O senador Styvenson Valentim, acreano que construiu carreira política no Rio Grande do Norte, recebeu quase R$ 4 milhões da direção nacional do Podemos para financiar sua campanha à reeleição ao Senado.
De acordo com o registro disponível no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consultado pelo ContilNet nesta quinta-feira (27), foram destinados exatamente R$ 3.811.887,03 à candidatura. A transferência foi realizada de forma eletrônica na última terça-feira (25), com recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o chamado Fundo Eleitoral.
O aporte ocorre em um momento de vantagem de Styvenson nas pesquisas de intenção de voto no estado. Levantamentos recentes mostram o senador à frente dos demais candidatos na disputa pelas duas cadeiras que estarão em jogo no Rio Grande do Norte nas eleições de outubro.
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Na pesquisa mais recente da Quaest, divulgada na segunda-feira (24), Styvenson aparece numericamente na primeira colocação, com 16% das intenções de voto no cenário estimulado. Zenaide Maia (PSD) tem 10%, seguida por Samanda de Lula (PT) e Rafael Motta (PDT), com 8% cada. Coronel Hélio (PL) aparece com 5%. A margem de erro é de três pontos percentuais, o que coloca Styvenson e Zenaide em empate técnico.
O levantamento ouviu 804 eleitores entre os dias 20 e 23 de agosto e foi registrado no TSE sob o número RN-00876/2026. No cenário espontâneo, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, Styvenson também lidera, com 8%, enquanto 78% dos entrevistados ainda não sabem ou não responderam em quem pretendem votar.
Outras pesquisas divulgadas neste mês reforçam a posição de liderança do senador. Na pesquisa Consult/TN, realizada entre 8 e 10 de agosto com 1.700 eleitores, Styvenson alcançou 37,53% como primeira opção de voto, mais que o dobro de Zenaide Maia, que marcou 14,12%. Na soma do primeiro e do segundo votos, ele ficou com 23,41%, contra 12,18% da senadora.
Já o levantamento DataVero/Diário do RN, feito entre 10 e 12 de agosto, apontou Styvenson com 26,81% no primeiro voto, ante 13,93% de Zenaide. No resultado unificado, que considera as duas escolhas do eleitor, o senador chegou a 19,8%, enquanto a segunda colocada registrou 13%.
De Acre ao Senado pelo RN
Nascido no Acre, Styvenson Valentim ganhou projeção nacional antes de entrar para a política, quando atuava como policial militar no Rio Grande do Norte. Em 2018, foi eleito senador pelo estado e, agora, tenta conquistar mais oito anos de mandato.
O desempenho nas pesquisas ajuda a explicar o movimento financeiro do Podemos, que direcionou uma parcela expressiva do Fundo Eleitoral para a campanha de reeleição. O recurso deverá ser utilizado pela candidatura durante a corrida eleitoral, que entra agora na fase de maior exposição pública.
Curiosamente, o aporte ocorre para um candidato que, anos atrás, chegou a se posicionar publicamente contra o Fundo Eleitoral. Em 2019, Styvenson criticou no Senado o projeto que tratava do financiamento público de campanhas.
A eleição de 2026 terá duas vagas em disputa para o Senado no Rio Grande do Norte. Apesar da liderança de Styvenson, os levantamentos mostram um cenário ainda aberto para a segunda cadeira e um eleitorado com alto grau de indecisão, especialmente na escolha do segundo voto.
Na Quaest, por exemplo, 24% dos entrevistados não souberam ou não responderam e outros 23% disseram votar em branco ou nulo no cenário estimulado para o Senado.

