Mortes por gripe chegam a 446 em 2018; número dobrou em um ano


Nos seis primeiros meses, foram registrados 2,7 mil casos no país. Ministério da Saúde prorroga campanha de vacinação até 22 de junho

BEM ESTAR

número de mortes relacionadas à gripe dobrou no país em relação aos seis primeiros meses do ano passado. De janeiro a junho deste ano, 2,7 mil pessoas foram identificadas com a doença e 446 morreram. Em 2017 eram 1,2 mil registros de influenza e 204 mortes.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (13) pelo Ministério da Saúde. De acordo com o último boletim da pasta, a taxa de mortalidade por influenza no Brasil está em 0,18% para cada 100 mil habitantes. A média de idade entre a maioria das vítimas era de 52 anos.

Ao mesmo tempo em que há um aumento no número de casos, a Saúde também avaliou que o país registra uma “baixa cobertura vacinal”. Até esta terça-feira (12), 42,6 milhões de pessoas foram vacinadas em todo país. O número representa 77,6% da população prioritária que deveria receber as doses. A meta inicial é alcançar 54,4 milhões de pessoas.

“Para nós, hoje, a estratégia está voltada principalmente para crianças de até 5 anos, em creches ou escolas”, explica o ministro Gilberto Occhi.

“Teremos, então, uma atuação mais ativa, para buscar essas pessoas do público-alvo.”

Em todo país, 11,8 milhões de pessoas do público-alvo ainda não se vacinaram. Para o Ministério da Saúde, a baixa cobertura registrada até o período “acendeu um alerta”. A preocupação, segundo a pasta, é com a proximidade do inverno, período considerado de maior circulação do vírus da gripe.

Dentre as regiões, a Sudeste é a que teve a menor cobertura vacinal contra a gripe até o momento, com 70,9%. Em seguida, as regiões Norte (72%), Sul (81,3%), Nordeste (84%) e Centro Oeste (91,4%).

Os estados de Goiás, Amapá e Ceará foram os únicos que atingiram a meta de 90%. Já os estados com as taxas mais baixas de vacinação contra a gripe são Roraima, com 53,6% e Rio de Janeiro, com 57,3%.

Público-alvo

As crianças de 6 meses a 5 anos de idade e as gestantes, um dos grupos prioritários mais vulneráveis à gripe, registram o menor índice de vacinação contra a gripe, com cobertura de apenas 61,5% e 66%, respectivamente.

Já o público com maior cobertura da vacina contra a gripe no país, é de puérperas – mulheres que tiveram filhos em menos de 45 dias –, com 91%, seguido pelos professores (90,9%), idosos (85,8%) e indígenas (86,1%). Entre os trabalhadores de saúde, a cobertura de vacinação está em 83,4%.

A escolha dos grupos prioritários para a vacinação contra a gripe segue recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.

A partir do dia 25 de junho, caso haja disponibilidade de vacinas nos estados e municípios, o Ministério da Saúde prevê que a vacinação poderá ser ampliada para crianças de cinco a nove anos de idade e adultos de 50 a 59 anos.

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