Aos 30 anos, a inglesa Tianna Moon enfrentou um mistério médico que mudou sua vida. Após perder cerca de 19 quilos com o auxílio de canetas emagrecedoras para melhorar sua saúde, ela percebeu algo alarmante: enquanto todo o seu corpo diminuía, seus seios continuavam a crescer de forma acelerada. O diagnóstico final revelou uma condição extremamente rara conhecida como Gigantomastia.
Diferente da macromastia (onde os seios são grandes, mas estáveis), a Gigantomastia é caracterizada por um crescimento progressivo e ininterrupto do tecido mamário. Atualmente, os seios de Tianna pesam cerca de 18 quilos — o que representa aproximadamente 20% de seu peso corporal total.

Reprodução / Redes Sociais
Sintomas e limitações físicas
O peso excessivo das mamas transformou tarefas simples em desafios dolorosos. Tianna relata sofrer com dores crônicas nas costas, além de formigamento e dormência nos braços devido à compressão nervosa.
-
Dificuldade respiratória: Deitar de barriga para cima causa falta de ar pela pressão no tórax.
-
Lesões cutâneas: As alças dos sutiãs provocam feridas e marcas profundas nos ombros.
-
Impacto na rotina: Encontrar vestuário adequado tornou-se praticamente impossível para a paciente.
O que causa a Gigantomastia?
Especialistas apontam que a Gigantomastia não possui uma causa única comprovada, mas pode estar atrelada a:
-
Alterações hormonais severas;
-
Fatores genéticos hereditários;
-
Doenças autoimunes.
Em novembro de 2025, a inglesa passou por uma cirurgia bariátrica para aliviar a sobrecarga na coluna, mas o procedimento não interrompe o crescimento das mamas, já que a condição não está ligada apenas ao acúmulo de gordura.
Visibilidade e Preconceito
Além do sofrimento físico, Tianna enfrenta o julgamento nas redes sociais, onde internautas questionam a demora para uma cirurgia redutora. No entanto, médicos alertam que, em casos de Gigantomastia ativa, o tecido pode voltar a crescer mesmo após a intervenção cirúrgica.
A exposição do caso serve como um alerta para que pacientes e profissionais de saúde reconheçam precocemente os sinais da doença, evitando o agravamento das sequelas físicas e psicológicas.
Fonte: Metrópoles
Redigido por: ContilNet
