O mercado de criptomoedas navega por águas turbulentas neste início de ano. Em fevereiro, o Bitcoin (BTC) teve seu quinto mês consecutivo de queda, uma sequência rara para o ativo. No entanto, especialistas estão confiantes na recuperação da cripto e outros ativos no ano.
“A combinação entre amadurecimento institucional, evolução regulatória e avanços tecnológicos segue sustentando a tese de longo prazo”, diz Marcelo Person, Crypto Treasury & Markets Director da Foxbit. Para ele, “alguns ativos se destacam não apenas por potencial de valorização, mas por relevância estrutural no ecossistema”.
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Viva do lucro de grandes empresas
A Foxbit e outras exchanges de criptomoedas recomendaram, principalmente, Solana (SOL), Bitcoin e Ethereum (ETH) para investir em março. Compilado do InfoMoney com as carteiras recomendadas das principais casas de cripto do Brasil mostra que outros dois ativos menos conhecidos do grande público estão entre os mais recomendados; confira:
AtivoNº de recomendaçõesRetorno em 30 diasSolana7-9,09%Bitcoin6-5%Ethereum6-5,37%Chainlink30,42%Hyperliquid35,04%Fontes: Foxbit, Mercado Bitcoin, Empiricus, Boost Research, Hurst Capital, NovaDAX, MEXC e BitsoSolana (SOL)A criptomoeda costuma registrar variações superiores à média do setor em momentos de maior apetite por risco, destaca Guilherme Fais, head de finanças da NovaDAX. Ele lembra que a Solana permanece entre as altcoins com maior liquidez e presença em mercados futuros.
Bitcoin (BTC)É o ativo “essencial na carteira de qualquer investidor cripto”, afirma Valter Rebelo, head de cripto da Empiricus. Os ETFs à vista e a adoção por governos e empresas colocam o Bitcoin como principal beneficiado da onda de legitimação da tecnologia blockchain e regulação que está sendo construída nos Estados Unidos, avalia o especialista.
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Ethereum (ETH)O ativo pode ser considerado promissor atualmente pelo aumento da liquidez no mercado cripto e expectativa de novos fluxos institucionais impulsionados por ETFs e retomada de protocolos DeFi (aplicações descentralizadas que rodam em uma blockchain), segundo Rony Szuster, Head de Research do Mercado Bitcoin. “O fortalecimento da narrativa de reprecificação dos ativos de risco e a busca por blockchains estáveis e escaláveis também favorecem o Ethereum”, diz Szuster.
Chainlink (LINK)A Chainlink segue como líder em infraestrutura de oráculos – que conectam blockchains a serviços externos. “A expansão de soluções voltadas para tokenização institucional e interoperabilidade entre redes reforça sua relevância estratégica”, afirma Person, da Foxbit. Para ele, o papel da Chainlink tende a ganhar ainda mais destaque em um cenário de crescente integração entre finanças tradicionais e blockchain.
Hyperliquid (HYPE)“Enquanto houver volatilidade – e março ainda promete muita – o protocolo continua sendo muito rentável”, afirma André Franco, CEO da Boost Research. Ele afirma que o token HYPE é um dos que se destacou na correção recente, apresentando performance relativa superior à maioria das altcoins e reforçando a tese central do projeto: “receita independe da direção do mercado”.
