de edital da Fundação Elias Mansour, com apoio de instituições como a Academia Acreana de Letras, a Associação Acreana de Cinema e a Federação de Taekwondo do Estado do Acre, além de recursos ligados ao governo federal e estadual.

