Agricultor morto em acidente voltou ao Acre para vender terra
O agricultor Geraldo Vaz Bragança, de 81 anos, havia retornado ao Acre há aproximadamente um mês com um objetivo: organizar a venda de uma propriedade e voltar para São Paulo, onde sua esposa enfrentava problemas de saúde.
Geraldo morreu nesta segunda-feira (10), após se envolver em um grave acidente de trânsito no km 8 do Ramal 3, às margens da BR-364, em Cruzeiro do Sul. Natural de Mantena, em Minas Gerais, ele mantinha propriedades na região da Vila Santa Luzia e havia voltado ao estado para cuidar dos imóveis e preparar a venda.
Segundo a vizinha Teresinha dos Anjos Tomé, Geraldo contava que precisava concluir a negociação da casa onde estava morando para retornar à família.
“Ele estava preparando a casa onde morava aqui perto da minha para vendê-la e assim retornar a São Paulo, onde a esposa estava doente. Ele me disse que tinha que ir embora, pois a esposa dele não estava bem de saúde há alguns anos”, relatou.
Geraldo morreu nesta segunda-feira (10), após se envolver em um grave acidente de trânsito | Foto: Reprodução
De acordo com Teresinha, Geraldo tinha pressa em resolver as questões relacionadas aos imóveis justamente para poder voltar para perto da esposa. Durante o período em que permaneceu no Acre, ele ficou responsável por cuidar das propriedades que mantinha na região.
A vizinha contou ainda que os dois eram próximos e costumavam passar as noites conversando e jogando dominó. No próprio dia da tragédia, Geraldo esteve com ela antes de seguir para uma propriedade no Ramal 3.
“Ele tinha ido até uma propriedade localizada no Ramal 3 e, na volta, ainda parou para comprar carne e preparar o almoço”, contou.
O que seria uma passagem temporária pelo Acre terminou de forma inesperada. Geraldo morreu antes de conseguir concluir os planos de vender a propriedade e retornar para São Paulo, deixando familiares e amigos abalados.
Um dos filhos de Geraldo mora em Rondônia e foi informado sobre a morte do pai. O corpo foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) e deverá ser encaminhado aos familiares para o velório e sepultamento.