A história das artes visuais no Acre ganha um novo capítulo de celebração nesta sexta-feira (27). A Associação dos Artistas Plásticos do Acre (Aapa) comemora 38 anos de fundação com a abertura da exposição “Reminiscências”, na Galeria de Arte do Palácio das Secretarias, em Rio Branco. O evento, que tem início às 10h, marca também o sétimo ano do projeto de ocupação cultural do hall da Secretaria de Administração (Sead).
Realizada pelo governo do Estado, por meio da Sead e da Fundação Elias Mansour (FEM), a mostra é gratuita e se consolidou como uma ferramenta de humanização do espaço público. Segundo Glicério Gomes, curador e um dos fundadores da associação, a galeria funciona como uma “terapia cultural”, oferecendo um ambiente de leveza e bem-estar para quem circula pelo prédio governamental.

A abertura da mostra contará com apresentações culturais de dança cigana e latina, reforçando a diversidade da associação/ Foto: Aniely Cordeiro
Trajetória e Intercâmbio
Fundada em 1988, a Aapa é hoje a principal entidade de fomento artístico no estado, sendo responsável por eventos tradicionais como o Salão Hélio Melo. O atual presidente da instituição, Ulisses Sanchez Carpio, reforça que a atuação da associação ultrapassou os limites geográficos do Acre, mantendo intercâmbios ativos com a Universidade de Belas Artes do Peru e instituições da Bolívia, além de ser reconhecida como um Ponto de Cultura federal.

O curador Glicério Gomes destaca a importância da galeria permanente para o bem-estar de servidores e visitantes do Palácio/ Foto: Aniely Cordeiro
Diversidade no Acervo
A exposição “Reminiscências” apresenta um recorte técnico e geracional profundo. O público poderá conferir obras de nomes históricos como o próprio Glicério Gomes e Ulisses Sanchez, além de artistas como Paula Santos, que alia sua produção visual à atuação como psicóloga e terapeuta.
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A mostra também dá visibilidade a talentos como o peruano David Pequeno, radicado no Acre há mais de uma década, Josinei de Pires, de Sena Madureira, e o misticismo visionário de Gerson Vidas. A nova geração também marca presença com trabalhos de Oscar Junior, Edila Maria, Edinho Teixeira e o grafite de Edimilson Moreira.
A abertura solene contará ainda com a expressividade das danças cigana e latina, protagonizadas por Paula Santos e Ulisses Sanchez, simbolizando a união das diversas linguagens artísticas que a Aapa abriga há quase quatro décadas.
