Síndico de Caldas Novas atacou corretora “sorrateiramente”, diz MP em denúncia

Ministério Público aponta emboscada após desligamento de energia; Justiça converteu prisão de Cleber Oliveira em preventiva por motivo torpe e meio cruel

Reprodução/ TV Globo

A 1ª Vara Criminal de Caldas Novas aceitou, nesta quinta-feira (26/2), a denúncia do Ministério Público de Goiás (MPGO) contra o síndico Cleber Rosa de Oliveira. Ele é acusado de assassinar a corretora de imóveis Daiane Alves de Sousa, de 43 anos, em um crime que chocou a cidade turística pelo nível de planejamento e crueldade.

Segundo o MP, Cleber agiu movido pelo inconformismo com a atuação profissional da vítima, montando uma “armadilha elétrica” para atraí-la. Com o recebimento da denúncia, a juíza Vaneska da Silva Baruki converteu a prisão temporária do síndico em preventiva, garantindo que ele permaneça detido durante o processo.

A Dinâmica do Crime: Uma Emboscada Planejada

A denúncia detalha que o crime, ocorrido em dezembro de 2025, foi executado de forma sorrateira no subsolo do Residencial Ametista, integrante do complexo Golden Thermas em Caldas Novas.

  • O Isca: O síndico teria desligado o disjuntor geral do apartamento de Daiane para forçá-la a ir até a garagem verificar a falta de energia.

  • O Ataque: Ao chegar ao local, a corretora foi surpreendida e agredida, ficando provavelmente inconsciente.

  • A Execução: Daiane foi levada na carroceria de uma caminhonete para uma área distante, onde foi morta com dois tiros na cabeça.

  • Ocultação: O corpo só foi localizado em janeiro de 2026, às margens da rodovia GO-213, entre Caldas Novas e Ipameri.

Histórico de Perseguição e Conflitos Judiciais

A investigação revelou que Daiane vivia sob constante ameaça. A corretora administrava unidades da família que antes eram geridas pelo próprio síndico, o que gerou uma disputa comercial e pessoal.

Para o Ministério Público, a motivação do crime foi “torpe”, baseada no controle autoritário que o síndico exercia sobre o condomínio e no desejo de impedir o livre exercício profissional da vítima. A defesa de Cleber Rosa de Oliveira ainda não se pronunciou sobre o teor da denúncia, mas o caso segue agora para a fase de instrução processual em Caldas Novas.

Fonte: Metrópoles

Redigido por: ContilNet

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