Após demora em atendimentos, Sinhasique visita o Instituto de Identificação do Acre e denuncia abandono

Deputada revela que o instituto responsável pela emissão de carteiras de identidade pode ficar sem peritos nos próximos anos, pois último concurso foi em 1982

Sinhasique verificou situação atual do instituto e disse que a falta de profissionais é um absurdo com a população /Foto: Assessoria

A deputada Eliane Sinhasique denunciou por intermédio das redes sociais na tarde de segunda-feira (9) a situação de abandono do Instituto de Identificação Raimundo Melo, responsável pela emissão de carteiras de identidade no Estado. A instituição já teve em seus quadros 71 peritos, mas na atualidade são apenas 13, dos quais cinco já pediram aposentadoria. O último concurso foi ainda em 1982.

Deputada denunciou o abandono do local /Foto; Assessoria

“Depois de receber reclamações sobre a demora na emissão das Carteiras de Identidade, fui ver a situação e falei com o presidente da Associação dos Peritos Papiloscopistas do Acre, Manoel Crizaldo. Na sede do instituto verifiquei estar faltando pessoal, com as salas vazias ou com apenas uma pessoa. Encontrei até um perito aposentado ajudando na realização de um retrato falado”, destacou.

Sinhasique disse ser visível a precarização com a falta de pessoal, reflexos na demora da emissão dos RGs, nos laudos de identificação dos autores de arrombamentos e na identificação de cadáveres mutilados ou em avançado estado de decomposição.

A deputada afirmou ainda ser necessária a digitalização dos arquivos, pois estão abandonados por falta de pessoal: “O governador precisa tomar conhecimento dessa realidade e abrir pelo menos mais 40 vagas para papiloscopistas, pois o perito criminal não pode fazer o trabalho daqueles por vedação da Lei Orgânica”.

Outro ponto ressaltado por Eliane Sinhasique e que na opinião dela deveria ser levado em conta pelo governador do Estado, é o fato de não mais liberarem os corpos de vítimas de violência já identificados entre as 10 da noite até as 8 da manhã. “Isso é um absurdo para com as famílias”, destacou.

“Isso é um absurdo para com as famílias”, destacou Sinhasique

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