Nesta quinta-feira (2), o Acre vive um marco político com a despedida de Gladson Cameli do cargo de governador. Eleito em 2018 e reeleito em 2022, ambos no primeiro turno, o gestor cruzeirense transmite o poder à vice-governadora Mailza Assis. O movimento atende aos prazos legais de desincompatibilização eleitoral, encerrando um ciclo de sete anos focado na modernização da máquina pública e no assistencialismo humanizado.
Crise Sanitária e Resposta Rápida
O período entre 2020 e 2023 foi o teste mais rigoroso da gestão. Durante a pandemia da Covid-19, o governo estadual estruturou hospitais de campanha em Rio Branco e Cruzeiro do Sul e instalou uma usina de oxigênio própria com capacidade de 30 mil metros cúbicos mensais. Cameli também enfrentou uma crise migratória severa nas fronteiras, optando pelo acolhimento humanitário de famílias e crianças presas nos limites do estado.

Gestão foi marcada pelo recorde de nomeações em concursos públicos na Educação e Segurança.-/ Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Números e Funcionalismo Público
Um dos pilares da administração foi a renovação do quadro de servidores. Entre 2019 e o primeiro trimestre de 2026, o governo nomeou 7.432 servidores efetivos. Somando-se aos processos seletivos simplificados, o volume total de contratações chegou a 30.382 profissionais. Na Educação, o destaque foi a incorporação de 2,6 mil novos quadros, incluindo vagas inéditas para a educação especial.
Infraestrutura e Economia
O governo Cameli sai de cena com a entrega de obras de mobilidade aguardadas há décadas, como as pontes de Sena Madureira e Xapuri, além da duplicação da AC-405 e o complexo viário de Brasileia. No campo econômico, o Estado registrou um crescimento de 115,4% na produção de café e fortaleceu o setor produtivo local ao priorizar empresas acreanas nas compras governamentais.
Equilíbrio nas Contas
No aspecto fiscal, o governador entrega o Estado com os salários rigorosamente em dia e as verbas rescisórias de gestões passadas quitadas. “Assumi um Estado com grandes desafios financeiros e entrego um Acre com contas equilibradas e obras em todos os municípios”, afirmou o gestor em seu balanço final.
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Gladson Cameli, que iniciou a vida pública aos 28 anos como deputado federal, encerra seu ciclo no Palácio Rio Branco aos 48 anos, consolidando uma trajetória que passou pela Câmara Federal, Senado e dois mandatos à frente do Executivo acreano.
