A criadora de conteúdo Mariana Guaragna publicou um novo vídeo que joga luz sobre as enigmáticas estruturas geométricas esculpidas no solo acreano: os geoglifos. A produção, que contou com o suporte da equipe do @destinoacre para a logística de campo, desmistifica a visão clássica da Amazônia como um grande vazio histórico ou uma floresta intocada antes da chegada dos europeus.

Formações circulares e quadradas indicam padrões de repetição e planejamento de civilizações antigas/ Foto: Instagram
Com uma perspectiva inovadora, o vídeo destaca que os mais de 500 sítios identificados até hoje no estado do Acre, concentrados principalmente no oeste da região, não são obras isoladas ou acidentais. Pelo contrário, a análise dessas formações revela um padrão de planejamento arquitetônico e repetição que atesta a existência de sociedades complexas e organizadas em tempos pré-colombianos.
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Intervenção Indígena e Manejo da Paisagem
A matéria detalha que as datações mais aceitas situam a construção de grande parte dessas estruturas entre 2.000 e 2.500 anos atrás. Um ponto crucial levantado é que, em muitos casos, não há sinais claros de ocupação habitacional permanente dentro dos geoglifos. Isso fortalece a hipótese defendida por arqueólogos de que esses espaços eram utilizados para funções cerimoniais, políticas e sociais, atuando como praças públicas de encontro e rito.

Estrutura geométrica complexa de um geoglifo revelada no solo acreano através de imagem aérea/ Foto: Instagram
O vídeo conclui com uma reflexão poderosa sobre a relação dessas civilizações com o ecossistema: elas não apenas ocupavam a floresta, mas a moldavam ativamente. As evidências de domesticação de plantas e manejo de solo ao redor dos sítios demonstram que a Amazônia contemporânea não é puramente natural, mas o resultado de milênios de intervenção e criação de paisagens modificadas pela ação humana indígena.
Veja o vídeo:
