O esforço fiscal do contribuinte acreano atingiu um novo patamar neste início de ano. Segundo o monitoramento em tempo real do Impostômetro, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o Acre fechou este domingo (29) com uma arrecadação acumulada de R$ 1.668.541.000. O montante, que engloba tudo o que é pago em tributos federais, estaduais e municipais, revela um crescimento na pressão tributária sobre o consumo e a renda no estado.
Na comparação direta com o mesmo período de 2025, o salto é visível. No ano passado, o estado havia recolhido R$ 1.647.822.000, o que significa que, em 2026, os acreanos já pagaram cerca de R$ 20,7 milhões a mais para os cofres públicos. Apesar da cifra bilionária, o Acre ainda representa uma fatia modesta da economia nacional, sendo responsável por apenas 0,16% de tudo o que o Brasil arrecada.
A Força de Rio Branco
Dentro do mapa tributário estadual, a capital exerce um papel central. Os moradores de Rio Branco foram responsáveis pelo pagamento de R$ 65,2 milhões apenas em impostos de competência municipal. Esse valor representa quase 40% de toda a carga tributária gerada no Acre no primeiro trimestre. Comparado a 2025, a capital teve um acréscimo de R$ 770 mil na arrecadação própria.
Desigualdade Regional
O levantamento também joga luz sobre o abismo econômico entre as capitais brasileiras. Enquanto Rio Branco luta para expandir sua base tributária, a cidade de São Paulo registrou uma arrecadação municipal de R$ 12,7 bilhões no mesmo intervalo de tempo um volume de recursos quase 200 vezes superior ao da capital do Acre.
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O Impostômetro contabiliza desde o ICMS sobre a gasolina e energia até o IRPF e taxas de serviços. Para os especialistas, o aumento nos valores nominais reflete não apenas a inflação sobre os produtos, mas também uma retomada da atividade comercial e de serviços neste primeiro trimestre.
