Mulher morre atropelada durante briga com tiros em frente a casa noturna em Rio Branco

Caminhonete Amarok passou por cima de uma mulher durante briga com disparos de arma de fogo na Avenida Antônio da Rocha Viana

Uma briga generalizada terminou em tragédia na madrugada deste sábado (21), nas proximidades da casa noturna Dibuteco, localizada na Rua São Sebastião, bairro Isaura Parente, em Rio Branco. A advogada Juliana Chaar Marçal, de 36 anos, foi atropelada durante a confusão e morreu horas depois no centro cirúrgico do pronto-socorro da capital.

Segundo informações da Polícia Militar, a confusão começou dentro do estabelecimento e se espalhou para a rua, envolvendo dois grupos. Durante o tumulto, houve agressões físicas, disparos de arma de fogo e, em seguida, o atropelamento de Juliana, que tentava intervir na briga.

Ela foi atingida por uma caminhonete de cor preta, cujo motorista fugiu do local sem prestar socorro. Testemunhas afirmam que o atropelamento foi intencional.

Juliana Chaar Marçal, de 36 anos/Foto: Reprodução

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e enviou uma equipe de suporte avançado. Juliana sofreu um traumatismo cranioencefálico (TCE) grave, fratura de fêmur e múltiplas escoriações. Ela foi intubada ainda no local e levada em estado gravíssimo ao Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), mas não resistiu aos ferimentos.

Durante o atendimento da ocorrência, a Polícia Militar isolou a área para o trabalho da perícia. No local, os policiais encontraram uma carteira contendo documentos de um homem identificado como Ledo, além de um carregador de pistola calibre 9 mm com dez munições intactas.

Testemunhas também apontaram Keldheky Maia como o autor dos disparos. Segundo relatos, ele teria sacado uma arma de dentro de um veículo e atirado em meio à confusão. Apesar das acusações, Keldheky negou ter efetuado os tiros. Ele também foi atropelado e sofreu ferimentos na mão, perna e testa.

Keldheky Maia, Amiga da advogada que faleceu após confusão. Foto: Reprodução

Keldheky Maia e outro homem, identificado como Dhiones Siqueira, foram detidos pela Polícia Militar e encaminhados à Delegacia de Flagrantes (Defla). Ambos apresentavam sinais de embriaguez e precisaram ser algemados para garantir a segurança dos policiais e demais envolvidos. A arma usada nos disparos não foi encontrada.

A confusão teria iniciado supostamente, após um copo, que estava na mesa onde Juliana estava com seus amigos cair e quebrar próximo ao grupo de homens que estavam com vestimentas de fazendeiros.

A Polícia Técnico-Científica realizou a perícia no local, e o caso segue sob investigação. O principal foco agora é identificar o motorista responsável pelo atropelamento fatal de Juliana e esclarecer os demais detalhes da ocorrência.

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