Rio Branco, Acre,


Convidado por lideranças nacionais, Gladson deixa PP para se filiar ao PSDB

Aliados são pegos de surpresa e candidatura do ex-reitor Minoru Kinpara pode ser implodida

Agora é pra valer. O governador Gladson Cameli deixou o Progressistas e está de malas prontas para se filiar ao PSDB, partido abandonado recentemente pelo vice-governador Major Rocha, hoje no PSL.

Essa é uma bomba atômica não apenas na cabeça das lideranças Progressistas, mas também na do ex-reitor da Universidade Federal do Acre (Ufac), Minoru Kinpara, que precisará, a partir de agora, das bênçãos do governador para continuar com sua candidatura à prefeitura de Rio Branco.

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Gladson foi convidado pelos três governadores tucanos para ingressar na sigla: João Dória (SP), Reinaldo Azambuja (MS) e Eduardo Leite (RS). Também teve o aval dos líderes do partido na Câmara, Carlos Sampaio, e no Senado, Roberto Rocha.

Ele esteve em São Paulo nesta quinta-feira (30) com o presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, e o governador Dória, onde conversou com outra lideranças tucanas para acertar sua filiação.

Ao ContilNet, Bruno Araújo disse em primeira mão, que Cameli tem muito a contribuir com o crescimento do partido no Acre. “Gladson vai conduzir o PSDB no estilo dele, com muito diálogo, mas investido de autoridade para guiar a legenda pelos melhores caminhos, desde a candidatura à prefeitura de Rio Branco até outras variáveis importantes”.

O governador Gladson Cameli reforça que sua ida ao ninho tucano é para fazer a sigla crescer e confirma filiação para a primeira quinzena de agosto. “Vou chegar a Rio Branco e chamar o diretório para conversar e sentir. Não quero fazer uma coisa ao estilo ditadura. Vamos fortalecer, com o aval da nacional”.

Cameli não tinha mais clima para permanecer no Progressista desde quando lideranças do partido, como a senadora Mailza Gomes, o ex-prefeito James Gomes e o pastor Reginaldo Ferreira decidiram não abrir mão da pré-candidatura de Tião Bocalom à prefeitura de Rio Branco.

Em Brasília, um senador vale muito, e Mailza hoje é quem tem o comando do partido no Acre, com o aval do diretório nacional. Se ficasse no Progressistas, Cameli teria de seguir a cartilha da senadora acreana.

Desde o ano passado que Cameli vem dizendo que gostaria de apoiar a reeleição da prefeita Socorro Neri (PSB), mas não recebeu apoio de maioria das lideranças do partido. Até o deputado José Bestene, que sempre foi seu aliado, também manifestou apoio a Bocalom.

Os deputados Gehlen Diniz e Nicolau Junior também se animaram com a candidatura de Bocalom, mas agora deverão embarcar no barco tucano junto com Gladson, assim como muitas outras lideranças em todo o estado.

A situação dos prefeitos que migraram no ano passado para o Progressistas ficou bem difícil. Eles agora não podem mais mudar de partido, e sabem que Cameli não deverá “enfeitar maracá para os outros”. O governador deixa a sigla muito magoado, segundo aliados próximos contaram ao ContilNet.

 

 

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