Quem era a influenciadora que morreu após comer “caranguejo do diabo”

Emma Amit, de 51 anos, passou mal após consumir crustáceo altamente tóxico durante gravação em manguezal nas Filipinas

Reprodução/Instagram

A comunidade digital está em choque após a confirmação da morte de Emma Amit. A influenciadora, conhecida por seus vídeos explorando a culinária exótica nas Filipinas, faleceu após ingerir uma espécie de crustáceo extremamente perigosa conhecida popularmente como “caranguejo-do-diabo”. O caso ocorreu na região de Palawan e acendeu um alerta global sobre o consumo de espécies marinhas sem identificação adequada.

Emma, que acumulava milhares de seguidores com seus conteúdos gastronômicos, participava de uma coleta em um manguezal ao lado de amigos. O objetivo era registrar o preparo de frutos do mar com leite de coco, um formato que era marca registrada de seu perfil. No entanto, entre os animais recolhidos, estava o espécime fatal.

O perigo do “Caranguejo-do-Diabo”

A espécie consumida pela influenciadora é encontrada comumente em recifes do Indo-Pacífico. Diferente de outros frutos do mar, este caranguejo possui toxinas que não são eliminadas pelo cozimento.

  • Toxicidade Extrema: O veneno presente no animal pode causar reações severas no sistema nervoso.

  • Sem Antídoto: Até o momento, a medicina não possui um soro específico para neutralizar a substância contida nesta espécie.

  • Sintomas Fatais: Relatos indicam que, antes de falecer, Emma apresentou escurecimento dos lábios, convulsões e perda total de consciência.

Últimos momentos e socorro

De acordo com informações do New York Post, a influenciadora começou a sentir os primeiros sinais de intoxicação apenas no dia seguinte à gravação. Mesmo após ser transferida para um hospital de maior porte na região, os médicos não conseguiram reverter o quadro clínico, que evoluiu rapidamente para uma falência sistêmica.

O episódio serve como um aviso trágico para outros criadores de conteúdo e entusiastas da gastronomia de sobrevivência. A busca por visualizações em vídeos de “comida exótica” tem levado influenciadores a riscos biológicos extremos, muitas vezes sem o conhecimento técnico necessário sobre a fauna local.

Fonte: Metrópoles

Redigido por: ContilNet

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