Um policial civil de 51 anos, lotado no município de Matão (SP), está sob investigação sob a suspeita de ameaçar funcionários de um motel com uma arma branca, causar danos materiais ao estabelecimento e fugir do local. A ocorrência foi registrada na noite de sexta-feira (31/7), no bairro Jardim Palmeiras, em Araraquara, no interior paulista.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 18h35 para conter a confusão. No local, funcionários relataram aos agentes que o homem apresentava comportamento alterado e portava uma faca. Segundo os relatos, o suspeito chegou a tentar agredir uma recepcionista de 31 anos.
Antes de deixar o estabelecimento, o policial arrombou o portão de acesso com o veículo. A equipe policial constatou danos em um computador, em estruturas de vidro e em uma porta da recepção.
Com o auxílio do sistema de identificação de placas e o apoio da Força Tática, a Polícia Militar localizou o automóvel utilizado na fuga estacionado na garagem de uma residência, com as portas abertas e os faróis acesos. A entrada do imóvel estava arrombada.
Identificado como policial civil, o homem saiu da residência sem oferecer resistência. Ele indicou que sua arma funcional, uma pistola, estava sob o colchão e autorizou o recolhimento do equipamento, apresentando a carteira funcional e a documentação do armamento.
Em depoimento prestado à Polícia Civil, o investigado afirmou que esteve no motel acompanhado de duas garotas de programa e que, ao sair, passou a ser perseguido e ameaçado por ocupantes de uma motocicleta. Segundo sua versão, ele utilizou um canivete para furar o pneu do veículo dos suspeitos e alegou que as escoriações pelo corpo foram causadas ao arrombar a própria casa.
Os envolvidos foram conduzidos ao plantão da Delegacia Seccional de Araraquara. Como os representantes do estabelecimento optaram por não representar criminalmente contra o agente, o caso foi registrado como dano, ameaça e vias de fato, e o policial foi liberado após o depoimento.
Em nota oficial, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que solicitou exames periciais ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML). A Corregedoria da Polícia Civil instaurou procedimento para apurar a conduta do servidor e adotar as medidas administrativas cabíveis.
