Rio Branco, Acre,


Raras fotografias capturam arco-íris lunar e aurora ao mesmo tempo

Os mesmos fenômenos também foram capturados pelo fotógrafo Andy Walker em Durness

Fotógrafos do hemisfério norte se depararam com condições meteorológicas surpreendentes nos últimos dias, fazendo capturas tão raras que foram ditas como únicas na vida. As imagens impressionaram pessoas de todo o mundo nas redes sociais.

O fotógrafo Dar Tanner capturou a imagem de uma aurora boreal junto a um arco-íris lunar. A captura foi realizada em Castor, uma cidade da província de Alberta, no Canadá. Tanner é um caçador de auroras boreais que já fotografou também no norte europeu, e mencionou em seu twitter que foi a primeira vez que capturou ambos os fenômenos ao mesmo tempo.

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Os mesmos fenômenos também foram capturados pelo fotógrafo Andy Walker em Durness, uma cidade localizada no norte da Escócia. Walker disse ao Daily Record que mora no local há cinco ou seis anos, e nunca viu um arco-íris lunar antes.

O fotógrafo também mencionou que “Houve um pouco de sorte envolvida. Eu estava no lugar certo na hora certa. Cerca de 10 minutos depois de começar a tirar fotos, a chuva parou e desapareceu atrás de uma nuvem. Foi um momento único na vida.”

O arco-íris lunar se forma da mesma maneira que o arco-íris comum, porém a fonte de luz neste caso é a lua e não o sol. Embora a física de ambos seja a mesma, o arco-íris lunar é muito menos luminoso, porque a luz lunar é mais fraca que a luz solar.

Por que o arco-íris lunar é tão raro?

Existem várias razões pelas quais o arco-íris lunar é visto com muito menos frequência do que o solar. Quando a lua e o sol estão ao mesmo tempo no céu, apenas o arco-íris solar pode ser visto. Isso, por si só, já significa que o arco-íris lunar poderia se formar muito menos que o solar.

Além disso, a lua passa por fases e, portanto, mesmo à noite, pode não emitir luz suficiente para produzir um arco-íris perceptível. Por isso, geralmente o fenômeno só é capturado em noites de lua cheia.

Finalmente, as chuvas convectivas capazes de formar um arco-íris são muito mais frequentes durante o dia, e sua ocorrência durante a noite é mais rara.

E quanto à aurora?

A raridade da aurora se dá principalmente pela limitação geográfica: Este fenômeno se forma apenas próximo aos polos norte e sul do planeta. A aurora é um fenômeno que ocorre devido à colisão entre gases atmosféricos e partículas carregadas provenientes do Sol, guiadas pelo campo magnético da Terra até os pólos.

Cada gás (oxigênio e nitrogênio) emite uma cor particular dependendo da energia das partículas e da composição atmosférica, que varia com a altitude. A cor vermelha ocorre em altitudes próximas aos 250 km, enquanto as faixas verdes se formam a altitudes menores, de cerca de 100 km.

As auroras que se formam no pólo norte são chamadas de auroras boreais e são as mais conhecidas, mas o fenômeno também se forma no pólo sul, sobre a Antártida. Neste caso, passa a ser chamado de aurora austral.

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Isso significa que Brasileiros podem ser capazes de observar um arco-íris lunar, mas nunca poderão observar uma aurora no país.

Ainda assim, para aqueles que gostam de viajar, existe uma boa notícia: Auroras austrais, embora muito raramente, podem ser observadas no extremo sul da América do Sul, como na cidade de Ushuaia, na Argentina.

Em algum momento, um sul-americano muito sortudo pode acabar fotografando os mesmos dois fenômenos juntos por lá. Aguardamos ansiosamente pelo acontecimento!

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