Rio Branco, Acre,


Rosana denuncia suposto golpe do governo para prejudicar aposentadoria dos professores

Governo estaria disposto a modificar Lei Naluh Gouveia, que versa sobre a redução do tempo dos professores em sala de aula

"Eles estão tentando modificar a lei para que os professores permaneçam mais cinco anos em sala de aula", disse Rosana
“Eles estão tentando modificar a lei para que os professores permaneçam mais cinco anos em sala de aula”, disse Rosana

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, criticou na manhã de quarta-feira (9) a suposta tentativa do governo do Estado de modificar a Lei Naluh Gouveia, que versa sobre a redução do tempo dos professores em sala de aula, sendo permitido o complemento em outras atividades pedagógicas.

A sindicalista disse que “há uma tentativa descarada” por parte do governo do Acre de tentar prejudicar os professores. “Os professores poderão sair perdendo na somatória total dos valores de suas respectivas aposentadorias”, avalia.

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De acordo com a sindicalista, por perseguição a ela, em retaliação em decorrência da greve de mais de 50 dias comandada pelo sindicato, o governo estadual tem tentando modificar a lei e fazer com que os professores permaneçam em sala de aula por 30 anos e não apenas 25 como versa a lei.

“Eles estão tentando modificar a lei para que os professores permaneçam mais cinco anos em sala de aula e não apenas cumprindo serviços pedagógicos extras. O que eles estão oferecendo não dá nem para pagar os remédios”, acrescentou.

A exemplo da ex-deputada estadual petista Naluh Gouveia, a presidente do Sinetac defende a tese de que 30 anos é “um tempo muito longo” para um professor cumprir dando aula, pois a maioria dos  desenvolve algum tipo de patologia por conta da atividade escolar.

A sindicalista afirma que a proposta feita pelo governo do Acre acaba do descaracterizar o objetivo da Lei Naluh. “A lei diz que com 25 anos de trabalho os professores podem se afastar da sala para cumprirem outras atividades pedagógicas até que se cumpra os 30 anos e eles possas se aposentar. Eles propõem que aceitemos 5%, que se não aceitarem o servidor fica à serviço da Secretaria de Educação para desenvolver outras atividades, inclusive administrativas, que poderá colocar em risco a somatória total da aposentadoria”.

O líder do governo na Aleac, deputado Daniel Zen (PT), negou que o governo esteja tentando modificar a Lei Naluh Gouveia. Zen disse que a proposta partiu de um outro sindicato que representa os professores. “Não discuto quem tem a legitimidade para representar a classe, mas sei que a proposta, que é proveitosa para os trabalhadores, surgiu do Sindicato dos Professores da Rede Pública de Ensino Estadual do Acre, o SimproAcre”.

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