O mês de abril deve marcar uma mudança no padrão climático no Acre, com redução gradual das chuvas e a chegada das primeiras ondas de frio polar do ano. A informação é do meteorologista Davi Friale, em análise publicada nesta semana.
De acordo com a previsão, abril é um período de transição entre o auge do inverno amazônico e o início de uma fase mais seca. Na primeira quinzena, ainda são esperadas chuvas frequentes e de forte intensidade, além de calor abafado em boa parte do estado.
Já na segunda metade do mês, a tendência é de diminuição das precipitações, com a entrada das primeiras friagens. Embora, em geral, sejam fracas, essas massas de ar frio são suficientes para reduzir as temperaturas e deixar o clima mais ameno, principalmente nas regiões leste e sul do Acre.
O levantamento também destaca que eventos de chuva intensa ainda podem ocorrer. Há possibilidade de temporais com raios, ventanias e, de forma pontual, até queda de granizo, resultado do choque entre massas de ar quente e úmido com o ar frio.
LEIA TAMBÉM:
Gasolina chega a R$ 10,60 no interior do Acre em meio à alta do petróleo
Alan Rick projeta eleger até três deputados federais pelo Republicanos
Marina Silva anuncia saída do ministério e retorno ao Congresso
Em relação às temperaturas, as máximas em abril costumam variar entre 30°C e 33°C, enquanto as mínimas ficam entre 20°C e 23°C. No entanto, episódios de frio mais intenso já foram registrados no estado, com marcas históricas de 10,4°C em Rio Branco e 14°C em Tarauacá ao longo das últimas décadas.
Os dados também indicam redução significativa no volume de chuvas em comparação com março. Em Rio Branco, por exemplo, a média esperada para abril é de 204,3 mm, com cerca de 13 dias de chuva, abaixo dos 285,6 mm e 17 dias registrados no mês anterior.
Para 2026, a tendência é de um cenário dentro da normalidade climática. Segundo a análise, os volumes de chuva e as temperaturas podem variar até 20% acima ou abaixo da média. A probabilidade de ocorrência de friagens é considerada moderada, especialmente na segunda quinzena, quando há maior chance de queda nas temperaturas acompanhada de instabilidades.
