A Polícia Civil do Rio de Janeiro e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) deflagraram, nessa segunda-feira (8/12), uma ação conjunta que interceptou a família de Álvaro Malaquias Santa Rosa, o “Peixão”, um dos traficantes mais procurados do estado.
A mulher, três filhos e um sobrinho do criminoso foram interceptados enquanto tentavam deixar o Brasil rumo à Bolívia, pela região de Corumbá (MS).
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Segundo o secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, o grupo estava sob monitoramento da Subsecretaria de Inteligência e do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE).
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Peixão é ligado ao Terceiro Comando Puro (TCP)
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Família de “Peixão” é barrada fugindo para a Bolívia com ouro
PRF/Divulgação
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Peixão
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Peixão.
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O Resort encontrado em Março foi demolido
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Resort encontrado em março deste ano
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Resort encontrado em março deste ano
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“Quando percebemos que o carro passou a se movimentar, acionamos a PRF. Havia grande possibilidade de o Peixão estar no veículo. A investigação continua para capturar este narcoterrorista”, afirmou Curi.
Tentativa de fuga
Por volta do meio-dia, equipes da PRF receberam o alerta da polícia fluminense para abordar dois veículos que saíram do Rio de Janeiro em direção à fronteira.
A suspeita era de que Peixão estivesse escondido entre os familiares, o que não se confirmou.
Durante a fiscalização na BR-262, em Campo Grande, os motoristas alegaram ter sido contratados por um conhecido que vive na Bolívia para fazer o transporte da família até Corumbá.
Contaram que viajaram de avião ao Rio, onde passaram a noite, e seguiram de carro rumo ao sul do país.
Joias e símbolos do crime
Dentro dos veículos, os policiais encontraram diversas joias, muitas delas com referências diretas a Peixão e ao “Complexo de Israel”, braço da facção chefiada pelo criminoso na Zona Oeste do Rio.
Uma das peças exibia a Estrela de Davi com a inscrição “Israel Defense Force”. O sobrinho de Peixão afirmou ser o dono dos materiais.
Crimes
Os envolvidos foram detidos por suspeita de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores; promoção, financiamento ou participação em organização criminosa.
Todos os presos foram levados à Polícia Federal em Mato Grosso do Sul.
A Polícia Civil do Rio segue investigando a movimentação da quadrilha e mantém esforços para localizar Peixão, considerado um dos chefes mais violentos da facção que atua no Complexo de Israel, em Senador Camará e adjacências.
