Homem é condenado a 16 anos por tentar matar companheira no banheiro com facadas no pescoço

Durante a madrugada em que o crime ocorreu, o agressor estava sob efeito de entorpecentes

A Vara Única de Epitaciolândia condenou um homem a 16 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial fechado, por tentativa de feminicídio. O julgamento ocorreu por meio de júri popular e também determinou o pagamento de uma indenização de R$ 7.590,00 à vítima.

A Vara Única de Epitaciolândia condenou um homem a 16 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial fechado, por tentativa de feminicídio./Foto:Reprodução

O crime ocorreu em contexto de violência doméstica, dentro do banheiro da residência do casal um ambiente que, segundo a juíza Joelma Nogueira, deveria representar segurança, mas se transformou em palco de brutalidade. A magistrada destacou a crueldade do ato, ressaltando que a escolha do local impossibilitou qualquer chance de fuga por parte da vítima.

Durante a madrugada em que o crime ocorreu, o agressor, sob efeito de entorpecentes, desferiu dois golpes de faca no pescoço da companheira, além de causar ferimentos no rosto e braço. Mesmo gravemente ferida, a mulher sobreviveu graças à intervenção do próprio filho, que atacou o padrasto durante a agressão, impedindo a consumação do feminicídio. O réu fugiu do local, e a vítima foi socorrida e levada ao hospital.

O ataque resultou em incapacidade total para o trabalho e agravou significativamente o estado emocional da vítima, que já sofria de depressão e fazia uso de medicamentos controlados para dormir.

O acusado confessou o crime em juízo e possuía antecedentes criminais. De acordo com os autos, ele também furtou dinheiro da vítima naquela mesma madrugada para comprar drogas. O uso de substâncias entorpecentes no momento do crime foi considerado fator agravante, aumentando a sua culpabilidade devido à alta reprovabilidade da conduta.

Os jurados reconheceram duas qualificadoras: o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e o fato de o crime ter sido cometido na presença de seu filho. A condenação reforça o compromisso da Justiça em combater a violência contra a mulher e proteger as vítimas em ambientes que deveriam ser de acolhimento, e não de ameaça.

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