O Acre registrou 807 denúncias de violações de direitos humanos em que a violência ocorria diariamente em 2026, segundo dados do painel do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. O número representa cerca de 73% das 1.101 denúncias registradas no estado entre 1 de janeiro de 17 de agosto.
O levantamento chama atenção não apenas pela quantidade de registros, mas pela frequência das ocorrências. Além das denúncias classificadas como diárias, outras 62 apontaram que a violência acontecia semanalmente, enquanto seis registros indicaram ocorrência mensal.
Somados, os casos de violência diária, semanal ou mensal chegam a 875 denúncias, o equivalente a aproximadamente oito em cada dez registros.
Os dados também mostram que 100 denúncias tiveram a frequência classificada como “não sabe informar”. Já as ocorrências ocasionais somaram 61 registros e os casos de ocorrência única também chegaram a 61.
Crianças e adolescentes concentram maior número
Entre os grupos vulneráveis analisados pelo painel, crianças e adolescentes aparecem como o grupo com maior número de denúncias no Acre. Foram 588 registros de violência contra esse público.
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O número representa mais da metade das denúncias detalhadas por grupo vulnerável. Maio foi o mês com maior quantidade de registros, com 102 denúncias, seguido por junho, com 100, e julho, com 97.
Na sequência aparecem as denúncias de violência contra pessoas idosas, com 300 registros, e contra pessoas com deficiência, com 230.
Também foram contabilizadas 118 denúncias de violência contra mulheres, 94 contra cidadão, família ou comunidade, 13 envolvendo pessoas em restrição de liberdade, 11 contra a população LGBTQIA+ e duas contra pessoas em situação de rua.
Maio concentra maior número de denúncias
Na evolução mensal, maio aparece como o período com maior número de denúncias, com 188 registros. Junho ficou próximo, com 186 registros na série detalhada, enquanto julho teve 174 e agosto, 123.
Ao todo, o painel contabiliza 1.101 denúncias, 651 protocolos de denúncias e 8.686 violações relacionadas ao Acre.
Os dados mostram, portanto, que o cenário não é marcado apenas pela quantidade de registros, mas principalmente pela recorrência das situações denunciadas, com a violência acontecendo de forma diária na maior parte dos casos em que a frequência foi informada.
