Com 450 câmeras espalhadas por pontos estratégicos da cidade, a prefeitura de Rio Branco colocou em funcionamento, nesta quarta-feira (11), a Central Integrada de Videomonitoramento, estrutura que terá sua primeira grande operação já no Carnaval 2026. O novo sistema promete reforçar a segurança pública, ampliar o controle urbano e atuar de forma integrada com as forças estaduais durante a maior festa popular da capital.
A estreia oficial da central ocorrerá no “Rio Branco Folia, Tradição e Alegria”, quando milhares de pessoas devem circular pelo centro da cidade. O espaço conta com uma sala exclusiva para gerenciamento de grandes eventos. “A gente não vai gerenciar só crises. Nós temos grandes eventos na cidade que precisam de um gerenciamento especial”, afirmou o coronel Ezequiel Bino, chefe do Gabinete Militar.
Parte das câmeras opera com tecnologia de reconhecimento facial, atualmente mais de 40 licenças ativas, segundo a prefeitura. As imagens também são replicadas no Centro Integrado de Comando e Controle do Estado. “O olhar da prefeitura é muito mais específico, ele se soma a todos os esforços para que a gente possa ter uma segurança de qualidade”, destacou o diretor operacional da Sejusp, coronel Atahualpa Riber.

Bocalom enfatizou que o investimento foi realizado com recursos próprios e que o município passou a ter papel mais ativo na segurança pública | Foto: ContilNet
O prefeito Tião Bocalom enfatizou que o investimento foi realizado com recursos próprios e que o município passou a ter papel mais ativo na segurança pública. “A prefeitura puxou a segurança pública também para si. Não é obrigação direta nossa, mas é poder contribuir. E essa contribuição já está dando resultado”, declarou. Segundo ele, o número de equipamentos já chega a 450 câmeras espalhadas pela capital. “Nosso compromisso é gastar bem o dinheiro e fazer o que é preciso para o município de Rio Branco.”
Monitoramento em tempo real
Durante o Carnaval, além do monitoramento em tempo real, a Polícia Militar deve colocar em prática a lavratura do Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) no próprio local da festa, por meio de aplicativo. “Qualquer ocorrência de menor potencial ofensivo o policial vai resolver ali mesmo, sem necessidade de deslocamento”, explicou o comandante da PM, coronel M. Albuquerque. A meta, segundo ele, é “replicar o resultado do ano passado”, quando não houve registros graves durante os grandes eventos.
O promotor de Justiça Rodrigo Curti classificou o projeto como uma política pública consolidada. “É uma política pública exitosa, com investimento alto, mas que coloca o município como protagonista na prevenção ao crime”, afirmou. Para ele, a integração entre urbanismo e tecnologia é essencial para que o cidadão “tenha tranquilidade e, acima de tudo, se sinta seguro”.
