Rio Branco, Acre,


MinC realiza encontro para aperfeiçoar políticas do setor

Em reunião com integrantes do Ministério da Cultura, o inglês Geoff Mulgan sugeriu a tecnologia como caminho para a eficiência a baixo custo

Mulgan citou canais de YouTube, video games e aplicativos para celular como ótimas oportunidades de crescimento para espaços e agentes culturais
Mulgan citou canais de YouTube, video games e aplicativos para celular como ótimas oportunidades de crescimento para espaços e agentes culturais

Projeto do Ministério da Cultura (MinC), o Diálogos: Economia da Cultura tem como proposta encontros entre dirigentes do MinC e agentes de referência nacional e internacional em economia da cultura para, desta forma, aperfeiçoar as políticas do setor.

Em 27 de agosto, quinta-feira, foi realizado o primeiro Diálogos. O convidado foi o britânico Geoff Mulgan, diretor executivo da Nesta (National Endowment for Science Technology and the Arts), instituição filantrópica inglesa que realiza ações em investimento, programas e pesquisas na área de criatividade.

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Participaram da reunião o ministro da Cultura, Juca Ferreira, o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, Carlos Paiva, o secretário de Políticas Culturais, Guilherme Varella, a diretora de Empreendedorismo, Gestão e Inovação, Georgia Nicolau, e o embaixador do Reino Unido, Alex Ellis.

Geoff Mulgan afirmou que o método utilizado na Nesta para medir a criatividade da economia em diferentes trabalhos realizados pela empresa, apontou um potencial em torno de 10% em cada ação. Segundo ele, para aumentar esse patamar e a arrecadação de recursos é necessário estar alinhado com as novas tecnologias.

Para o britânico – que não acredita em incentivos fiscais, mas em processos –, uma sugestão para ampliar a política cultural no Brasil com menos recursos e mais eficiência seria identificar os pontos frágeis das atividades culturais mais ameaçadas e saber onde estão as oportunidades. Mulgan citou canais de YouTube, video games e aplicativos para celular como ótimas oportunidades de crescimento para espaços e agentes culturais.

Juca Ferreira comentou sobre como o governo brasileiro está desenvolvendo novas políticas públicas de fomento à cultura e como a forma atual de isenção fiscal deve ser repensada. “Hoje é mais fácil você conseguir produzir e financiar uma peça da Broadway no Brasil do que financiar manifestações culturais nacionais”, comparou.

No caso da Nesta, a empresa financia as melhores propostas de desenvolvimento de espaços e conteúdos e depois compartilha o método, permitindo, assim, que a instituição opere no cenário nacional com poucos recursos e de uma forma estratégica.

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