Reajuste de servidores federais entra na fase final e começa em maio

Nova parcela será incluída na folha de abril e vem acompanhada de aumento no auxílio-alimentação

Foto: Reprodução

Depois de meses, servidores públicos federais vão receber, a partir de maio, a última etapa do reajuste salarial negociado com o governo. A nova parcela entra na folha de abril e encerra um ciclo de recomposição que também inclui aumento no auxílio-alimentação e ajustes em benefícios. As informações são jornal Extra.

A segunda e última parcela do reajuste salarial dos servidores federais será implementada na folha de pagamento de abril, com depósito previsto para maio. O aumento contempla todas as categorias, mas com percentuais diferentes, de acordo com a carreira e o cargo ocupado.

Além do reajuste, o funcionalismo também passará a receber o novo valor do auxílio-alimentação, fixado em R$ 1.192. Já os auxílios pré-escolar e de saúde suplementar tiveram correção, mas só começarão a ser pagos na folha de maio, com depósito em junho.

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O reajuste faz parte de acordos firmados entre 2023 e 2024, após negociações entre representantes das categorias e o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. A primeira parcela havia sido paga em 2025, com atraso e inclusão de valores retroativos.

Desta vez, como a implementação ocorre dentro do prazo previsto, não haverá pagamento retroativo. Segundo o governo, considerando os reajustes aplicados desde 2023, a reestruturação salarial média acumulada chega a cerca de 27%, embora o impacto varie entre as carreiras.

O pagamento da última parcela também abre espaço para novas discussões sobre recomposição salarial. Representantes do funcionalismo já articulam a inclusão de novos reajustes no Orçamento de 2027, buscando evitar a estagnação dos salários nos próximos anos.

Como 2026 é ano eleitoral, há limitações legais para a criação de novas despesas que ultrapassem o mandato atual. Por isso, a estratégia das entidades é garantir previsão orçamentária futura para viabilizar avanços nas negociações.

Entre as pautas em debate, estão mudanças nas regras de crédito consignado, atualização de benefícios e a regulamentação do direito de greve no serviço público, além da possível retomada do adicional por tempo de serviço.

Com informações do Extra

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