Em coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (14), em Brasília, o chefe da equipe médica que vem cuidando do ex-presidente Jair Bolsonaro na sua internação pós-operatória, Cláudio Birolini, que foi o responsável pela operação realizada no último domingo (13), disse que o problema de saúde no intestino do líder da Direita no país “não está 100% resolvido”. O ex-presidente foi submetido a uma cirurgia que durou 12 horas.

“Problema não foi 100 por cento resolvido”, disse o chefe da equipe que fez a cirurgia no ex-presidente. Foto: Reprodução
De acordo com o médico, “novas aderências vão se formar” no intestino do ex-presidente, ainda em decorrência da facada que ele sofreu durante a campanha presidencial, em setembro de 2018. “As aderências vão se formar, isso aí é inevitável. Um paciente que tem um abdômen hostil, por mais que você solte tudo, essas aderências vão se formar”, informou Birolini em entrevista no Hospital DF Star, em Brasília. “No pós-operatório imediato, essas aderências vão se formar, e isso faz com que a recuperação, nesses próximos dias, seja um pouquinho mais lenta, e a gente não tenha nenhuma intenção em acelerar isso daí”, analisou o profissional.
Cláudio Birolini também afirmou que a situação do ex-presidente é “complexa” devido à parede abdominal bastante “danificada”. Segundo ele, em um futuro médio ou longo prazo, realmente podem surgir as chamadas “aderências bridas”, e que cada caso será analisado de forma individualizada.
Aderências bridas são estruturas fibrosas de tecido que geralmente se formam após uma cirurgia ou inflamação abdominal. Esses tecidos de cicatrização podem unir diferentes órgãos da cavidade abdominal.
Por sua vez, Leandro Echenique, médico cardiologista e que faz parte da equipe que cuida de Bolsonaro, classificou a cirurgia do ex-presidente como “extremamente complexa”. “Tinha muita aderência (no intestino), mas o resultado foi excelente”, disse. “Não houve complicação, e todas as medidas preventivas serão tomadas”, completou.
“Ele está acordado, consciente e já fez uma outra piadinha ali”, afirmou.
Bolsonaro está internado em Brasília desde a noite de sábado (12/4), depois de ser transferido de Natal (RN), onde precisou ser hospitalizado às pressas na sexta-feira (11/4), para tratar quadro de suboclusão intestinal. O ex-presidente passou mal enquanto cumpria agenda no interior do Rio Grande do Norte e foi transferido de helicóptero para Natal. Ele queixava-se de fortes dores.
O médico pessoal do ex-presidente, Cláudio Birolini, chegou a afirmar que, apesar de não ter acompanhado presencialmente as outras ocasiões, o quadro enfrentado por Bolsonaro na sexta foi o pior desde a facada sofrida durante a campanha presidencial de 2018. O estado de saúde é estável.
