Rio Branco, Acre,


Com um tiro de espingarda, caçador mata paca albina raríssima no rio Macauã

"Ele não sabia que tinha matado um animal tão raro”, disse um amigo do caçador

Paca albina é rara de ser encontrada
Paca albina é rara de ser encontrada

A necessidade de alimentar a família levou um morador de uma comunidade localizada no rio Macauã a sair à noite para caçar. Acostumado a matar tatu, paca, cotia e outros animais que são encontrados com facilidade nas proximidades das margens dos rios e igarapés, o caçador voltou para casa com o almoço do dia seguinte, uma paca.

Ao matar o animal com um tiro de espingarda, ele ainda não sabia que se tratava de uma raríssima paca albina. Somente quando direcionou o foco da lanterna é que percebeu algo diferente em seu pelo. Tratava-se de um animal raro, e que talvez ele nunca mais volte a se encontrar com outro igual.

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“A vida de quem mora na zona rural é muito dura, e o nosso supermercado é a mata. Quando os nossos filhos choram com fome temos que caçar, pescar, colher frutas e outros alimentos que a floresta nos oferece. Ele não sabia que tinha matado um animal tão raro”, disse um amigo do caçador.

Paca normal
Paca normal

A paca é um animal de pelo avermelhado ou cinza escuro, com manchas brancas na lateral de seu corpo. Muito comum na América do Sul e de hábitos noturnos, este ela chega a percorrer quase 15 quilômetros por noite em busca de alimentos.

Para caçar uma paca os caçadores ficam na ‘espera’ por longas horas, de preferência e locais onde elas se alimentam.

Veja curiosidades sobre a paca e albinismo na Wikipédia:

Características

É um animal de hábitos noturnos, de pelame duro e eriçado, apresentando variações de coloração. Suas cores variam do vermelho ao cinza-escuro, sempre com manchas brancas na lateral do corpo. Possui quatro dedos nas patas dianteiras e cinco nas traseiras, com unhas afiadas, o que deixa uma característica pegada em solos umedecidos e em beiras de rios e lagos. Sua cauda é minúscula. Possui grandes dentes incisivos, que nunca param de crescer, o que faz com que ela os desgaste mordendo troncos de goiabeira e/ou eucalipto. Atinge uma grande velocidade quando corre por possuir muita força nas pernas, muita agilidade e muito fôlego. Seu peso varia de 6 a 12kg, tendo exemplares machos chegando a 15kg. Possui faro, audição e visão aguçados, o que permite que caminhe com facilidade a noite.

A paca é encontrada na América do Sul, desde a Bacia do Rio Orinoco até o Paraguai, habitando matas tropicais, preferencialmente perto de lagos, rios ou riachos. Mora em buracos no chão ou em buracos naturais em locais com pedra, sempre com várias saídas de emergência, que são usadas como rota de fuga em casos de perigo.

Comportamento

A paca é um animal que está sempre em alerta. Nas matas se locomovem apenas através de caminhos que elas mesmo fazem. São rotas já conhecidas, chamado também de “carreiro” ou “vareda”, que as levam em pontos de alimentação. São também rotas de fuga para sua toca, esconderijos, lagos e rios. Elas chegam a trilhar 14km por noite atrás de alimento. Uma curiosidade é sua pontualidade quando encontra uma fonte de alimento. Ela irá se alimentar neste local no mesmo horário todos os dias, e uma vez que ela vai embora, só retornará no dia seguinte.

São excelentes nadadoras, com um fôlego surpreendente. Quando se sentem ameaçadas mergulham para fugir de predadores, e em casos extremos utilizam “sulapas” (bolsões de ar dentro da terra, com acesso somente por dentro d’água) para se proteger.

Sai para se alimentar somente quando a noite está bem escura, ou seja, nas noites em que a Lua não está muito clara, por motivos de segurança. Nas fases de Lua nova ou crescente, a paca espera a Lua se pôr para sair da toca; nas fases de Lua cheia e minguante, sai da toca e volta antes de a Lua nascer.

Albinismo animal

Os animais albinos, via de regra, não sobrevivem por muito tempo em seu meio natural em virtude de sua debilidade ante os raios solares e ainda porque sua falta de coloração os delata facilmente, quer para suas presas, quer para seus predadores.

Deve-se diferenciar, porém, os animais albinos daqueles que possuem a coloração branca (ou leucísticos). Comumente são vendidos animais como albinos quando na realidade trata-se de animais de pelagem branca mas que ainda assim possuem melanina em seu organismo, como ocorre aos ursos do Ártico.

A vida em cativeiro dos animais albinos é, sem dúvida, a única forma de manter sua sobrevivência. Por sua beleza e raridade, tornam-se atração em alguns zoológicos do mundo, como os seguintes:

O gorila chamado Floco de Neve (Floquinho de Neve), único albino conhecido de sua espécie, que vivia no Zoológico de Barcelona, até sua morte causada por câncer de pele em 24 de novembro de 2003. Viveu por 40 anos, e nascera na Guiné Equatorial.

No zoológico de Barranquilla (Colômbia) vive um espécime de macaco-aranha albino, da espécie Ateles ater, conhecida popularmente pelo nome de Marimonda.

Mecky Way, um ouriço criado em liberdade, na Alemanha.

Snowdrop, um pingüim sul-africano albino, que vivia no zoológico de Bristol (Reino Unido) até sua morte em agosto de 2004. Era um dos quatro casos documentados de albinismo nesta espécie.

Os espetaculares pavões reais albinos dos zoológicos de Connecticut (Estados Unidos) e Lahore (Paquistão), Cangurú, nascido no zoológico de Brasília(Brasil).

Mince, uma cobra albina de 2 cabeças, que foi vista numa exposição de animais exóticos na Suíça.

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