A Prefeitura de São Paulo abriu uma exceção às próprias regras ao autorizar a realização de um bloco de rua durante o pré-Carnaval, mesmo após ter anunciado que não permitiria novos desfiles fora do período oficial da festa. A decisão gerou críticas, especialmente porque o evento autorizado acabou marcado por tumulto, superlotação e dificuldades de circulação.
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O desfile ocorreu na Rua da Consolação, região central da cidade, e reuniu uma multidão atraída por apresentações musicais de artistas nacionais e internacionais. Com o grande fluxo de foliões, houve relatos de empurra-empurra, pessoas passando mal e falta de espaço, o que levantou questionamentos sobre a capacidade de organização e segurança do evento.
A situação chamou a atenção do Ministério Público, que abriu apuração para analisar possíveis falhas no planejamento e na autorização dos blocos que desfilaram simultaneamente na mesma área. A investigação busca entender se houve excesso de público e se as medidas de controle foram suficientes para garantir a segurança dos participantes.
Apesar das críticas, a administração municipal defendeu a decisão e afirmou que o pré-Carnaval foi considerado positivo no balanço geral, destacando que, mesmo com grande público, foram registradas poucas ocorrências graves. A prefeitura também ressaltou que a cidade conta com uma programação extensa, que inclui centenas de blocos distribuídos ao longo dos dias oficiais de folia.
A autorização específica reacendeu o debate entre organizadores e foliões, que questionam a coerência dos critérios adotados pelo poder público, já que outros blocos tiveram pedidos negados com base nas mesmas regras que, neste caso, acabaram flexibilizadas.
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