Anvisa afirma que nĂŁo hĂĄ evidĂȘncias para alterar recomendaçÔes de uso da vacina da Pfizer em adolescentes

Por AGÊNCIA O GLOBO 16/09/2021 às 20:23

A AgĂȘncia Nacional de VigilĂąncia SanitĂĄria (Anvisa) afirmou nesta quinta-feira que nĂŁo hĂĄ evidĂȘncias que sustentem mudanças nas recomendaçÔes previstas para uso da vacina da Pfizer em adolescentes. De acordo com a agĂȘncia, os dados disponĂ­veis sobre a morte de uma adolescente de 16 anos, do estado de SĂŁo Paulo, apĂłs uso do imunizante nĂŁo sĂŁo suficientes para estabelecer que a vacina tenha causado o Ăłbito. A Anvisa vai se reunir com representantes da Pfizer e com os responsĂĄveis em apurar o caso tanto a nĂ­vel estadual quanto nacional.

Mais cedo o MinistĂ©rio da SaĂșde revogou a recomendação de vacinação de adolescentes sem comorbidades argumentando que a medida seria motivada por cautela devido Ă  falta de “evidĂȘncias robustas” sobre o tema e por conta da ocorrĂȘncia de eventos adversos supostamente relacionados Ă  imunização desse grupo.

“No momento, nĂŁo hĂĄ uma relação causal definida entre este caso e a administração da vacina. Os dados recebidos ainda sĂŁo preliminares e necessitam de aprofundamento para confirmar ou descartar a relação causal com a vacina”, diz a agĂȘncia, acrescentando:

“A Anvisa jĂĄ iniciou avaliação e a comunicação com outras autoridades pĂșblicas e adotarĂĄ todas as açÔes necessĂĄrias para a rĂĄpida conclusĂŁo da investigação. Entretanto, com os dados disponĂ­veis atĂ© o momento, nĂŁo existem evidĂȘncias que subsidiem ou demandem alteraçÔes nas condiçÔes aprovadas para a vacina.”

O uso da vacina da Pfizer em adolescentes foi aprovado em junho pela Anvisa. Na ocasiĂŁo, a agĂȘncia concluiu que os dados disponibilizados mostravam a segurança e eficĂĄcia da vacina para pessoas acima de 12 anos.

“Os dados gerados com o avançar do processo vacinal em larga escala sĂŁo cuidadosamente analisados em conjunto como outras autoridades de saĂșde. AtĂ© o momento, os achados apontam para a manutenção da relação benefĂ­cio versus o risco para todas as vacinas, ou seja, os benefĂ­cios da vacinação excedem significativamente os seus potenciais riscos”, diz a agĂȘncia.

Segundo a Anvisa atĂ© quarta-feira, a agĂȘncia tinha recebido apenas 32 notificaçÔes de eventos adversos apĂłs vacinação de adolescentes com a vacina Pfizer ” e nenhum Ăłbito foi relacionado Ă  vacina.” A agĂȘncia aponta que o monitoramento Ă© constante.

Em relação Ă  possibilidade de ocorrĂȘncia de miocardite, como citado pelo ministro da SaĂșde, Marcelo Queiroga, a Anvisa afirma que “o risco de alteraçÔes cardiolĂłgicas Ă© baixĂ­ssimo”.De acordo com a agĂȘncia, nĂŁo houve registros de casos de infarto.

“A anĂĄlise dos dados, disponĂ­veis atĂ© o momento, mostra que nĂŁo hĂĄ evidĂȘncias ou sinais de segurança aumentados em relação Ă  vacinação de adolescentes com a vacina Pfizer no Brasil”, diz a nota.

Durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira para explicar o recuo,  Queiroga afirmou que Ă© preciso ter “cautela” na recomendação e argumentou que nĂŁo hĂĄ evidĂȘncias cientĂ­ficas sobre o tema.

— O MinistĂ©rio da SaĂșde pode rever sua posição desde que haja evidĂȘncias cientĂ­ficas sĂłlidas em relação Ă  vacinação de adolescentes sem comorbidades. Por enquanto, por questĂŁo de cautela, temos eventos adversos a serem investigados — afirmou.

“No momento, nĂŁo hĂĄ uma relação causal definida entre este caso e a administração da vacina. Os dados recebidos ainda sĂŁo preliminares e necessitam de aprofundamento para confirmar ou descartar a relação causal com a vacina”, diz a agĂȘncia, acrescentando:

“A Anvisa jĂĄ iniciou avaliação e a comunicação com outras autoridades pĂșblicas e adotarĂĄ todas as açÔes necessĂĄrias para a rĂĄpida conclusĂŁo da investigação. Entretanto, com os dados disponĂ­veis atĂ© o momento, nĂŁo existem evidĂȘncias que subsidiem ou demandem alteraçÔes nas condiçÔes aprovadas para a vacina.”

O uso da vacina da Pfizer em adolescentes foi aprovado em junho pela Anvisa. Na ocasiĂŁo, a agĂȘncia concluiu que os dados disponibilizados mostravam a segurança e eficĂĄcia da vacina para pessoas acima de 12 anos.

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