A AgĂȘncia Nacional de VigilĂąncia SanitĂĄria (Anvisa) afirmou nesta quinta-feira que nĂŁo hĂĄ evidĂȘncias que sustentem mudanças nas recomendaçÔes previstas para uso da vacina da Pfizer em adolescentes. De acordo com a agĂȘncia, os dados disponĂveis sobre a morte de uma adolescente de 16 anos, do estado de SĂŁo Paulo, apĂłs uso do imunizante nĂŁo sĂŁo suficientes para estabelecer que a vacina tenha causado o Ăłbito. A Anvisa vai se reunir com representantes da Pfizer e com os responsĂĄveis em apurar o caso tanto a nĂvel estadual quanto nacional.
Mais cedo o MinistĂ©rio da SaĂșde revogou a recomendação de vacinação de adolescentes sem comorbidades argumentando que a medida seria motivada por cautela devido Ă falta de “evidĂȘncias robustas” sobre o tema e por conta da ocorrĂȘncia de eventos adversos supostamente relacionados Ă imunização desse grupo.
“No momento, nĂŁo hĂĄ uma relação causal definida entre este caso e a administração da vacina. Os dados recebidos ainda sĂŁo preliminares e necessitam de aprofundamento para confirmar ou descartar a relação causal com a vacina”, diz a agĂȘncia, acrescentando:
“A Anvisa jĂĄ iniciou avaliação e a comunicação com outras autoridades pĂșblicas e adotarĂĄ todas as açÔes necessĂĄrias para a rĂĄpida conclusĂŁo da investigação. Entretanto, com os dados disponĂveis atĂ© o momento, nĂŁo existem evidĂȘncias que subsidiem ou demandem alteraçÔes nas condiçÔes aprovadas para a vacina.”
O uso da vacina da Pfizer em adolescentes foi aprovado em junho pela Anvisa. Na ocasiĂŁo, a agĂȘncia concluiu que os dados disponibilizados mostravam a segurança e eficĂĄcia da vacina para pessoas acima de 12 anos.
“Os dados gerados com o avançar do processo vacinal em larga escala sĂŁo cuidadosamente analisados em conjunto como outras autoridades de saĂșde. AtĂ© o momento, os achados apontam para a manutenção da relação benefĂcio versus o risco para todas as vacinas, ou seja, os benefĂcios da vacinação excedem significativamente os seus potenciais riscos”, diz a agĂȘncia.
Segundo a Anvisa atĂ© quarta-feira, a agĂȘncia tinha recebido apenas 32 notificaçÔes de eventos adversos apĂłs vacinação de adolescentes com a vacina Pfizer ” e nenhum Ăłbito foi relacionado Ă vacina.” A agĂȘncia aponta que o monitoramento Ă© constante.
Em relação Ă possibilidade de ocorrĂȘncia de miocardite, como citado pelo ministro da SaĂșde, Marcelo Queiroga, a Anvisa afirma que “o risco de alteraçÔes cardiolĂłgicas Ă© baixĂssimo”.De acordo com a agĂȘncia, nĂŁo houve registros de casos de infarto.
“A anĂĄlise dos dados, disponĂveis atĂ© o momento, mostra que nĂŁo hĂĄ evidĂȘncias ou sinais de segurança aumentados em relação Ă vacinação de adolescentes com a vacina Pfizer no Brasil”, diz a nota.
Durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira para explicar o recuo, Queiroga afirmou que Ă© preciso ter “cautela” na recomendação e argumentou que nĂŁo hĂĄ evidĂȘncias cientĂficas sobre o tema.
â O MinistĂ©rio da SaĂșde pode rever sua posição desde que haja evidĂȘncias cientĂficas sĂłlidas em relação Ă vacinação de adolescentes sem comorbidades. Por enquanto, por questĂŁo de cautela, temos eventos adversos a serem investigados â afirmou.
“No momento, nĂŁo hĂĄ uma relação causal definida entre este caso e a administração da vacina. Os dados recebidos ainda sĂŁo preliminares e necessitam de aprofundamento para confirmar ou descartar a relação causal com a vacina”, diz a agĂȘncia, acrescentando:
“A Anvisa jĂĄ iniciou avaliação e a comunicação com outras autoridades pĂșblicas e adotarĂĄ todas as açÔes necessĂĄrias para a rĂĄpida conclusĂŁo da investigação. Entretanto, com os dados disponĂveis atĂ© o momento, nĂŁo existem evidĂȘncias que subsidiem ou demandem alteraçÔes nas condiçÔes aprovadas para a vacina.”
O uso da vacina da Pfizer em adolescentes foi aprovado em junho pela Anvisa. Na ocasiĂŁo, a agĂȘncia concluiu que os dados disponibilizados mostravam a segurança e eficĂĄcia da vacina para pessoas acima de 12 anos.
