Três décadas de compromisso: conheça o responsável pela medição do Iaco, em Sena

Ao longo dos anos, o trabalho desenvolvido por Carlos passou a integrar a rotina da cidade

Foto: ContilNet

Em Sena Madureira, o nome de Carlos D’Ávila se consolidou ao longo das últimas décadas como sinônimo de compromisso com o serviço público. Aos 63 anos, ele construiu uma trajetória marcada pela responsabilidade e pela presença constante no acompanhamento do nível do Rio Iaco, atividade essencial para o cotidiano da cidade.

A missão teve início em 1997, quando foi convidado, ainda na gestão da ex-prefeita Toinha Vieira, para atuar na Defesa Civil Municipal. Desde então, são quase 30 anos realizando medições diárias que ajudam a orientar ações do poder público e a manter a população informada, especialmente em períodos de cheia. Servidor público há 44 anos, Carlos iniciou sua carreira como chefe do setor de IPTU e, ao longo do tempo, passou a desempenhar uma função que exige disciplina, regularidade e atenção aos detalhes.

Em períodos de normalidade, as medições são feitas duas vezes ao dia, às 6h e às 18h. Quando o nível do rio ultrapassa a cota de alerta, fixada em 14 metros, o monitoramento se torna ainda mais rigoroso, sendo realizado a cada três horas.

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Ao longo dos anos, o trabalho desenvolvido por ele passou a integrar a rotina da cidade. Durante as cheias, os boletins com o nível do rio são aguardados por moradores, autoridades e equipes de apoio, que utilizam as informações como base para decisões importantes, desde ações preventivas até eventuais retiradas de famílias de áreas de risco.

Outro aspecto que chama atenção é a regularidade com que desempenha a função. Mesmo diante de condições climáticas adversas, como chuvas intensas ou períodos de difícil acesso, o acompanhamento do rio não é interrompido. Essa constância contribuiu para a confiabilidade dos dados e para o reconhecimento do seu trabalho ao longo das décadas.

Mesmo após a aposentadoria, Carlos optou por continuar na atividade. A decisão, segundo ele, está ligada não apenas ao hábito, mas ao senso de utilidade e à ligação construída com a comunidade ao longo dos anos.

“É um trabalho que exige responsabilidade, porque muita gente depende dessas informações. Enquanto eu tiver condições, quero continuar contribuindo. Já faz parte da minha vida e da minha rotina”, afirmou.

Nesse período, ele acompanhou duas das maiores alagações da história de Sena Madureira, ocorridas em 1997 e 2021. Segundo ele, a cheia de 1997 apresentou maior volume de água, enquanto a de 2021 teve impacto mais amplo, devido ao crescimento populacional da cidade.

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