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grupo-de-grilagem-fraudava-numero-de-processo-no-incra,-diz-pf
Notícias

Grupo de grilagem fraudava número de processo no Incra, diz PF

por Metrópoles 1 de junho de 2025
Escrito por Metrópoles

Ao longo da investigação da Polícia Federal (PF) sobre um grupo de grileiros que fraudava processos no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para registrar terras ilícitas, um detalhe “burocrático” chamou a atenção dos agentes: o número de série do processo fraudado.

Em representação encaminhada à Justiça, a corporação detalha as seis etapas do esquema de grilagem operado no Pará, que levou a um lucro bilionário dos envolvidos ao longo dos anos, conforme mostrou a coluna. A PF aponta como líder do grupo o empresário Debs Rosa (foto em destaque), preso preventivamente.

O primeiro passo, segundo a apuração, era a criação de processos administrativos fictícios no Incra. Os documentos eram produzidos com numerações inexistentes e aleatórias.

Esse era apenas o início do esquema, que tinha por objetivo “criar uma aura de legalidade em torno de terras públicas usurpadas, preparando o terreno para as etapas seguintes do esquema”.

No entanto, o número do Incra usado pelo grupo, para além de inexistente, era fora dos padrões do órgão.

Isso porque, assim como todos os órgãos federais, o número de um processo do Incra é constituído por quatro partes: unidade protocolizadora (que se refere à unidade do órgão), número do processo (sequencial, e que é reiniciado a cada ano), ano (referente ao ano em que o processo foi formalizado), e dígito verificador (incorporado para evitar erros de digitação).

Acontece que, no caso investigado, foram identificados 16 processos utilizando unidades protocolizadoras que, segundo a PF, “simplesmente não existem dentro do sistema do Incra”.

Além disso, chamou a atenção dos investigadores um caso específico de um processo cujo número seria “52528/96417/87”, que teria dado origem a uma das matrículas sob suspeita da corporação.

Levando em conta a composição de cada número processual, esse supostamente indicaria a movimentação de 96.417 processos em um só ano (1987), sob a unidade protocolizadora 52528 (inexistente). “Uma quantidade absurdamente alta e logicamente impraticável, evidenciando a falsificação”, diz a PF.

Outro detalhe flagrado pelos investigadores, é a inconsistência em carimbos e assinaturas de servidores do Incra.

Um caso citado na representação é de um título de propriedade falso assinado com a portaria de nº 426/01, quando na verdade a portaria correta seria a de nº 426/91. Isso, segundo a PF, “reforça a falsificação documental, afinal, não seria possível um documento emitido no ano de 1993, constar no carimbo referente ao ano de 2001”.

Além das inconsistências, a investigação também aponta para o uso, pelo grupo, de “laranjas inconscientes”, pessoas que tiveram informações pessoais utilizadas pelo grupo, mas sem seu consentimento ou conhecimento.

Fases do esquema

Como mostrou a coluna, o esquema de grilagem teria pelo menos seis fases diferentes. Além da falsificação de processos no Incra, havia a etapa de inserção de dados falsos no Cadastro do Imóvel Rural, lavratura de escritura pública de compra e venda com posterior registro em cartório, transferência da matrícula e contratação de financiamento rural ou venda do imóvel grilado.

A fraude dos processos, segundo a PF,  seria apenas o início do esquema, que tinha por objetivo “criar uma aura de legalidade em torno de terras públicas usurpadas, preparando o terreno para as etapas seguintes do esquema”.

Veja abaixo o passo a passo da organização criminosa, segundo a PF:

Operação Imperium Fictum

A investigação teve início em 2023 pela Polícia Federal em Altamira (PA). Segundo a corporação, o grupo atuava em uma rede criminosa organizada e com um modo de atuação “meticuloso”. Foram reveladas, por exemplo, “fraudes estruturadas” em cartórios de registro de imóveis.

Foram identificados o uso de documentos falsificados, registros baseados em títulos forjados e a atuação de agentes públicos e privados no esquema, que atuariam na “confecção de escrituras públicas falsas, a inserção de dados fraudulentos em sistemas cadastrais oficiais e a posterior comercialização de imóveis grilados”.

2 imagensCarro da PF durante operação contra fraudes fundiárias no ParáFechar modal.1 de 2

Policiais federais durante operação contra fraudes fundiárias no Pará

Reprodução2 de 2

Carro da PF durante operação contra fraudes fundiárias no Pará

Reprodução/PF

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O esquema incluía ainda falsificação de processos no Incra, simulação de transações imobiliárias, registros indevidos em cartórios e obtenção de financiamentos rurais com garantias baseadas em propriedades griladas.

A partir das apurações, foi deflagrada em 21 de maio a primeira fase da Imperium Fictum, que mobilizou centenas de agentes e resultou no cumprimento de 39 mandados de busca e apreensão e 9 mandados de prisão preventiva, expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Estado do Pará.

Os mandados foram cumpridos no Pará e em outros oito estados. Como mostrou a  coluna, além das prisões e buscas, a Justiça também determinou o sequestro e bloqueio de R$ 608 milhões dos investigados.

1 de junho de 2025 0 comentários
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“nao-tenho-nem-rede”,-diz-“dono”-de-terra-de-300-hectares-grilada
Notícias

“Não tenho nem rede”, diz “dono” de terra de 300 hectares grilada

por Metrópoles 1 de junho de 2025
Escrito por Metrópoles

Pessoas utilizadas como laranjas para legalizar lotes de terra da União no Pará afirmam desconhecer qualquer propriedade em seus nomes, dizem morar muito distante das propriedades e negam conhecer os grileiros presos pela Polícia Federal (PF) na operação Imperium Fictum.

“Não tenho nem rede, como é que vou ter terra?”, disse à coluna um dos laranjas usado, sem saber, em esquema de grilagem de terras públicas no Pará, cujos integrantes são investigados atualmente pela PF.

Segundo as apurações, o grupo suspeito de usurpar propriedades da União usava dados de terceiros para fraudar processos no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), dando um verniz de legalidade ao esquema. Essas pessoas, no entanto, desconheciam o esquema investigado e negam qualquer relação com os envolvidos ou com as propriedades atribuídas a elas.

De acordo com documentos da PF, as terras liberadas em nome dos laranjas eram vendidas, posteriormente, de forma fraudulenta para os responsáveis pela grilagem e pessoas ligadas a eles. A PF aponta como líder do grupo o empresário Debs Rosa, preso preventivamente.

No curso da apuração, após descobrirem o uso de laranjas, os agentes passaram a entrar em contato com essas pessoas, que negaram ser donos de qualquer propriedade rural sob suspeita. Foram identificadas pelo menos 17 pessoas colocadas nessa situação, em sua maioria pessoas idosas, e algumas com mais de 80 anos.

Laranjas

A coluna também tentou contatar essas pessoas. Delas, apenas três responderam, mas nenhuma quis se identificar. A maioria, no entanto, não respondeu ou sequer possuía um número de telefone para contato.

As vítimas que falaram com a coluna sob condição de anonimato, confirmaram não possuir qualquer terra e disseram não ter conhecimento sobre a investigação da Polícia Federal. Dois dos entrevistados também afirmaram viver em Santarém (PB), localidade a mais de 500Km do local das propriedades, em tese, legalizadas em seus nomes.

Um deles, um homem de 43 anos, quando questionado se possuía alguma terra em seu nome, disse à coluna que não tinha dinheiro nem para comprar uma rede, quem dirá adquirir uma propriedade.

“Não tenho nem rede [para deitar], como é que vou ter terra? Você tá mexendo com o cara errado”, afirmou, rindo.

Segundo informações obtidas pela PF, o homem consta como proprietário originário de uma terra de 300 hectares na Gleba Belo Monte. À coluna, ele disse que não sabe onde fica o local.

Ele também negou conhecer outros investigados na operação da PF, inclusive Debs Antônio Rosa, apontado como líder da organização.

Em outro caso, a coluna conseguiu contato com o irmão de um dos supostos laranjas, um homem de 85 anos que, segundo seu irmão, seria aposentado do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), ganhando cerca de R$ 2 mil por mês.

“Meu irmão não trabalha, é aposentado do INSS. Não sabe nem o que é propriedade rural […] Isso não tem nada a ver conosco. Não tem a mínima possibilidade. Zero”, afirmou.

De acordo com a relação de matrícula obtida pela PF, o idoso seria o proprietário original de um terreno de 84 hectares, denominado de Sítio Campo Novo, em Gleba Belo Monte, no município de Senador José Porfírio.

Contudo, quando a localidade da propriedade foi citada, o irmão do suposto laranja afirmou que vive em Santarém, cidade a quase 600 km de Senador José Porfírio. Ele também nega conhecer outros investigados.

A coluna também foi atendida pelo filho de uma mulher que teria sido usada como laranja no esquema. Segundo a PF, ela seria a proprietária original de uma terra de cerca de 100 hectares, também em Gleba Belo Monte.

Ele também afirmou que mora em Santarém, ao lado da mãe. “Eu sou CLT, minha mãe é aposentada, nunca nem saiu daqui […] Sei nem onde diabos fica isso [a cidade do Senador José Porfírio]”, disse.

Da mesma forma que os outros contatados, ele nega que a mãe seja dona da terra, nem conhece outros investigados no caso. “Minha mãe tem uma casinha aqui que meu pai deixou de herança”, afirmou. Questionado sobre a suposta venda da propriedade, ele riu. “Mas como?”, questionou.

Fases do esquema

Como mostrou a coluna, o esquema de grilagem teria pelo menos seis fases diferentes. Além da falsificação de processos no Incra, havia a etapa de inserção de dados falsos no Cadastro do Imóvel Rural, lavratura de escritura pública de compra e venda com posterior registro em cartório, transferência da matrícula e contratação de financiamento rural ou venda do imóvel grilado.

A fraude dos processos, segundo a PF,  seria apenas o início do esquema, que tinha por objetivo “criar uma aura de legalidade em torno de terras públicas usurpadas, preparando o terreno para as etapas seguintes do esquema”.

Veja abaixo o passo a passo da organização criminosa, segundo a PF:

Operação Imperium Fictum 

A investigação teve início em 2023 pela Polícia Federal em Altamira (PA). Segundo a corporação, o grupo atuava em uma rede criminosa organizada e com um modo de atuação “meticuloso”. Foram reveladas, por exemplo, “fraudes estruturadas” em cartórios de registro de imóveis.

Foram identificados o uso de documentos falsificados, registros baseados em títulos forjados e a atuação de agentes públicos e privados no esquema, que atuariam na “confecção de escrituras públicas falsas, a inserção de dados fraudulentos em sistemas cadastrais oficiais e a posterior comercialização de imóveis grilados”.

O esquema incluía ainda falsificação de processos no Incra, simulação de transações imobiliárias, registros indevidos em cartórios e obtenção de financiamentos rurais com garantias baseadas em propriedades griladas.

2 imagensCarro da PF durante operação contra fraudes fundiárias no ParáFechar modal.1 de 2

Policiais federais durante operação contra fraudes fundiárias no Pará

Reprodução2 de 2

Carro da PF durante operação contra fraudes fundiárias no Pará

Reprodução/PF

A partir das apurações, foi deflagrada em 21 de maio a primeira fase da Imperium Fictum, que mobilizou centenas de agentes e resultou no cumprimento de 39 mandados de busca e apreensão e 9 mandados de prisão preventiva, expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Estado do Pará.

Os mandados foram cumpridos no Pará e em outros sete estados, além do Distrito Federal. Como mostrou a  coluna, além das prisões e buscas, a Justiça também determinou o sequestro e bloqueio de R$ 608 milhões dos investigados.

1 de junho de 2025 0 comentários
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exclusivo:-bodycam-mostra-sargento-de-sp-matando-garota-em-abordagem
Notícias

Exclusivo: bodycam mostra sargento de SP matando garota em abordagem

por Metrópoles 1 de junho de 2025
Escrito por Metrópoles

O registro feito pela câmera corporal do sargento Thiago Guerra, quando ele matou a adolescente Victória Manielly dos Santos, de 16 anos, foi crucial para a prisão do policial militar, em janeiro deste ano, horas após o assassinato, ocorrido na noite anterior, em Guaianases, zona leste de São Paulo.

As imagens da bodycam dele, assim como de outros PMs que participaram da ocorrência, só foram integralmente anexadas aos arquivos do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) na última quarta-feira (28/5). A reportagem teve acesso aos registros do equipamento do sargento Guerra. As imagens mostram todo o desdobramento do crime (assista abaixo).

Vídeo

O sargento está preso preventivamente desde janeiro, no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte paulistana. Como mostrado pelo Metrópoles, além da Justiça comum, o Tribunal de Justiça Militar (TJM) acolheu denúncia contra ele. A defesa de Guerra não foi localizada pela reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.

Coronhada e tiro

O homicídio decorreu do disparo da arma empunhada pelo PM, quando ele a usou para dar uma coronhada na cabeça do irmão da garota, Kauê Alexandre dos Santos, 21 anos, durante uma abordagem.

Victória foi levada em estado grave ao Hospital Geral de Guaianases, onde morreu por uma hemorragia interna provocada pelo tiro que a feriu no lado direito do peito, como consta em laudo da Polícia Técnico-Científica obtido pelo Metrópoles.

7 imagensRapaz inocente foi fotografado, ao lado de infrator que confessou crimeKauê chorou durante registros oficiais feitos em delegaciaJovem testemunhou assassinato de irmãFechar modal.1 de 7

Sargento Guerra foi preso em flagrante

Reprodução/TJSP2 de 7

Rapaz inocente foi fotografado, ao lado de infrator que confessou crime

Reprodução/Polícia Civil3 de 7

Kauê chorou durante registros oficiais feitos em delegacia

Reprodução/Polícia Civil4 de 7

Jovem testemunhou assassinato de irmã

Reprodução/Polícia Civil5 de 7

6 de 7

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Arte/Metrópoles

 

Na ocasião, o sargento relatou que foi acionado para dar apoio a um assalto, no qual quatro ladrões levaram a carteira de um eletricista, por volta das 20h, quando a vítima havia desembarcado da estação Guaianases, da Linha 11-Coral da CPTM.

Um dos criminosos, de 17 anos, havia sido apreendido em flagrante, com a carteira do eletricista, nas imediações da Praça Getúlio Vargas, perto de onde Kauê trabalhava em uma adega. No comércio, estava acompanhado da mãe e da irmã Victória, além de amigos, após o término de seu expediente.

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Ao perceberem a perseguição policial que ocorria a pé, os dois irmãos ficaram curiosos e saíram da adega. Assim que os avistou, o sargento Guerra correu em direção a eles.

Em seu relato, o PM afirmou que os dois estavam correndo, fugindo, insinuando que estariam supostamente envolvidos no assalto. Quando se aproximou de Kauê, o sargento afirmou que o rapaz deu um tapa em sua mão, fazendo com que a pistola disparasse, atingindo a jovem no peito.

O menor infrator apreendido confessou o crime, acrescentando que Kauê não tinha nenhum envolvimento no caso.

Desmentido pela bodycam

Em seu relato, Kauê conta que estava na adega, após o serviço, acompanhado de parentes e amigos. Acrescentou que saiu do estabelecimento, junto da irmã, para conferir a movimentação policial na praça, quando foi abordado pelo sargento Guerra. O policial discutiu com o jovem, o agarrou pela gola da camisa e aplicou um golpe na cabeça, usando a coronha de uma pistola calibre .40, que disparou e atingiu Victória.

A versão de Kauê foi referendada após a Polícia Civil – enquanto registrava a ocorrência – ter acesso à câmera corporal usada pelo sargento. Com isso, ele passou da condição de testemunha do caso para indiciado por homicídio, crime pelo qual foi preso em flagrante, no mesmo dia.

A prisão do PM foi convertida para preventiva, ou seja, por tempo indeterminado. Apesar de todos os esforços da defesa para que ele respondesse ao caso em liberdade, o sargento segue atrás das grades.

Os advogados recorreram ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas não conseguiram reverter a prisão do sargento.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que as investigações da Polícia Civil, bem como da Corregedoria da PM, já foram concluídas e encaminhadas à Justiça, “inclusive com as imagens registradas pela câmera corporal do agente”.

1 de junho de 2025 0 comentários
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unb:-alunos-se-dizem-ameacados-por-colegas-apos-denunciarem-barulho
Notícias

UnB: alunos se dizem ameaçados por colegas após denunciarem barulho

por Metrópoles 1 de junho de 2025
Escrito por Metrópoles

Depois de o Metrópoles publicar reportagens sobre denúncias de uma série de violências que envolvem assédio moral e discriminação entre alunos moradores da Casa do Estudante Universitário (CEU), da Universidade de Brasília (UnB), e após a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) ser acionada para uma ocorrência de perturbação do sossego no local, a convivência entre grupos de pessoas que residem na moradia estudantil se tornou insustentável.

O último episódio aconteceu em 21 de abril. A estudante que mora na CEU, Mcmillan Gutierres, 43 anos, teria se incomodado com o barulho promovido por outros alunos e também moradores no local. Foi ela quem acionou a polícia na ocasião. Os envolvidos foram conduzidos à 5ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) para as providências cabíveis.

Nos dias seguintes, com a repercussão do caso, envolvidos na situação se reuniram em um panelaço embaixo da janela da casa onde a estudante mora. O grupo alega violência policial e perseguição por parte da mulher.

“Minha filha que também é graduanda e mora comigo na CEU foi agredida fisicamente. Ficamos com medo de sair de casa sozinhas para não sofrer mais retaliação. Nós percebemos que a universidade se diz um ambiente democrático, mas não é. Percebemos que toda essa perseguição, toda essa hostilidade vem do fato de exercemos direitos básicos”, afirmou Mcmillan.

Depois, o grupo promoveu um abaixo-assinado para a retirada dos alunos da Casa do Estudante. Cerca de 10 dias depois da situação, além de Mcmillan, outros cinco alunos — Breno Alisson Ramalho da Silva Torquato, 24, Bianca Gutierres Veloso, 21, Irislane Brenda Torres Sales, 21, Iago Dourado do Nascimento, 21, e outra pessoa que preferiu não ser identificada — se complicou. Todos foram transferidos provisoriamente para um apartamento de trânsito na área conhecida como Colina da UnB.

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Inicialmente, eles ficariam no apartamento por 15 dias e solicitaram a prorrogação do prazo, por questões de segurança. O prazo vence nesta segunda-feira (2/6).

Agora, com diversas denúncias de ataques sistemáticos — incluindo intimidação, exclusão, assédio coletivo, violência psicológica e agressões físicas com insultos racistas — protocoladas formalmente à reitoria da UnB, bem como à Câmara dos Deputados, ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Ministério Público Federal (MPF) e Defensoria Pública da União (DPU), entre outros órgãos, os estudantes temem ter que retornar à CEU, já que se sentem ameaçados e hostilizados no ambiente.

Mandado de segurança

Ainda, nesta segunda-feira, o grupo de transferidos pretende reunir-se com um defensor público para oficializar mandado de segurança contra a UnB para que consigam permanecer na Colina.

“Nós ainda vamos entrar com o mandado de segurança para garantir a nossa segurança, por meio da permanência no apartamento fora da Casa do Estudante, que a UnB quer que nós retornemos para lá na segunda-feira, mas nós não nos sentimos seguros, até porque a universidade não fez nada em relação à situação lá. O mandado de segurança protege o direito líquido e certo, é aquele direito que não tem dúvida. Que está comprovado por meio de documentos”, comentou Breno Torquato, um dos lados que está atualmente na Colina.

Segundo as denúncias dos alunos, até o momento, nenhuma medida foi adotada pela instituição para a resolução do problema e as retaliações e difamações em grupos de WhatsApp se intensificaram.

A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência (CPD) da Câmara dos Deputados, também enviou ofício para a UnB, manifestando preocupação diante de denúncia recebida e solicitou informações sobre o caso apresentado, bem como sobre as providências que estão sendo tomadas pela universidade em relação ao aluno Breno Torquato que é diagnosticado com transtorno do espectro autista.

O outro lado

Em nota, a UnB disse que acompanha com atenção a situação CEU e diz que tem adotado medidas para assegurar o bem-estar da comunidade estudantil e a apuração responsável dos fatos. “Foram instaurados procedimentos administrativos para investigar as denúncias, conforme as normativas da instituição, e ações de apoio psicológico e de mediação de conflitos foram ofertadas”, disse.

Ainda em nota, a universidade diz que “segue colaborando com os órgãos competentes e permanece à disposição para prestar os esclarecimentos necessários”, finalizou.

1 de junho de 2025 0 comentários
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Notícias

Filho de ex-diretor do INSS movimentou R$ 10 milhões no auge da farra

por Metrópoles 1 de junho de 2025
Escrito por Metrópoles

Suspeito de receber propina dos operadores das fraudes contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em nome de seu pai, o advogado Eric Douglas Martins Fidelis, filho do ex-diretor de Benefícios do órgão André Fidelis, movimentou R$ 10,4 milhões em transações financeiras suspeitas entre 2023 e 2024, no auge da farra dos descontos indevidos revelada pelo Metrópoles.

Os valores constam dos relatórios de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) anexados ao inquérito da Policia Federal (PF) que investiga o esquema bilionário de desvio de dinheiro de aposentados do INSS. Tanto Fidelis quanto o filho Eric (foto em destaque) foram alvos da Operação Sem Desconto, deflagrada em abril.

11 imagensMotos importadas apreendidas na casa do Careca do INSSMala de dinheiro apreendida em apartamento do Careca do INSSPolícia Federal deflagrou operação por fraudes no INSSPF cumpriu 211 mandados de busca e apreensão e 6 de prisão na Operação Sem DescontoCarlos Lupi pediu demissão do Ministério da Previdência 9 dias após operação da PF contra farra do INSSFechar modal.1 de 11

Carros de luxo apreendidos com o Careca do INSS

Reprodução/PF2 de 11

Motos importadas apreendidas na casa do Careca do INSS

Reprodução/PF3 de 11

Mala de dinheiro apreendida em apartamento do Careca do INSS

Reprodução/PF4 de 11

Polícia Federal deflagrou operação por fraudes no INSS

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto5 de 11

PF cumpriu 211 mandados de busca e apreensão e 6 de prisão na Operação Sem Desconto

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Carlos Lupi pediu demissão do Ministério da Previdência 9 dias após operação da PF contra farra do INSS

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto7 de 11

PF aponta três operadores da farra dos descontos contra aposentados, entre eles o ”Careca do INSS” (ao centro)

Reprodução8 de 11

Jorge Messias, chefe da AGU

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto9 de 11

Vinícius Carvalho, chefe da CGU

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto10 de 11

Novo chefe da Previdência

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto11 de 11

“Ninguém é autorizado a falar em nome do INSS”, enfatizou o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Segundo a investigação, o ex-diretor André Fidelis, que foi demitido em julho do ano passado após série de reportagens do Metrópoles, era o canal que as entidades suspeitas tinham para conseguir os Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) com o INSS que permitiam os descontos de mensalidade associativa direto na folha de pagamento dos aposentados. Entre 2023 e março de 2024, ele assinou 14 acordos.

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Operações suspeitas

  • A PF diz que as comunicações financeiras destacadas na investigação não informam todas as transações, apenas as operações “com indícios de serem ocorrências de lavagem de dinheiro ou outro ilícito no período informado”.
  • Eric Fidelis tem um escritório de advocacia especializado em direito previdenciário que teva relações com entidades associativas e atuou em ações contra o INSS. A banca foi alvo de busca e apreensão no último dia 23 de abril, durante a Operação Sem Desconto.
  • O filho do ex-diretor do INSS declarou possuir renda de R$ 13,3 mil, mas registrou movimentações milionárias no período da farra dos descontos indevidos.
  • Segundo a PF, Eric recebeu R$ 5,1 milhões de intermediários relacionados às entidades associativas, como o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Do total, R$ 3,7 milhões foram por meio do escritório de advocacia.
  • Outra transferência suspeita envolveu o escritório de Cecília Rodrigues Mota. Ela enviou mais de R$ 520 mil para a banca do filho do ex-diretor INSS entre novembro de 2023 e abril de 2024.
  • Advogada e servidora federal aposentada, Cecília movimentou, segundo a PF, cerca de R$ 14 milhões e já foi presidente de entidades associativas ligadas à farra do INSS.

Segundo a PF, “a trilha financeira” envolvendo o filho do ex-diretor do INSS “apresenta mais indícios de fluxo irregular de recursos”. Os investigadores destacam que, “estranhamente”, o advogado transferiu de volta para seu escritório o valor de R$ 1,6 milhão entre fevereiro de 2023 e março de 2024.

“Esse movimento de recursos de volta ao escritório sugere um possível ciclo de lavagem de dinheiro, no qual os valores recebidos podem estar sendo redirecionados para camuflar a verdadeira origem dos recursos. Esse comportamento, somado às ligações com associações de aposentados envolvidas em fraudes e com movimentações suspeitas de grandes quantias, reforça as suspeitas de irregularidades financeiras e desvios de dinheiro”, afirma a PF.

A reportagem não conseguiu contato com as defesas de André e Eric Fidelis. O espaço segue aberto para manifestações.

1 de junho de 2025 0 comentários
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Notícias

Cacau Show: parque de diversões de CEO avança ao custo de R$ 2 bilhões

por Metrópoles 1 de junho de 2025
Escrito por Metrópoles

Indiferente aos milhares de processos judiciais e relatos de franqueados que perderam tudo, o fundador e CEO Alexandre Tadeu da Costa, conhecido como Alê Costa, está erguendo, no interior de São Paulo, o que promete ser o maior parque de diversões do país.

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    Cacau Show: franqueados afirmam que rede funciona como “seita”

Ao custo de R$ 2 bilhões, o megraempreendimento foi batizado de Cacau Park. O projeto é uma ode à Alê Costa e à rede criada por ele, que hoje conta com mais de quatro mil unidades espalhadas em todo o Brasil.

Os carrinhos de bate-bate, por exemplo, são Fuscas azuis modelo 1988. Uma referência ao primeiro veículo que Alê teria usado para vender chocolates (confira imagens na galeria abaixo). O projeto ainda promete a montanha-russa mais rápida da América Latina e espaços dedicados aos produtos mais conhecidos da Cacau Show.

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Divulgação

Desde que anunciou o projeto, em 2024, Alê Costa incorporou ao guarda-roupa itens que fazem referência ao icônico personagem Willy Wonka. Assim como o excêntrico industrial chocolateiro criado nos anos 1960 pelo escritor britânico Roald Dahl, Alê Costa usa cartola, trajes escuros de veludo e bengala.

Funcionários e ex-funcionários que trabalham diretamente no projeto e construção do parque de diversões afirmaram à coluna que o CEO da Cacau Show tem pressa. Tanta pressa que os colaboradores são submetidos a rotinas exaustivas, com intensa pressão para a conclusão de etapas, muitas vezes, a despeito da qualidade e da segurança das futuras instalações. Há, também, relatos de descumprimento de contratos e direitos trabalhistas.

“Rastro de pessoas quebradas”

Como mostrou a coluna, são muitas as histórias parecidas. E elas começam com o encantamento, a “magia” da maior franquia de chocolates do país, a expectativa de um bom negócio, a empolgação com a realização de um sonho.

Até que chegam as primeiras cobranças, taxas e multas que não haviam sido mencionadas lá no início. Aditamentos do contrato, novos preços pelos produtos. Para continuarem funcionando, os franqueados encomendam mais produtos, na expectativa de vender mais e ter lucro. Surgem dívidas impagáveis com a franqueadora, avalizadas com bens como casas e carros do franqueados. É quando começa o pesadelo.

A coluna ouviu relatos de dezenas de franqueados. A maioria opta pelo anonimato por causa do medo. Além das retaliações, eles devem para a Cacau Show. Não conseguem sair sem assumir dívidas mirabolantes ou abrirem mão dos bens que foram dados como garantia. O contrato prevê, ainda, a interferência da Cacau Show na venda das lojas falidas, avaliando os compradores que passam a ser, também, franqueados da rede.

Dona Irene Angelis, ex-franqueada há quase uma década, vê um ciclo. “A sensação que eu tenho é que quanto mais franqueado quebrar, mais loja ele vai repassar, vai ganhar taxa de franquia, vai ganhar juros. Virou uma indústria. E ele lucra com tudo. Ficou bilionário deixando um rastro de pessoas quebradas”, revela dona Irene, que chegou a ter seis lojas da rede.

“É um rastro de gente doente, gente que perdeu a casa, que não consegue dormir, gente que não dorme, gente com problemas psicológicos”, completa. Dona Irene conta que ficou doente, desenvolveu síndrome do pânico e insuficiência cardíaca. Perdeu R$ 3 milhões.

“Quando você entra, quando você assina os contratos, é um mar de rosas. Depois, o contrato vai mudando, vai fazendo aditamento. E você já está amarrado, não tem como pular fora. Não tem essa de não tá bom, sai. Você já colocou o seu dinheiro”, relata.

“Vai benzer”

Quando o mundo mágico oferecido aos franqueados começa a ruir, muitos procuram ajuda, mas, ao invés de planos de negócios, apoio ou qualquer ajuda realmente útil, escutam discursos motivacionais. Uma franqueada conta que procurou a consultora que atendia a loja e escutou que “precisava se benzer”. “Ela insinuou que era só comigo”, lembra.

A franqueada conta que procurou cursos de formação antes de realizar o sonho de montar uma loja da Cacau Show. Peguei minhas economias, investi no sonho de ter uma loja. E, depois de três anos trabalhando feito louca, sem folga, sem férias, sem passar Natal nem Páscoa com a minha família, saí cheia de dívidas, muito abalada emocional e psicologicamente”, relata.

“Morta-viva”

“Perdi a vontade de viver, me sinto uma morta-viva”, conta uma franqueada que ainda tenta se desfazer da loja montada por ela. “Sonhei por muito tempo, envolvi toda a minha família, todo mundo ajudou. Quando as coisas começaram a dar errado, eu não aceitei, insisti, achei que, me dedicando mais, eu viraria o jogo”, pontua.

“Eu sentia que o problema era eu, já que via tantos casos de sucesso. Fui ficando doente e me endividando”, lembra. Ela conta ter uma dívida de R$ 750 mil e diz não saber como irá quitá-la. “Não sei como reagir, sinto medo e vergonha.”

Enchente

A comoção em todo o país por causa das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 não fez a Cacau Show mudar qualquer regra ou cobrança. Após ver sua loja destruída, uma franqueada procurou ajuda e recebeu cobranças.

“A água foi até o teto. Montanhas de chocolates, móveis, eletrônicos, eletrodomésticos, louças. Tudo foi pela sarjeta”, conta. “Ao invés de qualquer apoio, recebi ligações de consultores questionando o motivo de a loja estar fechada, sem vendas.”

Ela precisou pagar pelos produtos destruídos. “A pior parte foi a cobrança de toda a mercadoria perdida, com royalties, taxas. Não isentaram o pagamento de nada, nem um desconto”, revela. Ao tentar sair, ela pediu ajuda novamente, tentou negociar a dívida. Ouviu outro não.

“Essa franquia é desumana, fora as perdas financeiras, tem a perda da saúde mental e física”, ressalta. “Pra mim, é praticamente uma pirâmide, uma organização criminosa, contam sempre com o fluxo de novos franqueados ingressando na rede. O produto e o cuidado com ele são o que menos importa. O negócio é cobrar taxas e mais taxas, multas… e assim eles vão extorquindo os desavisados. E por precisarem deste fluxo de gente nova entrando, pregam a cultura do medo, do silêncio, da mordaça, ninguém pode falar mal, ir contra eles, para não contaminar os novos”, afirma.

Seita

A coluna mostrou que franqueados da Cacau Show relatam o clima de “seita” dentro da maior rede de franquias do Brasil, com punições para quem questiona as normas e práticas da empresa. Quem comanda boa parte dos momentos devocionais é Alexandre Tadeu da Costa, conhecido como Alê Costa, fundador e CEO da Cacau Show – que hoje conta com mais de 4 mil unidades espalhadas em todo o país.

A realidade de parte deles, no entanto, é bem diferente da apresentada por Alê Costa nas redes sociais e em entrevistas em programas especializados de negócios. Franqueados relatam, por exemplo, que, ao reclamarem de problemas, como cobranças ou mudanças no valor dos produtos, passaram a ser perseguidos. Uma das retaliações era a disponibilização de chocolates com validade prestes a expirar, bem como produtos encalhados, com pouca saída, para venda. Essa situação, muitas vezes, inviabiliza o funcionamento das franquias e leva os empresários a fecharem as portas.

“É inequívoco que a política interna da demandada [Cacau Show] afronta o princípio constitucional da liberdade profissional, porquanto, a restrição de crédito para fornecimento exclusivo de produtos, instrumento essencial da atividade econômica, sob a alegação de existência de litígios judiciais entre franqueado e franqueadora, não está amparada em motivo idôneo e constitui mero revanchismo, uso arbitrário das próprias razões por via transversa, cuja finalidade não é outra senão inibir o legítimo direito constitucional de ação dos demandantes [franqueados], o que também viola o princípio constitucional da inafastabilidade da jurisdição”, apontou o juiz Julio Roberto dos Reis.

Insatisfeitos, franqueados criaram um perfil em uma rede social para compartilhar relatos. A página foi batizada de “Doce Amargura”. A responsável, que ainda é franqueada, optou por um pseudônimo, devido ao medo de novas retaliações. Ela, no entanto, foi surpreendida por uma visita do vice-presidente da Cacau Show, Túlio Freitas. A loja dela, no interior de São Paulo, fica a mais de 600 km da sede da empresa. Segundo a empresária, o vice-presidente a perguntou “o que era preciso” para que ela parasse. Agora, a mulher tenta, judicialmente, rescindir o contrato com a Cacau Show.

Após a publicação do texto, a Cacau Show afirmou, por meio de nota, que “não reconhece as alegações apresentadas pelo perfil Doce Amargura em redes sociais. “Somos uma marca construída com base na confiança mútua, no respeito e na conexão genuína com nossos franqueados”, diz o comunicado.

“Cada experiência é única e pessoal. Prezamos por relações próximas, transparentes e sempre pautadas pelo diálogo — pilares que sustentam nosso crescimento conjunto e tornam possível a construção de uma jornada empreendedora repleta de conquistas e momentos especiais.”

O texto também afirma que “o diretor comercial, Túlio Freitas, realiza visitas às lojas como parte de suas atribuições, com o objetivo de fortalecer o relacionamento com os franqueados e entender as necessidades do negócio”. “Essas visitas são realizadas de forma profissional e não têm qualquer relação com o perfil mencionado.”

“Não compactuamos com qualquer conduta que contrarie esses valores. Seguimos firmes em nosso propósito: vivemos para, juntos, tocar a vida das pessoas, compartilhando momentos especiais”, encerra a nota.

1 de junho de 2025 0 comentários
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Notícias

LAFC bate o América-MEX e enfrentará o Flamengo no Mundial de Clubes

por Metrópoles 1 de junho de 2025
Escrito por Metrópoles

O LAFC é o último classificado para o Mundial de Clubes. Em Los Angeles, a equipe americana venceu o América-MEX, por 2 x 1, e garantiu a vaga na competição da Fifa. Brian Rodríguez, de pênalti, marcou o gol do time mexicano. Igor Jesus e Bouanga viraram para o Galaxy. Os Falcons entram para a chave D da competição e irão enfrentar o Flamengo na fase de grupos.

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Além do LAFC e do Flamengo, a chave D do Mundial também conta com Chelsea e Espérance. A definição tardia do último classificado acontece por conta da expulsão do León (MEX), que foi impedido de participar do Mundial por ser do mesmo acionista que o Pachuca, integrante do Grupo H.

O jogo

O LAFC venceu o América do México na prorrogação, de virada, após duelo emocionante em Los Anageles. O time mexicano foi quem marcou o primeiro gol do duelo, com Brian Rodríguez, de pênalti.

A equipe americana perdia o jogo, e a vaga no Mundial, até os 43 minutos do segundo tempo, quando o ex-Flamengo Igor Jesus marcou para igualar o placar e manter a equipe americana na partida. Na prorrogação, Bouanga anotou o gol decisivo, que levou o LAFC para o Mundial de Clubes.

Veja o gol de Igor Jesus:

IGOR. JESUS. pic.twitter.com/Lne3bWbfLf

— LÁFC (@SomosLAFC) June 1, 2025

O LAFC estreia na competição diante do Chelsea, favorito da chave D. O duelo acontece no dia 16 de junho, às 16h (de Brasília). Já o Flamengo enfrenta o time americano na última rodada da fase de grupos, no dia 24 de junho, às 22h (de Brasília).

 

1 de junho de 2025 0 comentários
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Notícias

Corintianos fazem “corredor verde” com árvores até o Itaquerão

por Metrópoles 1 de junho de 2025
Escrito por Metrópoles

A zona leste de São Paulo enfrenta um déficit alarmante de áreas verdes. Como uma medida de combate às desigualdades socioambientais, torcedores do Corinthians se uniram em um propósito que vai muito além do futebol: plantar árvores. Trata-se de uma medida coletiva para oferecer mais qualidade de vida aos frequentadores e moradores da região.

Neste domingo (1º/6), ocorrerá a estreia do Corredor Ecológico Corinthiano. A ação começará na Praça do Elefante, no bairro Arthur Alvim, até a Arena Corinthians. Ao longo deste ano, com o objetivo inicial de cultivar mais de mil mudas, haverá outras três edições, em agosto, outubro e novembro.

3 imagensHaverá quatro mutirões ao longo de 2025A ideia é arborizar o entorno da Arena Corinthians e proporcionar mais qualidade de vida na zona lesteFechar modal.1 de 3

A primeira edição do Corredor Ecológico Corinthiano ocorrerá neste domingo (1º/6)

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Haverá quatro mutirões ao longo de 2025

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A ideia é arborizar o entorno da Arena Corinthians e proporcionar mais qualidade de vida na zona leste

@corredorecologicocorinthiano/Instagram/Reprodução

Corredor Ecológico Corinthiano: plantio de árvores

Um dos organizadores da iniciativa, o antropólogo e mestre em ciências ambientais Marco Antônio Dalama, de 44 anos, destaca que a ideia surgiu de forma coletiva. “O espaço em torno da Arena Corinthians, do Itaquerão ali, é muito quente, muito árido em dias de sol, nem necessariamente só no verão. Até um dia de outono, com bastante sol, você sente aquela aridez, aquela quentura de um lugar com muito asfalto, com muito concreto, aí começou a circular que precisava ter uma arborização nesse local, nessa região, para que se tornasse um lugar mais agradável”, explica.

A partir de conversas, houve a movimentação de mais corintianos e entidades. Atualmente, o corredor ecológico tem apoios de grupos como Coletivo Democracia Corinthiana, Gaviões da Fiel, Pavilhão Nove, Onze Futebol Clube da Cohab 1, Coringão Antifa, Coalizão Pelo Clima, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MTST), Central Única dos Trabalhadores de São Paulo (CUT-SP), Avançar Resoluto e Marcha Pelo Clima, assim como as unidades de Itaquera e Penha do Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Cades).

Segundo a organização, a proposta de ressignificação do espaço também está alinhada com a história do Corinthians. “O futebol desperta paixões e desperta a energia popular que a gente pode aproveitar. O Corinthians é um time fundado por operários anarquistas, anarcosindicalistas; sempre muito atrelado às lutas populares, muito ligado às questões sociais, políticas, econômicas da classe oprimida: os negros, os trabalhadores, os pobres”, enfatiza Dalama.

“A gente mobiliza esse poder popular, ligado ao clube, ligado à torcida, a fiel torcida corintiana, para esse tipo de fim. É importante mobilizar essa energia popular para causas ambientais, sociais, causas gentis com nosso planeta, com vistas a um planeta ecologicamente mais correto, socialmente mais justo, economicamente viável, culturalmente aceitável”, completa o idealizador.

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Além do plantio de árvores, o intuito é que haja outras resoluções e até incentivo ao poder público em prol de mais segurança e infraestrutura na zona leste, como melhoria na iluminação e instalação de lixeiras.

Pulguinha, representante da Gaviões da Fiel, apontou em comunicado que, a longo prazo, também será preciso sustentar o propósito. “Iremos trabalhar a conscientização dos torcedores para mantermos esses acessos aos estádios mais limpos. Para isso acontecer, dependerá da atitude individual de cada um, participação dos órgãos competentes da prefeitura, do próprio Corinthians e da comunidade.”

1 de junho de 2025 0 comentários
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Cotidiano

Lei que autoriza uso da Bíblia nas escolas de Belo Horizonte entra em vigor

por Marina Pinheiro, Agência ContilNet 31 de maio de 2025
Escrito por Marina Pinheiro, Agência ContilNet

A lei que permite o uso da Bíblia como material de apoio em escolas públicas e privadas de Belo Horizonte entrou em vigor na última quinta-feira (29). A proposta levantou um debate sobre a laicidade do Estado durante a tramitação na Câmara Municipal e não é consenso entre as instituições de ensino.

Enquanto escolas privadas cristãs já usam a Bíblia dentro de suas propostas pedagógicas, há instituições contrárias à aplicação do livro sagrado dos cristãos no ensino e que não pretendem utilizá-lo. O governo estadual de Minas Gerais, por meio de nota, afirmou considerar o uso de livros religiosos nas escolas “proselitismo”, termo que se refere à tentativa de convencer alguém de sua crença ou ideologia política.

Lei que autoriza uso da Bíblia nas escolas de Belo Horizonte entra em vigor. Foto: Reprodução

A lei sancionada nesta semana permite a utilização de histórias bíblicas como recurso paradidático para aprendizagem de conteúdos culturais, históricos, geográficos e arqueológicos, vinculados a projetos escolares. No entanto, não torna obrigatório o uso da Bíblia nas escolas e prevê participação facultativa dos alunos nas atividades que usem o livro.

Escolas estaduais

A Secretaria de Educação de Minas Gerais (SEE-MG), responsável pelas escolas públicas estaduais, informou em nota que segue os princípios estabelecidos na Constituição Federal, que garante o Estado laico e veda a vinculação entre o poder público e quaisquer cultos ou igrejas.

“A utilização de materiais religiosos nas escolas, fora do escopo pedagógico definido, pode configurar proselitismo religioso, contrariando os princípios de neutralidade, pluralismo de ideias e liberdade de consciência”, afirmou a pasta.

Ainda conforme o governo do estado, para a disciplina de ensino religioso, a secretaria disponibiliza materiais pedagógicos específicos por meio dos Cadernos Mapa (Material de Apoio Pedagógico para Aprendizagem), que têm como base o Currículo Referência de Minas Gerais (CRMG).

“Esses materiais visam promover o respeito à diversidade, a valorização das práticas culturais e sociais e o desenvolvimento de competências de forma inclusiva e plural”, completou a SEE.

Escolas municipais

A Secretaria Municipal de Educação (Smed) não se posicionou sobre a possibilidade de aplicação da nova legislação nas escolas da capital mineira.

Rede particular

Entre as escolas particulares, a adesão ao uso da Bíblia como material complementar não é unânime.

Para a Rede Coleguium, a diversidade religiosa é um valor que deve ser respeitado em sua pluralidade e, por isso, a obra cristã não é utilizada como recurso paradidático nas práticas pedagógicas.

“Acreditamos que a abordagem de textos religiosos, incluindo a Bíblia, deve ocorrer no âmbito familiar, onde cada família tem autonomia para transmitir suas crenças e valores, respeitando os dogmas e tradições de sua fé”, destacou a instituição.

Ainda conforme a escola, a proposta educativa leva em consideração princípios de inclusão, respeito à diversidade e formação crítica dos estudantes, com o propósito de garantir um ambiente acolhedor e plural para todos os membros da comunidade escolar.

Escola evangélica já usa Bíblia

Na Rede Batista de Educação, que se denomina confessional evangélico, a obra religiosa já está inserida no cotidiano dos estudantes como recurso pedagógico desde o maternal. Segundo o colégio, o objetivo é inspirar “atitudes e reflexões baseadas nas virtudes capazes de transformar o caráter do ser humano”.

Durante as aulas, as histórias bíblicas são abordadas com a intenção de desenvolver nos alunos o senso crítico, a empatia e a responsabilidade social.

“Como escola confessional cristã evangélica, seguimos firmes na missão de educar para a transformação não só acadêmica, pois temos o compromisso de formar cidadãos éticos e empáticos”, declarou a Rede Batista de Educação.

Bíblia nas atividades de formação espiritual católica

O mesmo acontece no Colégio Escolápio São Miguel, no bairro Nova Floresta. Por ser uma instituição confessional católica, a escola já integra a Bíblia em atividades de formação espiritual e no ensino religioso, que se baseiam em princípios e valores do catolicismo.

“Isso significa que, além do ensino regular, buscamos promover uma educação que una o conhecimento acadêmico à vivência da fé e à formação espiritual dos nossos alunos”, disse o colégio.

Em relação à nova lei, no entanto, a instituição informou que o tema ainda será debatido internamente pela direção e os professores, respeitando todas as legislações, as diretrizes do Ministério da Educação (MEC) e o Currículo Nacional da Educação Básica.

Votação polêmica

A nova lei foi sancionada pelo presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Juliano Lopes (Podemos), porque o prefeito Álvaro Damião (União Brasil) não se manifestou dentro do prazo previsto. Procurada, a prefeitura não se manifestou.

De acordo com o texto, as histórias bíblicas podem ser usadas como recurso paradidático para apoio a conteúdos culturais, históricos, geográficos e arqueológicos, vinculados a projetos escolares de ensino.

Durante a tramitação na Câmara Municipal de Belo Horizonte, a proposta levantou um debate sobre a laicidade do Estado e as implicações da obra no ensino pedagógico.

De um lado, a autora da proposta, Flávia Borja (DC), argumentou que o a mudança na legislação municipal permite aos professores abordar histórias de civilizações antigas, como Israel e Babilônia, que não se encontram em outras fontes, além de trabalhar com diferentes gêneros literários, como crônica, poesia e parábola.

Do outro, parlamentares alegaram que a medida fere o princípio do Estado laico. Pedro Patrus (PT) apresentou uma emenda proibindo a conotação religiosa da abordagem, mas ela foi rejeitada pela maioria.

Os vereadores contrários ainda afirmaram haver possibilidade de constrangimento de alunos que seguem outras vertentes religiosas ou vêm de famílias ateias.

O que dizem especialistas?

Para o filósofo Carlos Roberto Jamil Cury, professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) e especialista em Políticas Educacionais, Direito e Educação, o primeiro ponto a ser considerado na análise do projeto é quem tem a competência para atribuir determinadas disciplinas e conteúdos nas escolas — neste caso, a União.

Ainda de acordo com o especialista, o artigo 210 da Constituição Federal prevê a responsabilidade do Estado para o ensino fundamental, incluindo a fixação de conteúdos mínimos e a oferta de ensino religioso, de matrícula facultativa.

“Olhando desse ponto de vista, estamos multiplicando meios para o mesmo fim. Primeiro, a Câmara Municipal não tem competência para isso, não tem atribuição legal e duplica meios para o mesmo fim, porque o ensino religioso já tem a matrícula facultativa, ou seja, não obrigatória, definida pela Constituição”, explicou o professor.

Em relação à perspectiva pedagógica, a laicidade brasileira já permite trabalhar em sala de aula o respeito a todas as religiões, sem o privilégio de uma em detrimento da outra, conforme Cury.

Para o professor e doutor em direito constitucional Alexandre Bahia, da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o projeto vai de encontro ao artigo 19 da Constituição Federal, que aborda a separação entre o poder público e a religião.

“O Estado não pode nem subvencionar nem discriminar nenhuma religião. O que me parece é que essa lei privilegia uma religião, a cristã, que tem várias vertentes, e exclui as demais”, disse.

31 de maio de 2025 0 comentários
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Polícia

Policiais são suspeitos de formar milícia para proteger garimpo em Rondônia

por Marina Pinheiro, Agência ContilNet 31 de maio de 2025
Escrito por Marina Pinheiro, Agência ContilNet

Policiais militares e penais são suspeitos de atuar como milicianos em um esquema ilegal de segurança armada em áreas de garimpo no distrito de Bom Futuro, em Ariquemes (RO). Caso começou a ser investigado após o homicídio de um adolescente na região.

Garimpo Bom Futuro — Foto: 190 Urgente/Reprodução

Uma operação foi realizada nesta sexta-feira (30), para cumprir mandados de busca e apreensão contra suspeitos de envolvimento no assassinato. Um dos investigados foi preso.

De acordo com as investigações, há indícios de que policiais militares e penais, tanto da ativa quanto da reserva, oferecem proteção armada para o garimpo de forma clandestina. A Polícia Civil aponta que o grupo seria liderado por um policial militar da reserva.

A polícia acredita que a morte de um adolescente no distrito de Bom Futuro esteja relacionado com o esquema ilegal de segurança.

No local do garimpo, foram encontradas armas de fogo e munições irregulares. Durante as apreensões, os agentes informaram que reuniram provas importantes que devem ajudar a esclarecer o homicídio e aprofundar as investigações sobre o envolvimento de agentes públicos no esquema.

31 de maio de 2025 0 comentários
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Polícia

“Narcocultura”: caso de Poze do Rodo reascende debate sobre limites entre arte e apologia ao crime

por Marina Pinheiro, Agência ContilNet 31 de maio de 2025
Escrito por Marina Pinheiro, Agência ContilNet

A prisão de MC Poze do Rodo na última quinta-feira (29), no Rio de Janeiro, reascendeu um antigo debate: quais os limites entre a arte e a apologia ao crime?

caso de Poze do Rodo reascende debate sobre limites entre arte e apologia ao crime. Foto: Reprodução

Conhecido por suas letras que fazem menção à maior facção criminosa do estado, o Comando Vermelho, o funkeiro também costuma realizar shows em áreas dominadas pelo grupo, usando inclusive, segundo a polícia do Rio, criminosos como seguranças.

Na avaliação do secretário da Polícia Civil do Estado, Felipe Curi, as composições de Poze do Rodo são “mais perigosas que tiros de fuzil”.

“Ele transformou a música num instrumento de dominação, divulgação e disseminação da ideologia e da narcocultura da facção criminosa, com o Comando Vermelho. Ele dissemina, nas suas letras, que o crime é uma necessidade social. Então, ele cria essa narrativa”, defendeu o secretário.

No Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste do Rio, o funkeiro pode decidir em qual ala ficaria preso. Poze do Rodo escolheu a que abriga detentos ligados à facção. O funkeiro, que também é suspeito de ligação com o Comando Vermelho, alega perseguição.

Outros cantores de funk que fazem shows em comunidades cariocas também estão na mira da Polícia Civil. Entre eles, estão Oruam, Orochi e Mc Cabelinho. Todos eles também são investigados por apologia ao crime.

Para a socióloga e especialista em segurança Carolina Grillo, é preciso separar o artista da obra que ele cria e entender o contexto social que dá origem às letras do funk.

“É importante entender que ele está falando a partir de uma experiência, de uma experiência que é compartilhada, vivida por muitos jovens de favelas e periferias e que, por isso, as suas músicas fazem tanto sucesso, porque elas expressam um tipo de experiência, uma realidade, e elas comunicam isso amplamente”, explica a especialista.

O antropólogo e ex-oficial do Batalhão de Operações do Rio de Janeiro Paulo Storani discorda. “Utilizam os bailes funk para a venda de drogas, principalmente nas comunidades. A corrupção do funk é quando esse ritmo e as letras passaram a ser utilizadas como um reforço para determinados comportamentos que contrariam a convivência pacífica, harmoniosa na sociedade. Principalmente, quando elas evidenciam alguns comportamentos criminosos, no caso, o narcotráfico ou qualquer outra manifestação criminosa, como esses MCs vêm fazendo rotineiramente, uma apologia dessa atividade criminosa”, ele argumenta.

31 de maio de 2025 0 comentários
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Destaque 2Cotidiano

Crise de combustível na Bolívia afeta abastecimento em cidade fronteiriça com o Acre

por Marina Pinheiro, Agência ContilNet 31 de maio de 2025
Escrito por Marina Pinheiro, Agência ContilNet

A crise de combustível na Bolívia tem se intensificado nos últimos dias, causando bloqueio e protestos da população por causa da escassez destes produtos.

Crise de combustível na Bolívia afeta abastecimento em cidade fronteiriça com o Acre. Foto: Reprodução/oaltoacre

Neste sábado (31), o descontentamento atingiu o ápice com manifestação de espalhando em todo o país, que enfrentam meses de fila intermináveis em busca de gasolina e diesel.

Na cidade fronteiriça com o Acre, Cobija, a falta de combustível tem paralisado o transporte, afeta a economia e compromete o dia a dia de milhares de bolivianos.

Na região, a falta dos itens paralisou o transporte de passageiros e mercadorias, atinge o abastecimento de alimentos e medicamentos e prejudicou hospitais e serviços públicos.

Nos protestos, a população exige soluções imediatas do governo, os comércios e empreendimentos reduziram suas atividades, e a falta de pronunciamento das autoridades estaduais já começa a impactar relações comerciais com países vizinhos, incluindo o Brasil.

Com informações do  O Alto Acre.

31 de maio de 2025 0 comentários
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Cotidiano

Crise em Gaza: Hamas pede cessar-fogo “permanente”; EUA rebate como “inaceitável”

por Marina Pinheiro, Agência ContilNet 31 de maio de 2025
Escrito por Marina Pinheiro, Agência ContilNet

O movimento islamista palestino Hamas anunciou neste sábado (31/5) que respondeu à proposta de trégua na Faixa de Gaza pedindo um cessar-fogo “permanente”. O enviado dos Estados Unidos para o Oriente Médio, Steve Witkoff, contudo, qualificou a resposta do Hamas como “inaceitável”.

Onda de fumaça no bairro de Daraj, na cidade de Gaza, após bombardeios israelenses neste sábado (31/5) – (crédito: Omar AL-QATTAA / AFP)

O grupo palestino não disse explicitamente ter aceitado a versão da proposta que recebeu na quinta-feira (29), mas assinalou que a resposta obedecia a um “senso de responsabilidade” com seu povo “e seu sofrimento”.

A proposta tinha sido aceita por Israel — sem o contexto do cessar-fogo “permanente” — na semana passada e era articulado pelos Estados Unidos.

Resposta dos EUA

“É totalmente inaceitável e só nos faz retroceder”, disse Witkoff na rede social X (antigo Twitter).

“O Hamas deveria aceitar a proposta marco que apresentamos com a base para futuros diálogos, que poderiam começar imediatamente na semana que vem”, acrescentou.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, foi na mesma linha de Witkoff e acusou o Hamas de se agarrar “a seu rejeicionismo”.

31 de maio de 2025 0 comentários
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Universo POP

Show de Lady Gaga, com 2,5 milhões em Copacabana, entra para o Guiness Book

por Marina Pinheiro, Agência ContilNet 31 de maio de 2025
Escrito por Marina Pinheiro, Agência ContilNet

O show da cantora Lady Gaga em Copacabana entrou oficialmente para o Guinness Book. O reconhecimento foi divulgado neste sábado (31) na página oficial do livro dos recordes.

Lady Gaga faz show em Copacabana — Foto: Dilson Silva/ AGNEWS

Segundo a publicação, Gaga reuniu o maior público da história para um show gratuito de uma artista feminina: 2,5 milhões de pessoas lotaram a orla carioca no dia 3 maio. A Riotur havia informado que o show reuniu 2,1 milhões de pessoas.

Fãs do Brasil e de vários países compareceram ao evento histórico, que superou o recorde anterior de Madonna, também em Copacabana, com 1,6 milhão de pessoas em 2024.

Lady Gaga trouxe a turnê do disco “Mayhem” para o Rio de Janeiro. O show foi dividido em cinco atos, com direito a diversas trocas de roupa e um cenário que lembra uma peça de teatro – a cantora chama de “ópera gótica”.

Durante o show, Lady Gaga fez um discurso emocionado e agradeceu ao público brasileiro por esperar tanto tempo para revê-la. O pronunciamento contou um tradutor brasileiro.

O comentário foi uma referência ao cancelamento da participação no Rock in Rio 2017, em razão de fortes dores causadas por fibromialgia.

“Eu amo vocês. Agradeço por esperarem. Agradeço por me receberem de volta com tanta gentileza e de braços abertos. Hoje à noite, eu quero ajudá-los a brilhar. Quero que o mundo veja o quão grande é o coração de vocês e que se inspire no seu espírito”, disse.

“Então, hoje à noite, eu vou dar tudo de mim. Vamos fazer deste o show mais incrível que já compartilhamos. Vamos fazer com que cada segundo de espera tenha valido a pena. Eu amava vocês dez anos atrás. E eu amo vocês esta noite. Obrigada, Brasil. Eu amo vocês para sempre!”

O encerramento da apresentação foi marcado por uma queima de fogos que iluminou o céu de Copacabana.

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Cotidiano

Veja o resultado da Mega-Sena deste sábado, com prêmio de R$ 31 milhões

por Marina Pinheiro, Agência ContilNet 31 de maio de 2025
Escrito por Marina Pinheiro, Agência ContilNet

O resultado da Mega-Sena 2870com prêmio de R$ 32,4 milhões foi divulgado neste sábado (31), em São Paulo.

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Veja o resultado da Mega-Sena deste sábado, com prêmio de R$ 31 milhões. Foto: Reprodução

 

Os números sorteados hoje foram: 06 – 13 – 15 – 19 – 32 – 60

A Caixa Econômica Federal ainda não divulgou se houve acertadores do prêmio principal, nem o rateio para quem acertou cinco ou quatro dezenas.

Quantos ganhadores a Mega-Sena teve em 2025?

Com três ganhadores na semana passada, duas apostas dividiram R$ 103 milhões em 20 de maio e uma aposta faturou R$ 2,7 milhões no dia 22, a Mega-Sena agora tem 13 apostas vencedoras do prêmio máximoneste ano.

Em 24 de abril, um bolão de Santa Catarina foi o ganhador. Ainda em abril, no dia 19, a principal loteria da Caixa premiou uma aposta de Concórdia (SC) de bolão com seis cotas em Concórdia (SC) faturou sozinha a bolada de R$ 52 milhões.

Em 5 de abril, uma aposta de Cruzeiro (SP) ganhou sozinh R$ 59,7 milhões.

Em 15 de março, um bolão com 100 cotas de Belo Horizonte, ganhou R$ 21,4 milhões.

A principal loteria da Caixa também teve outras duas apostas ganhadoras na semana, em 11 de março, uma de Jundiaí (SP) e outra de Itapir (SP).

Ainda neste mês, no dia 1º, uma aposta de São Miguel do Araguaia (GO) faturou sozinha a bolada de CLIR$ 41,7 milhões.

Em 25 de fevereiro, uma aposta do Rio de Janeiro (RJ) faturou sozinha R$ 131,3 milhões.

No dia 25 de janeiro, uma aposta de Nova Friburgo (RJ) faturou sozinha o prêmio de R$ 28,8 milhões.

O primeiro sorteio da Mega-Sena em 2025 em que alguém levou o prêmio máximo foi no dia 16 de janeiro. Uma aposta de Indaiatuba (SP) faturou, sozinha, R$ 37,3 milhões.

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Cotidiano

Homem discute com a mulher no celular e capota carreta de soja na BR-364

por Marina Pinheiro, Agência ContilNet 31 de maio de 2025
Escrito por Marina Pinheiro, Agência ContilNet

Uma carreta transportando soja de Mato Grosso para Porto Velho, tombou na manhã deste sábado (30), na BR-364, em Rondônia. Em entrevista para um jornal local, o motorista contou que estava ao celular com a mulher, quando ela começo a brigar com ele, e de repente perdeu o controle do veículo.

Homem discute com a mulher no celular e capota carreta de soja na BR-364. Foto: Reprodução

O acidente ocorreu por volta das 06h30 da manhã, na altura do quilômetro 18, entre Ji-Paraná e Ouro Preto. A esposa do condutor não estava com ele no momento.

“Minha mulher… Eu tava falando com ela no celular, aí ela tava brigando comigo pelo celular e eu perdi o controle da carreta, acelerei, ainda tentei controlar, mas não teve jeito não, informou o motorista.

Veja o vídeo de Rondônia ao Vivo:

https://contilnetnoticias.com.br/wp-content/uploads/2025/05/ac6335c1-962e-466d-b82f-e3bf2cb11bea.mp4
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Polícia

Polícia prende dezenas de pessoas em Paris durante festa do título do PSG

por Marina Pinheiro, Agência ContilNet 31 de maio de 2025
Escrito por Marina Pinheiro, Agência ContilNet

A polícia da França fez dezenas de prisões em Paris durante o jogo e a festa do título da Champions League do Paris Saint-Germain (PSG) neste sábado (31), segundo um porta-voz.

Polícia prende dezenas de pessoas em Paris durante festa do título do PSG. Foto: Reprodução

Ainda segundo as autoridades, as forças de segurança usaram gás lacrimogêneo e spray de pimenta para manter a ordem na Champs-Élysées.

Além disso, um carro foi incendiado perto do Parc des Princes, o estádio do PSG.

O ministro do Interior da França, Bruno Retailleu, afirmou que os “verdadeiros fãs do PSG estão animados com o desempenho magnífico do time”, pontuando que “bárbaros” saíram às ruas para cometer crimes e provocar a polícia.

“Pedi às forças de segurança interna que reagissem vigorosamente a esses abusos”, adicionou o ministro no X.

“É insuportável que não seja possível festejar sem temer a selvageria de uma minoria de bandidos que não respeita nada”, concluiu.

Cerca de 5.400 policiais foram mobilizados por toda a cidade para as comemorações pós-jogo.

PSG conquista a Champions pela primeira vez

O PSG atropelou a Inter de Milão para conquistar a Champions League pela primeira vez neste sábado (31). O time comandado pelo técnico Luis Enrique venceu a final por 5 a 0.

Essa é a maior goleada em uma final na história da Champions. Hakimi, Doué, duas vezes, Kvaratskhelia e Mayulu decretaram a goleada francesa.

O confronto aconteceu em Munique, na Alemanha. Milhares de torcedores de ambos os clubes viajaram para assistir à final.

Após o título, as ruas de Paris foram tomadas pelos apoiadores do PSG, em uma festa que deve continuar pela noite. Um esquema especial de segurança foi montado pelas autoridades.

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Você viu?

Viatura da PM desce barranco desgovernada após agentes esquecerem de puxar o freio de mão

por Marina Pinheiro, Agência ContilNet 31 de maio de 2025
Escrito por Marina Pinheiro, Agência ContilNet

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento que uma viatura da Polícia Militar do Acre (PMAC) desce um barranco desgovernada em Xapuri, município no interior do Acre, após os agentes que estavam no automóvel esquecerem de puxar o freio de mão.

Viatura da PM desce barranco desgovernada após agentes esquecerem de puxar o freio de mão. Foto: Reprodução

Segundo informações, o caso ocorreu na última sexta-feira (30), e repercutiu nas redes sociais. Nas imagens, os policiais aparecem deixando o carro e seguindo para a entrada de um local, quando ele começa a se mover em marcha à ré.

O veículo saiu andando sozinho até colidir com a borda de um canal, parando sem atingir outras pessoas. Apesar do susto, ninguém saiu ferido na ocasião, não se sabe se o automóvel teve algum dano material.

Veja o vídeo do Juruá em Tempo:

https://contilnetnoticias.com.br/wp-content/uploads/2025/05/49353301-9183-4b59-b0e3-51d280aeab67.mp4
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Política

Pesquisa Atlas: 53,4% não acreditam que Lula será reeleito

por Marina Pinheiro, Agência ContilNet 31 de maio de 2025
Escrito por Marina Pinheiro, Agência ContilNet

Um levantamento divulgado pela AtlasIntel, em parceria com a Bloomberg, mostrou um cenário desafiador para o atual governo. De acordo com o levantamento, 53,4% dos entrevistados não acreditam que Lula (PT) conseguirá se reeleger para um novo mandato presidencial.

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53,4% não acreditam que Lula será reeleito. Foto: Reprodução

Por outro lado, 40,6% dos participantes acreditam na possibilidade de reeleição, enquanto 6% não souberam responder.

A pesquisa, que ouviu 1.629 pessoas entre os dias 27 e 29 de maio, apresenta uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.

Análise dos resultados

O alto índice de descrença na reeleição de Lula dialoga diretamente com uma taxa de desaprovação elevada do atual governo. Além disso, os percentuais se alinham com o desempenho dos candidatos de direita melhor posicionados em um eventual segundo turno.

Um ponto interessante destacado na análise é o baixo percentual (40,6%) daqueles que acreditam na reeleição de Lula. Esse número sugere que, dentro do próprio campo lulista, há um certo pessimismo quanto às chances de vitória nas próximas eleições.

O cenário atual levanta questionamentos sobre a competitividade de Lula nesta altura do mandato. Mesmo com índices de aprovação em melhora, há pouca visibilidade de uma saída clara para recuperar esses números e, consequentemente, melhorar as chances na eleição.

À medida que o tempo passa e a eleição se aproxima, observa-se que a pauta positiva para o governo tem demorado a chegar.

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Universo POP

Igreja de Lúcifer na via Dutra aguarda alvará para receber fiéis

por Marina Pinheiro, Agência ContilNet 31 de maio de 2025
Escrito por Marina Pinheiro, Agência ContilNet

Uma pitoresca igrejinha pode ser vista à sua direita, no km 326 da via Dutra, logo após deixar o estado de São Paulo e entrar no Rio de Janeiro. A cidade é Itatiaia, mas o templo não é um qualquer. Pintada de preto com detalhes em vermelho, ela exibe diversas cruzes de ponta-cabeça e, se der sorte (ou azar), pode dar de cara com um bode preto chamado Zebu na entrada.

A igreja chama atenção de quem passa nas proximidades/Danilo Verpa/Folhapress

Bem-vindo à primeira Igreja Luciferiana do Brasil, que está prestes a ser inaugurada por Jonathan de Oliveira Ribeiro. Mestre Jonan é um empresário volta-redondense de 31 anos que já tem seu Porsche e que, em mais de uma década como líder espiritual, possui vasta experiência de quimbanda.

O santuário ainda não tem alvará —no ano passado, um templo dedicado a Lúcifer foi interditado em Gravataí (RS) justamente por não possuí-lo. Por isso o único evento que a igreja de Itatiaia já recebeu, há dois meses, não foi aberto ao público. Naquela ocasião, no final de março, mestre Jonan celebrou uma cerimônia para seus discípulos e realizou um casamento entre dois deles.

“Aqui não pode ter nenhum furo, nenhum furo”, diz Jonan, referindo-se ao alvará. “Porque aqui é a ‘igreja do diabo’, como as pessoas falam. Então, o que eles puderem fazer para derrubar, eles vão querer fazer”, diz ele, acrescentando que sua coruja Noa é anilhada e possui documentação registrada.

Mas, ao contrário do que a menção ao anjo caído dá a entender, a pegadinha da igreja luciferiana é que ninguém ali quer causar o mal. “Lúcifer nada mais é do que buscador de conhecimento, conhecedor da verdade. E o que o cristianismo quer fazer? Manipular as pessoas e não deixá-las ter muito conhecimento. Conhecimento demais atrapalha na manipulação direta do ser humano, entende? Então o luciferianismo justamente luta contra isso”.

Altar da igreja luciferiana de mestre Jonan, ainda fechada ao público/Danilo Verpa/Folhapress

“Quando eu falo de Lúcifer, falo do propósito da criação de Deus. A gente entende que toda energia foi criada por Deus —inclusive o ódio, a raiva, a traição. Temos que passar por isso e nos tornarmos mais forte, para um dia nos sentarmos ao lado de Deus”, resume o mestre.

Antes de construir a igreja na Dutra, mestre Jonan ergueu no mesmo terreno um edifício, no formato de castelinho medieval, para ser a sede de seu terreiro de quimbanda —prática religiosa afro-brasileira concentrada no culto a exus.

Ali, por dez anos, desde que chegou a Itatiaia, vem realizando serviços espirituais e despachos que incluem a morte de animais. Em 2019, o STF decidiu que o sacrifício de animais em ritos religiosos é permitido no país, desde que não haja crueldade ou tortura com os bichos.

Hoje, mestre Jonan calcula em 4 milhões o número de seguidores em suas diversas contas do TikTok, Instagram e outras redes sociais. Foi assim que enriqueceu.

No dia em que a Folhavisitou o reino de Lúcifer, Jonan recebeu exus e fez um despacho coletivo online, cujo preço por pessoa parte de R$ 277, para 21 fiéis à distância, numa tacada só. E esse foi apenas o primeiro serviço da noite, que costuma acabar apenas ao amanhecer.

Pode-se pedir a volta do amor, uma melhora profissional ou mesmo uma maldade —só aceita se o alvo tiver cometido um crime ou maldade pior.

Há um ano, Jonan diz ter recebido um jogador de futebol de segunda divisão que lhe trouxe R$ 1 milhão em dinheiro. Não pedia para fazer gols, mas sim que um olheiro reparasse nele.

Filha de santo do mestre Jonan em ritual de quimbanda realizado para fiéis on-line – Danilo Verpa/Folhapress

Após o despacho, o atleta foi contratado por um time de elite, garante. Outro foi o caso de uma apresentadora querendo um programa de televisão. Segundo mestre Jonan, você em casa está assistindo a ela quando zapeia pelos canais.

Os animais mortos são galinhas, patos, bodes e mesmo vacas. No momento, Jonan está criando um boi para sacrificar no ano que vem. Não o preto, o Zangão, que é uma espécie de guardião do espaço. Mas um amarronzado. “O animal é sacrificado com faca”, explica ele.

“Faca no pescoço ou até mesmo no coração. O animal cai, você faz a limpeza dele. O sangue e as partes internas, como coração e fígado, você entrega para a espiritualidade. Separa o que é para magia, o que é para oferenda e o couro eu uso para fazer os tambores aqui do templo.”

“A carne congelamos e fica para o nosso consumo, tanto o meu quanto o de muitos filhos de santos e membros da nossa comunidade. Uma coisa interessante é que, quando a gente faz um sacrifício de animal, ficamos numa restrição de carne, sem poder comer carne durante 45 dias antes. É por respeito.”

No entanto, esse tipo de ritual —cujas cenas menos explícitas podem ser vistas em suas redes, tais quais mestre Jonan se banhando no sangue ainda quente— parece assustar alguns fiéis mais tradicionais.

Quando distribui para a comunidade mais carente de Itatiaia ovos de chocolate (foram mil na última Páscoa) ou cestas natalinas (150), o religioso aprendeu que o melhor era entregar vales para o pessoal retirar os presentes nos mercados da cidade. “Ninguém quer pegar comida da gente, pois dizem que é de macumba”, diz ele.

Certo dia a PM bateu à sua porta e perguntou se era ali que estavam matando crianças em rituais de sacrifício aos demônios. Houve depois um incidente ainda mais sério.

“Vamos falar do ataque de intolerância religiosa, quando foram quebradas várias imagens aqui do templo? O rapaz falou que veio aqui para me matar. Ele foi preso, detido e levado para a delegacia. Não é cristão. Ele se dizia cristão, mas eu sei quem é cristão de verdade. Cristão de verdade tem amor ao próximo.”

Mesmo assim, não ajuda que a figura do Belzebu —que seria a representação de diabo no cristianismo e pai dos exus pra quimbanda— esteja reproduzida por toda a igreja e que meia dúzia de enormes estátuas de exus de três metros de altura estejam espalhadas pelo terreno, em frente à via Dutra. Segundo o historiador Luiz Antônio Simas, na quimbanda Lúcifer e Belzebu não são divindades essencialmente más. “Belzebu, em nossa visão, seria uma divindade de dupla polaridade, genitor de todos os exus e pombagiras. Já Lúcifer é senhor da vitalidade, prosperidade, sexualidade e vitória.”

Mas mestre Jonan sabe o que faz: “Essa história de mostrar o Satã é mais uma publicidade mesmo, para chamar atenção para a igreja. Foi construído aqui na beira da rodovia justamente para trabalhar a psique das pessoas, né?”

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