O delegado Alexandre Bento, do 42º Distrito Policial, afirmou nesta terça-feira (10) que todos os envolvidos na administração da academia C4 Gym possuem algum grau de culpa pela morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos. A jovem morreu após utilizar a piscina do estabelecimento, localizado no Parque São Lucas, na Zona Leste de São Paulo.
De acordo com a Polícia Civil, além da professora, outras cinco pessoas precisaram de atendimento médico após apresentarem sintomas de intoxicação. A suspeita é de que produtos químicos tenham sido utilizados de forma inadequada no tratamento da água da piscina, provocando a contaminação.
Segundo o delegado, a responsabilidade é compartilhada e envolve desde quem realizou o manuseio do produto químico até os sócios da academia. Ele ressaltou que há indícios de contratação de funcionários sem a devida qualificação técnica, além de falhas na fiscalização e no controle das condições do local.
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O Ministério Público também acompanha o caso e passou a exigir que os donos da academia apresentem a relação completa de funcionários, os alvarás de funcionamento das unidades e informações detalhadas sobre os produtos químicos utilizados, incluindo licenças e autorizações exigidas por lei.
Alexandre Bento afirmou ainda que a investigação enfrenta entraves devido à situação considerada confusa da defesa da empresa, com advogados que ora representam, ora deixam de representar o estabelecimento. Apesar das dificuldades, a Polícia Civil segue apurando o caso para esclarecer as circunstâncias da morte e definir as responsabilidades.
