Morre prĂ­ncipe Philip, aos 99 anos, marido da rainha Elizabeth II

Por O GLOBO 09/04/2021 Ă s 07:16

Como consorte real, era incumbĂȘncia do prĂ­ncipe Philip acompanhar sua cĂŽnjuge, a rainha Elizabeth II, em suas tarefas como soberana: visitas oficiais a outros paĂ­ses, jantares e recepçÔes de Estado, discursos de abertura do Parlamento, cerimĂŽnias e ritos honorĂ­ficos.

Philip, que morreu nesta sexta-feira aos 99 anos, costumava ser discreto sobre o que pensava dessas atribuiçÔes. Embora tenha dito que, se pudesse escolher a qual profissĂŁo se dedicar, “preferiria ter continuado na Marinha, francamente”, afirmou tambĂ©m, na mesma entrevista ao Independent em1992, que “tentou tirar o melhor” da vida como coadjuvante no casamento de 74 anos.

Sua morte foi anunciada por volta de meio-dia, horĂĄrio de Londres (8h no Brasil), em um comunicado emitido pelo PalĂĄcio de Buckingham: “É com muito pesar que Sua Majestade, a rainha Elizabeth II, anuncia a morte de seu querido marido, Sua Alteza Real, o prĂ­ncipe Philip, duque de Edinburgo”, disse o PalĂĄcio de Buckingham em um comunicado. “[Philip] morreu tranquilamente nesta manhĂŁ no PalĂĄcio de Windsor. AnĂșncios subsequentes serĂŁo feitos em seu devido tempo. A famĂ­lia real se une ao povo ao redor do mundo no luto por sua perda.”

A morte de Philip não altera a linha de sucessão ao trono britùnico, encabeçada pelo seu filho mais velho com a rainha, o príncipe Charles, de 72 anos, seguido do filho mais velho de Charles com a princesa Diana, o príncipe William, de 38.

Philip e Elizabeth, de 94 anos, estavam casados desde 1947, cinco anos antes de ela ser alçada ao trono, com a morte do pai, o rei George VI. Tempo para se acostumar a ela não lhe faltou: desde então o duque de Edinburgo tornou-se o mais longevo consorte e o homem mais velho da História da monarquia britùnica.

Conhecido pelo estilo varonil, que incluĂ­a declaraçÔes sarcĂĄsticas e atividades atlĂ©ticas — e, Ă s vezes, fazia com que se parecesse com uma caricatura grosseira —, o prĂ­ncipe nasceu, ele mesmo, em berço real. Seu pai era o prĂ­ncipe AndrĂ© da GrĂ©cia e da Dinamarca, que lhe legou a dupla filiação nobiliĂĄrquica, e sua mĂŁe, Alice de Batemberga, famĂ­lia aristocrĂĄtica alemĂŁ que morava principalmente no Reino Unido.

A ascendĂȘncia nobre nĂŁo o poupou de uma infĂąncia mal-aventurada. ApĂłs a GrĂ©cia ser derrotada na Guerra Grego-Turca (1919-1922), seu pai, que atuara como comandante militar, foi banido do paĂ­s, e a famĂ­lia — que, alĂ©m dos pais, incluĂ­a quatro irmĂŁs mais velhas — precisou ir para o exĂ­lio. ApĂłs uma passagem pela França, em 1928 Philip foi mandado para um colĂ©gio interno no Reino Unido.

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