Após ter a renúncia aceita pelo Papa Leão XIV, a Diocese de Rio Branco, divulgou nesta quarta-feira (1º) uma carta aos fieis explicando os motivos que levaram o bispo Dom Joaquín a deixar o comando da Diocese na capita acreana. Na carta, o agora bispo emérito afirma que a decisão foi motivada por problemas de saúde, que o impediram de continuar exercendo plenamente a missão pastoral.
Ainda no texto, Dom Joaquín relembra que dedicou quase 27 anos à Diocese de Rio Branco e lamenta que sua despedida tenha ocorrido por questões médicas.
“Não teria gostado que fosse desta forma, por problemas de saúde e exigências médicas, mas o coração quando falha, não tem outro motor para substituí-lo, infelizmente!” escreveu

Carta explicando os motivos da renúncia do bispo Dom Joaquín foi publicada nas redes sociais da Tv Diocese. Foto: Reprodução
O religioso também faz um balanço de sua trajetória à frente da Igreja Católica no Acre, destacando que, desde sua chegada em 1999, teve o compromisso de sempre servir à comunidade com dedicação e fidelidade à missão que lhe foi confiada.
Apesar de deixar o cargo, ele informa que continuará vivendo no Acre e permanecerá à disposição da Igreja. Segundo ele, nunca buscou a função de bispo, mas a aceitou por obediência ao Papa e por acreditar no chamado da Igreja.
Na reta final da carta, o bispo pede que os fiéis intensifiquem as orações para que a Diocese de Rio Branco receba um novo pastor preparado para enfrentar os desafios atuais.
“Hoje, só peço que intensifiquem suas orações, para que o Santo Padre envie o bispo que nossa Igreja necessita nestes novos tempos que vivemos.”
Dom Joaquín encerra a mensagem agradecendo o carinho recebido ao longo de seu episcopado e reafirmando sua confiança no futuro da Diocese, colocando a caminhada da Igreja de Rio Branco sob a proteção de Deus.
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Novo administrador apostólico
Enquanto um novo bispo não é escolhido para conduzir a diocese de Rio Branco, Dom Antônio Fontinele de Melo, foi nomeado pelo Papa Leão XIV como administrador apostólico, e ficará responsável por conduzir a Diocese acreana. Atualmente ele é bispo da Diocese de Humaitá (AM).
A função de administrador apostólico é exercida durante o período em que uma diocese fica sem bispo. Nesse intervalo, o religioso deve continuar as atividades pastorais, administrativas e institucionais da Igreja, até que uma nomeação definitiva seja realizada pelo Vaticano.


