O senador Márcio Bittar (PL), pré-candidato à reeleição ao Senado, afirmou que fez “tudo o que podia” para ajudar Tião Bocalom (PSDB) durante a campanha à reeleição da Prefeitura de Rio Branco, em 2024. A declaração foi dada durante a sabatina promovida pelo ContilNet nesta segunda-feira (3), ao comentar o rompimento político com o ex-prefeito, que neste ano disputa o Governo do Acre.
Bittar relembrou que atuou para garantir a candidatura de Bocalom, quando o então prefeito enfrentava dificuldades dentro do próprio partido, e também disse ter trabalhado para manter Alysson Bestene como candidato a vice-prefeito.
“Eu fiz tudo o que eu podia fazer pelo Bocalom. Houve uma época em que praticamente ninguém acreditava na reeleição dele, a não ser eu. Eu disse a ele que não deixaria de ser candidato por falta de partido”, afirmou.
O senador também destacou sua atuação para fortalecer a campanha de Bocalom, citando a participação de lideranças nacionais do PL no Acre.
“Eu trouxe o Bolsonaro para cá. Ele dormiu três noites aqui. No dia do aniversário dele, trouxe a Michelle Bolsonaro. Depois trouxe o Nikolas. A Michelle voltou novamente. O PL ajudou na campanha o tempo inteiro”, disse.
Segundo Bittar, o apoio dado ao então prefeito o fazia acreditar que teria o respaldo da gestão municipal em sua tentativa de reeleição ao Senado neste ano. No entanto, Bocalom optou por lançar uma chapa própria, tendo Eduardo Velloso (PSDB) como candidato ao Senado.
“Eu imaginava que, ao ter feito o que eu fiz, teria o apoio da Prefeitura. Posso não ter? Posso. Paciência”, declarou.
Sem citar nomes, Bittar também criticou algumas candidaturas ao Senado e afirmou que elas acabam favorecendo um adversário.
“Acho que tem algumas candidaturas ao Senado que ajudam mais o Jorge Viana do que a si mesmas”, concluiu.
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