13 de abril de 2024

Agência presidida por Jorge Viana teria sido usada pelo general Cid para preparação de golpe

Político petista do Acre não se manifesta sobre as ações de seu antecessor durante o governo de Jair Bolsonaro

Presidida pelo petista Jorge Viana, ex-governador e ex-senador pelo Acre, a estrutura da Agência Brasileira de Promoção e Exportações e Investimentos (Apex), em Miami, nos Estados Unidos, no governo de Jair Bolsonaro, foi usada para apoiar articulações de um golpe de Estado e impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O uso da estrutura teria sido feito pelo general Mauro Cesar Lourena Cid, pai do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid, segundo informação nesta terça-feira (2).

Antes de Jorge Viana, o pai de Mauro Cid comandava o escritório da agência em Miami, que não é estatal, mas é financiada com dinheiro público, por indicação do ex.-presidente Jair Bolsonaro. Jair e Cid foram contemporâneos na Academia Militar das Agulhas Negras em 1970 e se tornaram amigos desde então.

General Cid e Jorge Viana/Foto: Reprodução

Um vídeo obtido pelo site UOL mostra o general Cid e o diretor da Apex de Miami, Michael Rinelli, no acampamento bolsonarista em frente ao quartel do Exército em Brasília, em 3 de dezembro de 2022. Registros oficiais apontam que os dois viajaram a Brasília com recursos públicos custeados pela Apex. Ao todo, a viagem teria custado aproximadamente R$ 9.300,00, sem contar com as passagens aéreas, que teriam sido faturadas por meio de contrato com uma empresa terceirizada.

Na justificativa da viagem, o general afirma que ele e Rinelli participaram de um evento da Apex, com a presença de funcionários de diversos outros escritórios da agência. Não há qualquer menção ao acampamento, nem visita ao quartel do Exército em Brasília.

Segundo a publicação do UOL, além de Rinelli e Cid, outro funcionário da Apex também esteve no local. Na ocasião, o general teria convidado a dupla para conhecer a área militar de Brasília, antes, circularam livremente pelo acampamento de onde partiram os golpistas para os atos do 8 de janeiro de 2023, com a depredação das sedes dos Três Poderes.

A viagem do general Cid, destaca o site, coincide com o período em que Jair Bolsonaro e seus aliados discutiam as minutas golpistas para impedir a posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O grupo pretendia utilizar os documentos, que continham decretos de Estado de Sítio e Defesa, para tentar dar legitimidade a um golpe de Estado.

O pai do principal ajudante de ordens de Bolsonaro teria ainda usado computadores e celulares da Apex para debater detalhes da trama golpista com outros militares. O relato foi feito por um ex-funcionário da agência em Miami.

O atual presidente da agência, Jorge Viana, ainda não pronunciou pelos atos apontados na gestão da Apex por seu antecessor. O geral Cid deve ser de novo intimado a depor na Polícia Federal sobre sua participação na preparação do golpe.

PUBLICIDADE
logo-contil-1.png

Anuncie (Publicidade)

© 2023 ContilNet Notícias – Todos os direitos reservados. Desenvolvido e hospedado por TupaHost