No Acre, lojas virtuais apresentam crescimento e se mostram otimistas para 2016

No Acre, lojas virtuais tiveram seu auge em 2015; e-commerce conquistou as passarelas e o mercado. Foto: Montagem/ContilNet

As previsões para 2016 envolvendo o e-commerce – ou comércio eletrônico, que diz respeito a vendas feitas pela Internet – são as melhores. Em outubro, a e-Bit, unidade especializada em informações do comercio eletrônico, divulgou os resultados da 32ª edição do relatório WebShoppers, levantamento mais completo do setor que traça um raio-X do e-commerce. Os resultados foram surpreendentes: o setor faturou R$ 18,6 bilhões no primeiro semestre de 2015, aumento nominal de 16% na comparação com o mesmo período de 2014.

No Acre, lojas virtuais tiveram seu auge em 2015; e-commerce conquistou as passarelas e o mercado. Foto: Montagem/ContilNet

No Acre, lojas virtuais tiveram seu auge em 2015; e-commerce conquistou as passarelas e o mercado. Foto: Montagem/ContilNet

De acordo com especialistas, 2016 deve ser um ano de profissionalização na modalidade em todo o País. Mesmo com a crise econômica que se instaurou no Brasil, o ano de 2015 foi de crescimento para as lojas virtuais. Agora, os empresários devem atentar mais para a especialização e profissionalismo do que para crescimento em vendas.

“Penso que entramos em uma fase em que não há mais espaço para a ‘lojinha’ ou para quem deseja ter apenas mais um canal de vendas. Agora, quem quiser empreender nas vendas online deve se profissionalizar e ver o mundo digital sem achismos. É hora de estudarmos os melhores cases do mercado brasileiro e seguir a mesma linha, analisar também o mercado lá de fora e adaptarmos a nossa realidade e necessidade”, conta Alfredo Soares, sócio e fundador da Xtech Commerce.

No Acre, já são várias as lojas que se destacam na Internet. O Estado hoje, já exporta roupas e acessórios para vários lugares do País. Na Rio Branco Fashion Week, por exemplo, quem se destacou foi a Super Cool.

O modelo e produtor da ATMC Model, Lucas Lyma, com modelo da Super Cool na passarela do RBFW. Foto: Enjoy Club

O modelo e produtor da ATMC Model, Lucas Lyma, com modelo da Super Cool na passarela do RBFW. Foto: Enjoy Club

Criada pelos fashionistas Geh Alencar e Andre Inacio, a loja vende, através da Internet, roupas descoladas e que fogem ao padrão das convencionais lojas da capital. Para isso, foi criada, no começo, uma conta em uma rede social de compartilhamento de fotos para expor os principais modelos. O resultado foi surpreendente: através do reconhecimento e satisfação dos primeiros clientes, hoje, a loja exporta para os principais Estados da região Norte.

Para Alex Tomas, criador do Rio Branco Fashion Week, principal evento de moda do Estado, é motivo de orgulho e satisfação ter a oportunidade de colaborar, de alguma forma, com estes e outros trabalhos no Estado. Nas redes sociais, o colunista de moda conta, de forma geral, o que o evento trouxe, no quesito moda, aos acreanos.

“A semana de moda de Rio Branco passou deixando muitas tendências ideais para as altas temperaturas em 2016. Os coques, altos e baixos; os rabos de cavalo e as tranças apareceram com muita frequência nos desfiles, sendo ainda mais valorizados com enfeites. Com a chegada das chuvas frequentes no Acre, é hora de colocar em prática as tendências apresentadas nas semanas de moda oficial do Acre”.

A reportagem da ContilNet conversou com duas das mais notáveis lojas virtuais do Acre: a Índigo Store, que produz e vende roupas, e a Rochedo Store, que vende acessórios masculinos e femininos e tem como foco os usuários das redes sociais. Cada um dos idealizadores falou de como elas nasceram, o que fazem, quais seus diferenciais e planos para 2016.

Índigo Store: o Acre estampado em camisas que chegam até o Sul do país

A Índigo Store é uma loja genuinamente acreana que conquistou o mercado. Foto: Reprodução/Facebook

A Índigo Store é uma loja genuinamente acreana que conquistou o mercado. Foto: Reprodução/Facebook

Camisetas e acessórios de moda personalizada e artesanal, nas técnicas tie-dye e stencil: essa é a definição da Índigo Store nas redes sociais. Ricardo Oliveira, hoje o único dono da loja, já teve o apoio de outras parceiras na loja e conta que a ideia de criação do empreendimento surgiu a partir da necessidade de independência financeira.

“A Índigo foi criada a partir do desespero, podemos dizer assim, de um grupo de jovens por independência, pelo dinheiro próprio, pela liberdade de ir e vir, sem depender dos pais. A ideia de trabalhar com a técnica tie-dye surgiu, meio que ao acaso. Se a Índigo não fosse uma lojinha online de camisetas, ela ia ser um carrinho de churros. Mas fizemos uma pesquisa antes e lemos muitas coisas sobre a técnica de tingimento tie-dye, inclusive que algumas marcas jovens europeias, como a Boy London, estavam fazendo usufruto da técnica. Aí, resolvemos entrar de cabeça”.

A loja, segundo Ricardo, foi o primeiro contato do grupo com o universo das vendas. “Até então eu não entendia nada a respeito de logística, propaganda; ainda não entendo, e nem menosprezo os profissionais da administração ou da publicidade, mas, no meu caso, um adolescente, com poucos recursos, é inviável a contratação de profissionais dessas áreas, então, tenho que ir me virando”.

Para Ricardo, a modalidade de vendas através da Internet serviu bem ao grupo: a união do baixo orçamento aliado a vontade de atingir o maior número possível de pessoas com ideias inovadoras foram o pontapé inicial da criação da Índigo. O resultado surpreendeu os envolvidos: a marca exporta, hoje, para as principais cidades do Acre e já chegou até a cidades do Rio Grande do Sul, como Porto Alegre e Osório. Para 2016, os planos são vários.

“Temos como metas para 2016, principalmente, a reinvenção da marca. Queremos trazer uma proposta mais ampla, algo que vá além da técnica tie-dye, que conquiste mais mercado, além de disponibilizar mais variedades de produtos no estoque da loja; só estamos trabalhando com camisetas, no momento. Mas logo teremos novidades”.

Rochedo Store: acessórios em couro exportados do Acre para a Amazônia

Rochedo Store: uma loja que nasceu em 2015 e tem metas pretensiosas para 2016. Foto: Reprodução/Facebook

Rochedo Store: uma loja que nasceu em 2015 e tem metas pretensiosas para 2016. Foto: Reprodução/Facebook

Com a onda do “pulseirismo”, mistura de várias pulseiras de diferentes cores e estilos, as lojas que vendem este tipo de acessórios registraram alta nas vendas e notabilidade em 2015. Criada em maio de 2015 pelo empresário Makson Sales, a Rochedo Store já mostra consolidação no mercado, mesmo com a pouca idade, e já exporta para outros estados da região Norte.

“A Rochedo nasceu com base na necessidade de uma loja e-commerce de acessórios voltado para o público masculino no Acre e região Norte. Mesmo sendo criada, oficialmente, em maio de 2015, tenho experiência com vendas online: desde junho de 2014, trabalho no segmento. Sem dúvidas, o e-commerce tem vários atrativos para os lojistas e para os clientes, principalmente pela flexibilidade de administração do negócio e também pela otimização do tempo junto aos clientes”.

A exportação para cidades como Cruzeiro do Sul, a segunda maior cidade do Acre, e cidades do Amazonas, sobretudo Boca do Acre, fez com que Makson olhasse diferente para o potencial da Rochedo Store. Para 2016, ele avisa: quer expandir a área de atuação da loja.

“Em 2016, meu principal objetivo é expandir a exportação de acessórios em couro para cidades da região Norte e pretendo lançar a linha de vestimenta/camisas Rochedo Store”, conta.

A meta de Makson para o ano que se inicia vai de encontro à dica dos especialistas: de acordo com o site Profissional de E-commerce, voltado ao ramo, este é o momento para quem quer montar sua loja virtual. “Prepare-se para estas previsões, monte a sua loja virtual e entre de vez em um mercado promissor que parece ir contra todas as tendências de crise econômica”, diz um trecho da publicação que fala sobre a modalidade em 2016.

Alfredo Soares, sócio e fundador da Xtech Commerce, plataforma de e-commerce e marketing para PME’s e startups que atingiu o volume de R$ 3 milhões em 2015, planejamento e profissionalização são as palavras de ordem para o ano.

“Para 2016 as dicas são simples: Profissionalize a sua loja virtual. Analise o que tem sido feito, planeje e execute. Tenha atenção a comunicação visual do site, trabalhe o marketing de maneira inteligente e inovadora, preocupe-se com a estabilidade e uma navegação amigável e seja sempre o mais transparente possível com seus clientes. São as atitudes dos lojistas que irão diferenciar os amadores dos profissionais no próximo ano”.

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