O Ibovespa fechou em alta nesta quarta-feira, em pregão de ajustes após tombo na véspera, em dia de trégua na aversão a risco global, mas com o conflito no Oriente Médio e seus potenciais reflexos na economia mundial ainda no radar.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa (IBOV) avançou 1,24%, a 185.366,44 pontos, após chegar a 186.306,18 pontos na máxima e marcar 183.110,02 pontos na mínima do dia. O volume financeiro somou R$27,3 bilhões.
Na véspera, o Ibovespa caiu mais de 3%, sofrendo com a fuga de ativos de risco desencadeada pelo agravamento da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Viva do lucro de grandes empresas
O conflito ainda não mostra sinais de arrefecimento, mas os mercados acionários experimentaram uma trégua no movimento vendedor nesta quarta-feira, com Wall Street e pregões europeus fechando no azul.
O barril de petróleo sob o contrato Brent teve uma sessão de oscilações modestas e fechou estável.
O New York Times publicou nesta quarta-feira que agentes do Ministério da Inteligência do Irã sinalizaram à Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) abertura para negociações sobre o fim da guerra, o que trouxe algum alento.
Mas a própria reportagem acrescentou que autoridades em Washington estão céticas quanto à possibilidade de o Irã ou o governo do presidente Donald Trump estarem realmente dispostos a uma “saída”, pelo menos no curto prazo.
Na visão do superintendente da Necton/BTG Pactual, Marco Tulli Siqueira, o Ibovespa teve uma sessão de ajuste após a queda “exagerada” da véspera. Mas, acrescentou, ainda há um clima de incerteza, principalmente sobre o preço do petróleo.
DESTAQUES
BTG Pactual Unit (BPAC11) avançou 4,14%, destaque em dia de alta do setor após três quedas seguidas, período em que acumulou perda superior a 7%. Itaú Unibanco PN (ITUB4) subiu 1,42%, recuperando parte das perdas recentes. Bradesco PN (BBDC4) fechou em alta de 1,44%. Banco do Brasil ON (BBAS3) ganhou 0,66%. Santander Brasil Unit (SANB11) avançou 2,2%.
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Petrobras PN (PETR4) caiu 1,1%, acompanhando a trégua na alta do petróleo e à espera do resultado trimestral a ser divulgado na quinta-feira. PRIO ON (PRIO3) subiu 0,73%, apoiada por dados preliminares de produção de 148.518 boe/dia em fevereiro.
Vale ON (VALE3) recuou 0,46%, após oscilações durante o pregão; na China, o minério negociado em Dalian fechou com alta de 0,4%.
AXIA ON (AXIA3) valorizou-se 3,11%, recuperando a queda da véspera. Auren (AURE3) avançou 4,15%, com investidores digerindo o lucro líquido de R$354,7 milhões no 4º tri e perspectivas positivas em leilões e trading.
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GPA ON (PCAR3) disparou 14,67%, após tombo de quase 18% na terça-feira. A empresa disse estar em “negociações construtivas” para repactuação de dívidas e contratou consultores para avaliar alternativas.
Raízen PN (RAIZ4) caiu 13,04%, a R$0,60, após notícias de fracasso nas negociações de capitalização entre Cosan e Shell. Fontes afirmam que a Shell pode assumir o controle e injetar capital mesmo sem aporte da Cosan.
RD Saúde ON (RADL3) avançou 2,51%, após divulgar Ebitda ajustado de R$936 milhões, alta de 38,2% ano a ano. A companhia planeja abrir 330 a 350 lojas em 2026.
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LWSA ON (LWSA3) saltou 10,53%, com lucro ajustado de R$69 milhões no 4º tri, alta de 61% a/a.
Banco Pine PN (PINE4) caiu 9,17% após precificar oferta primária a R$11,25, desconto de quase 9% sobre o fechamento anterior; todo o lote inicial foi vendido.
